
PATRIMÔNIO
Segundo matéria assinada pelo jornalista Thiago de Araújo, o Coritiba receberá nesta segunda-feira, 8, a visita de Barry Polen, executivo do grupo IVS – Intelligent Venue Solutions. O grupo inglês de engenharia é um dos principais construtores de praças esportivas e multiuso no mundo. Na África do Sul a IVS está construindo alguns dos estádios para a Copa de 2010, incluindo o FNB Stadium, de Joanesburgo, que receberá as partidas de abertura e final da Copa.
Barry Polen virá acompanhado do especialista em marketing esportivo Ricardo Ognibene, da One Sports Business, empresa parceira da IVS no Brasil. O vice-presidente do Coritiba, Marcos Hauer, comentou que este será um primeiro contato em que os potenciais parceiros poderão conhecer a estrutura do clube.
“Esta visita é um bom sinal. Eles querem nos conhecer, já os motivamos no primeiro encontro lá na África e a vinda deles é uma forma de nós estreitarmos o relacionamento. Eles vêm colher informações para ver se interessa, ou não, iniciarmos uma parceria para o novo estádio”, comentou Hauer.
Ainda segundo a matéria, o vice-presidente do Verdão declarou que as chances de sucesso do projeto organizado pela WTorre são mínimas, uma vez que a construtora somente colocaria R$ 300 milhões no novo estádio do Coritiba se a prefeitura aprovasse na íntegra o anteprojeto apresentado. Conforme vem sido divulgado na imprensa, aliás, a empresa vem tendo dificuldades com todos os outros clubes com que se alinhou para edificar novos estádios.
“Acho que esta é uma forma deles justificarem o motivo de não investirem, mas eu penso que a situação real é bem diferente. Continuo achando que a crise se abateu também sobre eles e ocorreu uma dificuldade deles expressarem isso para nós. Eles queriam que tudo fosse aprovado sem restrições, que levássemos tudo a eles aprovado. Acho que deveríamos ir juntos nesta busca pelo fim dos entraves junto à prefeitura, precisávamos estar lado a lado”, afirmou.
Marcos Hauer já havia emitido algumas declarações sobre o novo estádio do Coritiba na coluna Intervalo, do último domingo, 7, dando diversas declarações aos jornalistas Rodrigo Fernandes, Carlos Eduardo Vicelli, Marcio Reinecken e Robson De Lazzari. Confira na íntegra:
Deu resultado a viagem à África do Sul?
Veja bem, foi interessante. Vamos ver se colhemos os frutos agora. A empresa, inclusive, deve vir a Curitiba nos próximos dias para conhecer melhor a nossa estrutura e também a da cidade.
Por que o novo Couto não sai do papel?
Perdemos um ano com o acordo de intenções com a WTorre. Nosso acerto com essa empresa não está totalmente morto, mas desgostoso. Essa maldita crise de liquidez atingiu meio mundo e com a W/Torre, eu acredito, não foi diferente.
A prefeitura boicotou o projeto?
Eu digo a verdade nua e crua. Tem gente que prefere dissimular. O problema é a crise. Não tem outro. Não posso culpar o Beto Richa, muito pelo contrário.
Mas a torcida protestou contra o prefeito?
Não foi justo. Por enquanto…
O A. Paranaense vai fechar a Baixada para terminar as obras da Copa. O sr. foi contra o empréstimo do Couto para o rival…
Não, não… Disse que o Coritiba preferia jogar em um estádio da suburbana com os portões fechados do que na Baixada. Mas hoje a coisa mudou. O relacionamento dos clubes é muito bom. Se a torcida concordar, nada contra o Coritiba jogar na Baixada e o A. Paranaense no Alto da Glória.
Não há mais como lutar pelo Couto Pereira em 2014?
A Copa seria a cereja, a framboesa ou amora do bolo. Mas não é o bolo. Nossa preocupação é com o patrimônio do Coritiba e sua revitalização.
O Coritiba desiste então da “cereja”?
Deixa acontecer. Se tiver a cereja, o bolo vai ser ainda mais saboroso.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)