
AVALIAÇÃO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Com um desempenho medíocre, o Coritiba está fora da Copa do Brasil 2008. Uma noite para se esquecer da memória, deixou a gigantesca torcida do Coxa preocupada com o momento do futebol no Alto da Glória. Um zero a zero contra o Azulão, que atuou com nove jogadores boa parte do tempo final, o Alviverde não conseguiu nem mesmo marcar um gol para levar a disputas de penalidades máximas.
Uma noite pra se esquecer: Coritiba - com onze -, zero, São Caetano - com nove -, zero.
Edson Bastos; Dick (Veiga) (Thiago Silvy), Maurício, Jeci, Douglas Silva (Laércio), Ricardinho, Leandro Donizete, Pedro Ken, Marlos, Keirrison e Henrique Dias
Técnico: Dorival Junior
Este foi o time e o treinador que o Coritiba usou na partida contra o São Caetano, time da Série B, 15º colocado no Paulistão 2008 na partida desta noite de se esquecer da história do Clube.
Contra nove - dois expulsos no segundo tempo, um deles o goleiro -, um amontoado tático dentro do gramado não conseguiu acertar um único chute ao gol do time paulista.
A torcida fez a parte dela. Cantou o jogo todo, sem parar. Foram 13.085 pagantes (público total de 14.416) que testemunharam uma apresentação desastrosa do time que vestiu a camisa alviverde.
Em quase cem minutos de jogo, raríssimas foram as vezes que o Cori acertou uma troca de passes com mais de três lances consecutivos. Na prática, quem mais chegou próximo ao gol foi o time do Grande ABC, que no primeiro tempo teve duas oportunidades de marcar com seu centroavante.
De concreto, o trabalho tático de Dorival Jr. foi confuso já na formação de banco - que não teve Renatinho e algum lateral reserva, um zagueiro e dois volantes -, até o último minuto do jogo, após quase 100 dias de trabalho à frente do Clube. Contra três zagueiros, sem um único centroavante de força, o Coxa foi um amontoado de chutes de longa distância, cruzamentos imprecisos, tanto pela esquerda, como pela direita e com zagueiro de centroavante.
A fragilidade técnica do time Coxa-Branca é assustadoramente preocupante para um time da Série A, cuja estréia será daqui a 32 dias.
A desorganização do time vai além do problema técnico e tático, passando pela má formação e condução do departamento de futebol. Contra o São Caetano, com novo jogadores, a decisão da diretoria na montagem do atual elenco ficou evidente: falta muito para ter um time competitivo na Série A, mas pouco para ter um time de Série B em 2009, o ano do Centenário.
Depois de perder a chance de cumprir uma das promessas de campanha da diretoria - a ida do Clube à Libertadores no ano de seu centenário -, agora o Coxa encara o P. Clube, no Alto da Glória, pelo campeonato regional.
O alerta agora está no vermelho: ou a diretoria do Coritiba resolve os problemas e monta um time minimamente organizado para uma Série A, ou a maior, mais vibrante e mais fiel torcida do Paraná terá muitos problemas pela frente.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)