
ELEIÇÕES
Por Redação - COXAnautas Atualizada as 11h48
Em matéria assinada por Luiz Ferraz, publicada pelo Paraná Online nesta terça-feira, 14, ex-dirigentes do Coxa falam sobre a situação atual e o que pode ser feito para evitar um novo rebaixamento.
“O clube vive um momento delicadíssimo. O problema na gestão financeira criou um passivo muito grande. Foi um momento de empolgação da atual gestão e foram muitas negociações feitas em 2013 e neste ano que não obtiveram o resultado esperado. O plantel ficou extremamente prejudicado. O resultado está aí dentro de campo”, declarou Ernesto Pedroso, que ocupou o cargo de vice-presidente de futebol do Coritiba até julho de 2012. “A atual gestão, principalmente o presidente, precisa ter mais humildade. Há este movimento paralelo que busca ajudar o clube. Vários coxas-brancas estão dispostos a contribuir. A situação é delicada e não há ainda um candidato de oposição, nem nada formatado”, concluiu.
“O Coritiba é de todos. O clube tem uma torcida maravilhosa. A situação é grave e a gente torce para que o clube se livre do rebaixamento, mas é preciso rever todos os conceitos de administração dentro do Coritiba. São várias movimentações de pessoas que querem ajudar o clube. É o momento em que não pode haver desavenças e todos nós estamos à disposição para ajudar o Coritiba. É um momento de união em prol do clube”, declarou José Fernando Macedo, que deixou o clube em 2011, quando Vilson assumiu a presidência.
“Vejo o atual momento do clube com muito pessimismo, tanto dentro de campo, quanto nas suas finanças. Uma coisa influencia a outra. Medidas precisam ser feitas para que o time se anime para evitar o rebaixamento. Não existe fórmula mágica, mas é preciso colocar o salário em dia, conversar com os atletas e também contar com o apoio psicológico nesta reta final. O que passa o clube é reflexo de anos de gestão e não é um problema que será resolvido faltando dez rodadas”, declarou Giovani Gionedis, presidente do Coxa de 2002 a 2007 e que também sofreu na pele o desgaste de comandar o Coritiba sem ter o apoio da torcida. Assim como Vilson, Gionédis assumiu o Coritiba em situação difícil, chegou a levar para a libertadores, mas uma queda para a segunda divisão acabou com todo o prestígio do então presidente junto ao torcedor.
“Nunca saí do clube. Sempre estarei disponível para ajudar da melhor maneira, independentemente do cargo. Seja o Vilson ou seja outro presidente. Não gosto da palavra oposição. O clube, em consenso, deveria definir os nomes que darão novos caminhos ao Coritiba e não se limitar apenas a uma pessoa”, declarou Paulo Thomaz de Aquino, vice-presidente de futebol até junho de 2014. Aquino não acredita que o abismo financeiro que se encontra o Coritiba, esteja refletindo dentro das 4 linhas. “Não acredito nisso. Convivi lá dentro e acho que isso não atrapalhou. Fizemos um primeiro turno muito ruim e o trabalho do Celso (Roth, técnico) acabou não se transformando em números e pontos. A chegada do Marquinhos foi muito positiva e pode dar bons resultados ao Coritiba”.
Em contrapartida, surgem especulações acerca de outros nomes no processo eleitoral Alviverde. Bruno Kafka, estudante de direito, foi o primeiro a se manifestar como pré candidato à presidência do clube. Renato Follador, administrador e ex-secretário de estado, também foi cogitado mas se negou a participar do pleito, assim como o empresário Ricardo Guerra. Por último surgiu a possibilidade de Marcelo Almeida, ex-deputado federal e ex-candidato ao Senado Federal pelo PMDB, e que segundo o Candibook da Gazeta do Povo diz torcer para o Palmeiras, ser candidato. “Houve sim o convite de um pessoal que tem grande influência no Coritiba. Te confesso que fiquei surpreso, porém até sábado decido o caminho que tomarei”, declarou Marcelo à jornalista Nadja Mauad.
Outro nome que recebeu contato e convite para assumir uma candidatura é o empresário do ramo imobiliário e esportivo de Curitiba e coordenador de Marketing do clube em 2007 e do Portal COXAnautas até julho de 2014, Tony Sallum. "Realmente fui procurado em algumas ocasiões para debater, compor e inclusive liderar um novo grupo político no Coritiba. Não havia me manifestado até hoje, principalmente, por estar aguardando a decisão de um grande amigo acerca da sua candidatura ou não ao cargo de presidente do clube. Porém, isso acabou não ocorrendo e meu compadre, Ricardo Guerra, acabou não formalizando sua participação. Posso afirmar que nunca me imaginei nesse posto tão cedo e desta forma continuo pensando. Porém, pelos vários convites para ajudar o clube, encabeçando e liderando algum grupo e minha sempre forte ligação com o Cori, estarei sempre aberto a somar e contribuir com o que for melhor para o nosso amado Coxa, independente da corrente política".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)