
FINANÇAS
O jornalista Márcio Reinecken assina reportagem na qual explica a situação dos borderôs e verbas arrecadas pelo clube com a venda de ingressos para os jogos no Couto Pereira. Parte da renda bruta é destinada para a BWA, empresa que cuida das catracas e da produção de ingressos para o Cori. O valor é repassado à empresa devido a um adiantamento da venda de ingressos, processo semelhante ao adiantamento de cotas de televisão, normalmente utilizados pelos clubes brasileiros para pagar dívidas.
Na última partida do Verdão em casa, contra o Corinthians, por exemplo, a renda bruta foi de R$ 659.835. Deste total mais de um terço foi para a empresa parceira do clube, ou seja R$ 240.426,45.
Procurado pela reportagem, o diretor financeiro do clube, Francisco Araújo explicou a situação. "É como se fizéssemos um adiantamento do dinheiro da televisão", exemplificou. Este valor exato, de acordo com a reportagem, conta no balancete do clube como R$ 1,57 milhão recebido e R$ 1,62 milhão a pagar, o que significa que os juros são de cerca de 3%. A expectativa da direção do clube é sanar esta dívida ainda neste ano. "Já esta quase no fim", garantiu Araújo.
Em 2009, todos os repasses feitos pelo clube com a arrecadação da venda de ingressos somam cerca de R$ 1,4 milhão. Todavia, neste valor também estão inclusos os serviços prestados pela empresa ao clube, como o aluguel de catracas, funcionários e a confecção dos ingressos.
A reportagem diz ainda que este processo de venda antecipada de ingressos seria algo normal entre os clubes que têm parceria coma BWA. A principal vantagem em relação a empréstimos bancários seria o fato de que o clube só paga as parcelas da dívida quando o jogo não é deficitário. "Se fizéssemos um empréstimo no banco, teríamos de pagar mensalmente um determinado valor. A BWA só recebe quando o jogo dá lucro", explicou o gerente administrativo financeiro do clube, Walter Alves.
A BWA por sua vez diz que o dinheiro que é fornecido aos clubes como adiantamento não é da empresa, mas sim de um fundo administrado por um banco alemão. O objetivo, de acordo com a empresa, é auxiliar os clubes. "O dinheiro é de um fundo administrado por um banco alemão. Eu sou apenas o avalista dos clubes. Ajudo para que eles não morram, pois senão morro junto", garantiu o diretor da BWA, Walter Balsinelli.
A despeito do destaque atual dado pela imprensa ao fato em si, principalmente por conta do desconto na renda do jogo contra o Corinthians, a informação do "empréstimo" feito pela BWA não é nova, já tendo sido divulgada no balanço financeiro do Coritiba, apresentado pelo clube em abril deste ano.
No ano passado, Coritiba e BWA se uniram para denunciar uma quadrilha de falsificadores de ingressos que agiam não apenas em Curtiba, mas em outros estados do País. O prejuízo estimado ao clube não chegou a ser divulgado.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)