
COLETIVA
Na coletiva (vide vídeo acima) ao final da derrota para o Cruzeiro, em pleno Couto Pereira, na qual também anunciou a demissão do técnico Renè Simões, o presidente do Coritiba Jair Cirino (foto) comentou o momento do futebol coritibano, justificou a saída do comandante e garantiu um nome de peso para assumir o cargo, além de prestigiar e elogiar demoradamente o diretor de futebol Homero Halila que, no entanto, entregou o comando do futebol ao presidente ainda na noite de domingo.
Precedido pelo coordenador de futebol Felipe Ximenes, que antes mesmo de o mandatário alviverde falar, declarou que a diretoria havia optado por não mais contar com os serviços de Renè, Cirino começou falando sobre os motivos que ensejaram a demissão, fazendo diversos elogios ao ex-técnico, porém ressaltando que a "realidade do futebol" demandou a "tomada de atitude", graças à falta de resultados satisfatórios.
“Tive uma conversa com o René Simões e assim como ele foi contratado num contato com o presidente também foi desfeito o vínculo com o presidente. Gostaria, nesse momento difícil para o Coritiba, dizer que essa atitude da diretoria em nada desmerece o trabalho e a qualificação técnica do nosso ex-técnico. Todos sabemos que ele tem uma grande identidade com o clube. Tanto que lançou um livro sobre a conquista na segunda divisão, teve um trabalho destacado na Copa do Brasil e até pouco tempo, também o apoio da torcida e que foi, em grande parte, a responsável pela contratação dele. Estamos a uma rodada do término do primeiro turno do campeonato e tenho percebido que o Coritiba tem permanecido na zona do rebaixamento e nunca esteve longe dela. Isso me preocupou e quando os resultado não aparecem é preciso a tomada de uma atitude”, disse.
Sobre o substituto para o comando técnico, Cirino disse que terá de ser um nome de peso, destacando o de Ney Franco. “O nome do sucessor do René Simões será de um quilate excepcional, da altura do Coritiba. Não estou falando que estamos atrás do Ney Franco, mas foi um técnico que, por algum tempo, nós o procuramos e, por uma questão ética, sequer fizemos o contato, já que estava empregado. Tenho a informação que ele saiu e é um nome que pode ser cogitado. Mas não estou dizendo que estamos em entendimento com o Ney”, comentou, tentando despistar.
O dirigente falou sobre a polêmica dos salários, garantindo que não estão atrasados. Contudo, mencionou que os de julho venceriam no dia 12 próximo, sendo que a legislação obriga o pagamento até o quinto dia útil, ou seja, 7 de agosto. "O salário de julho vencerá no dia 12. Os salários estão em dia. O Coritiba tem várias fontes de recursos: bilheteria, Rede Globo, patrocínios e outras. Em 18 meses que estou à frente do Coritiba, pagamos rigorosamente em dia e, se até hoje isso aconteceu, não há porque duvidar que o Coritiba não tenha dinheiro para pagar o próximo salário”, afirma, ignorando o pagamento em atraso do mês de junho, que só ocorreu no início de agosto.
Cirino tergiversou ainda sobre o centenário, negando que o ano esteja sendo um fracasso, como vem afirmando boa parte da torcida. “Fomos campeões (Estadual) no ano passado. Este ano perdemos um título que era fácil, o nosso foco foi na Copa do Brasil, por pouco não fomos à final, mas a história não registrará isso e, agora, a luta é pela recuperação no Brasileirão tomando atitudes sérias. Ainda temos chances de fazer uma campanha que agrade o torcedor. O ideal seria ter muita festa com alegria dentro do campo, mas espero recuperar essa alegria no curso dos festejos”, concluiu.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)