
COPA DO MUNDO 2014
Por Luiz Berehulka
Quando se fala de Copa do Mundo ou Seleção Brasileira, sempre se traz à baila a questão do patriotismo (ou a falta dele). Lembranças dos tempos onde se jogava por amor, por ideal e não por conta das cifra$. Por isso mesmo, essa Copa no Brasil escancarou ao mundo muito dos nossos problemas nacionais, principalmente a ganância, a corrupção endêmica e a necessidade canibal do lucro e do benefício pessoal. Vimos isso em políticos, em empresários, em “donos” de clubes de futebol... O espírito patriótico de uma competição mundial como a Copa do Mundo, ficou relegado num segundo (terceiro? quarto?) plano, enquanto o cabo de guerra de “puxar a sardinha” para seu lado tomou conta do país.
À margem de projetos mirabolantes, o Coritiba manteve sua vida, dentro da sua realidade, lutando contra seus leões diários e, aos poucos, construindo seus sonhos, como em toda sua história fez. Enquanto clubes erguem suntuosos monumentos à improbidade, o Coritiba segue, com seu suor, edificando suas conquistas e solidificando a sua história.
Em junho, quando muitos acompanharão a Copa ainda com aquele misto de vergonha e descaso, nós permaneceremos altivos. Não apenas pela certeza de nossos ideais, mas pelo orgulho de estarmos participando disso tudo com o que há de mais honesto: O merecimento dos profissionais que aqui trabalham.
Parabéns Paulo Paixão, parabéns Carlos Pracidelli, parabéns Vilson Ribeiro de Andrade. Vocês são o Coritiba na Copa do Mundo. Levem consigo não apenas as nossas cores, mas o nosso exemplo de luta e trabalho. A alcunha alviverde é a prova viva de que o topo se atinge com empenho e esforço próprio, não com benefícios e favores.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)