
CLÁSSICO
Diferentemente de 2004, o Campeonato Paranaense de 2008, não garantia qualquer vantagem de resultados iguais ao time de melhor campanha nas fases anteriores. O diferencial era fazer a segunda partida em casa, e, novamente, coube ao A. Paranaense mandar o segundo jogo da final do Estadual em seus domínios.
Depois de eliminar o P. Clube, com duas vitórias, o Coritiba, após primeira e segunda fases cambaleantes, chegava com força à finalíssima. Força essa que foi demonstrada e reafirmada na vitória por 2x0, no Couto Pereira, na primeira partida da final. Carlinhos Paraíba e Keirrison deram ao Verdão a vantagem de poder perder por até um gol de diferença para sagrar-se campeão Paranaense, novamente na casa do rival.
Embora a vantagem fosse grande, o técnico Dorival Júnior não se cansava de reafirmar que nada estava decidido ainda e que seu time precisaria jogar uma bela partida se quisesse sair da Baixada com a taça em mãos - coisa que não aconteceu nem com a posterior conquista do Verdão devido ao veto da diretoria rival, que não permitiu a entrada dos troféus no campo.
Logo aos 13 minutos de partida, Netinho cobrou falta direta ao gol de Edson Bastos, reduzindo a vantagem do Coritiba e aumentando a dramaticidade da decisão. A pressão aumentava e o Coritiba se segurava como podia em seu setor defensivo, com Edson Bastos, inclusive, realizando boas defesas até o final do primeiro tempo.
Na segunda etapa, o mesmo filme. No início de jogo, o rival conseguiu mais um gol, que seria suficiente para levar a partida para a prorrogação. Em uma falha de marcação da zaga Alviverde, Marcelo Ramos entrou livre e, na saída de Edson Bastos, fez o segundo. O resultado ia complicando um título quase certo do Coritiba.
Logo após o gol, Dorival Júnior chamou Henrique Dias e o lançou na equipe em substituição a Thiago Silvy. Minutos depois de entrar no gramado, o "Iluminado" jogador Alviverde aproveitou-se de uma distração da zaga atleticana - após chutão de Rodrigo Mancha ao campo de ataque - e, de cabeça, desviou do goleiro Vinícius. A bola foi morrer mansamente nas redes rubro-negras. O Coritiba saía do sufoco e colocava uma mão no título. O atacante só teve o trabalho de observar a bola entrando e correr para a galera Coxa-Branca.
Mais tarde, Keirrison ainda acertaria a trave de Vinícius, mas o gol do título e aquela tarde do dia 4 de maio de 2008 eram, novamente, dele: Henrique Dias, o Iluminado atacante Alviverde que definitivamente carimbava o seu nome na Centenária história Coxa-Branca.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)