
ETERNAMENTE COXA
Segundo matéria assinada pelo jornalista Márcio Reinecken, o Coritiba não deve renovar o contrato com a Novo Traço, empresa que administra o Eternamente Coxa e cobra entre 33% e 38% do total arrecadado pelo plano de sócios. O vínculo de dois anos vence no fim de março de 2010, mas desde já o clube estuda novas formas de administração, para que possa lucrar mais com os sócios.
De acordo com o texto, a principal tendência é que o próprio clube passe a administrar as adesões e cobranças dos associados antes mesmo do fim da parceria. O marketing do Verdão admite a possibilidade de manter a terceirização apenas se os percentuais cobrados para administração caírem pela metade.
"Resumindo: satisfeito com o plano o clube não está. Mudar vai ter de mudar. Se vai continuar terceirizado não posso dizer. O clube admite o erro no começo da gestão, isso não tem porque esconder pois é público", afirmou Gustavo Hauer, diretor de Marketing do Coxa, ao jornalista.
O jornalista afirma que um jornal de Curitiba teve acesso a um documento de acerto de contas do clube com a Novo Traço, relativo ao período entre 11 de julho a 11 de agosto de 2008, e que neste intervalo de tempo foi pago à contratada R$ 87.973,49 pelos serviços prestados.
"(O Eternamente Coxa) não foi assim um sucesso de vendas. Foi razoável, melhor do que estava antes, mas não era o que a gente imaginava", confessou Hauer à reportagem. "Só não queremos ter problema jurídico. Pois a diferença de romper (o contrato) e não romper não vale a pena."
Segundo a matéria, no mês passado, o coordenador do plano de sócios do Internacional, clube que administra sozinho seu quadro de aproximadamente 100 mil associados, passou um dia ministrando uma espécie de "minicurso" ao Alviverde.
O texto também da conta que é possível que o clube faça uma parceria com as torcidas organizadas. Depois de cortar os ingressos de cortesia para as mesmas, o Coritiba planeja remunerá-las de acordo com o crescimento do quadro de sócios do clube.
"Em vez de dar ingressos ou uma quantia em dinheiro para ajudá-los a comprar foguete ou viajar, tentaremos uma parceria para que eles ajudem na venda do plano de sócios. Se o plano não for terceirizado, consigo comissioná-los em 5%, por exemplo, a cada sócio que chegar indicado", declarou Hauer ao jornalista.
A ideia é testar o sistema já no Paranaense do ano que vem, antes mesmo do fim do contrato com a Novo Traço. "Ele (o vínculo) não impossibilita o clube de lançar um plano próprio, só impede que contratemos outras empresas para administrá-lo", explicou à reportagem.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)