
EDITORIAL
O Coritiba venceu o Treze da Paraíba por 2x1 em partida realizada nesta tarde de quinta-feira, feriado de Tiradentes, no Estádio do Pinheirão. A vitória por apenas um gol de diferença não demonstrou o que foi o volume de jogo do Cori, que perdeu uma cobrança de penalidade máxima nos primeiros minutos de jogo, com Capixaba, que bateu fraco, facilitando a defesa do goleiro do time paraibano. Apesar do volume de jogo ofensivo, o Cori voltou a apresentar aquele futebol burocrático e pouco inspirador que ficou característico durante o Brasileirão do ano passado. Para continuar na Copa do Brasil, o Coxa pode até empatar na partida de volta, em Campina Grande. Mas, se perder de 1x0, o Coxa estará fora da competição, já que o Treze marcou um gol jogando em Curitiba. Durante a partida, o treinador Antônio Lopes sofreu com algumas vaias dos torcedores, que incentivaram o Coxa durante toda a partida, mas não pouparam o treinador do Cori das vaias pelo desempenho apenas razoável do Verdão dentro de campo.
O Coritiba entrou em campo com algumas alterações: Jucemar na lateral direita e Ricardinho na meia esquerda. Com pouco mais de dez minutos de jogo, o Cori perdeu a primeira grande chance de marcar, com Capixaba errando uma cobrança de penalidade máxima, aos 11 minutos. A jogada começou pelo lado direito, com Capixaba tocando a bola para Marciano invadir a área e ser derrubado pelo zagueiro. Na cobrança, o meia Capixaba avisou que bateria no canto esquerdo da meta do goleiro Érico, que defendeu, facilitado pelo chute com pouca força de Capixaba.
Com um futebol muito ortodoxo, o Cori pouco incomodava o time paraibano, que veio a Curitiba para defender-se com oito jogadores do meio de campo para trás, tendo no goleiro Érico uma figura destacada, autor de cinco ótimas defesas durante a partida. Outro destaque defensivo do time do Treze foi o zagueiro Márcio Alemão, além do atacante Adelino, que marcou o gol do time alvinegro.
Do lado do Cori, Jucemar tentava sem sucesso as avançadas pela direita, enquanto Rubens Jr era muito bem marcado pela esquerda. Jackson e Capixaba tentavam as armações pelo meio de campo, enquanto Nunes e Marciano alteravam de lugar no campo para buscar espaços na compacta zaga do Galo paraibano, que trouxe cerca de 100 torcedores até Curitiba.
Capixaba criou boas assistências, sendo que uma delas, aos 36 do primeiro tempo, possibilitou que Nunes abrisse o marcador para o Cori. O atacante recebeu a bola de Capixaba, entrou pelo bico da área, pela direita, fintou o zagueiro e chutou forte, sem chances de defesa para o goleiro do Treze, fazendo Coritiba 1x0.
Poucos minutos depois, aos 43, numa falha de Rubens Jr, o atacante Adelino marcou o gol de empate, recebendo bom passe do outro atacante, Beto. Nem bem o time paraibano comemorou e o Coxa voltou à ficar à frente do placar, com Marciano (foto_, que fintou o goleiro e chutou com estilo para fazer Cori 2x1.
Na segunda etapa, Lopes manteve o burocrático esquema tático do Verdão, que defendia com dois zagueiros, um lateral, um volante e tinha em Jackson muitas vezes um segundo volante, mais recuado.
Com pouca inspiração ofensiva, o time do Alviverde facilitava a marcação do time alvinegro paraibano. Buscando os contra-ataques, o Treze quase empatou, aos 14 minutos, em boa jogada do atacante Beto, que frente a frente com goleiro Fernando chutou forte, para belíssima defesa do goleiro coritibano, que evitou o gol de empate.
Com o time Coxa jogando de forma pouco inspiradora no ataque, Lopes mudou o Verdão, tirando o meia esquerda Ricardinho para a entrada de Vital, que procurou dar maior mobilidade ofensiva pela esquerda.
Num ótimo chute de fora da área, Vital quase ampliou, aos 38 da etapa final, numa bela defesa do goleiro paraibano, que espalmou a bola para escanteio.
O Cori procurou o terceiro gol na base das tradicionais jogadas à la Antônio Lopes: as trocas de passes laterais, para a entrada no overlaping dos laterais, sem sucesso, seja com Jucemar, seja com Rubens Jr.
O Cori também buscou as jogadas pelo meio da zaga, com Capixaba, Vital e Jackson, mas a forte e obstinada defesa do Treze impedia os avanços de Nunes e de Marciano.
Lopes optou por fazer apenas mais uma substituição até o apito final, tirando o volante Egídio para a entrada de Negreiros no ataque. Sem sucesso, a modificação não alterou o panorama da partida, que ficou caracterizada pela morosa troca de passes curtos e cruzamentos pela esquerda ou direita como forma de buscar o terceiro gol, sem sucesso.
O Coritiba chegou a marcar mais um gol, mas o assistente do lado das cadeiras superiores marcou impedimento de Nunes e o lance foi invalidado pelo árbitro.
Aos 48 minutos o árbitro expulsou o zagueiro Márcio Alemão, que já havia levado o cartão amarelo.
Muita chuva e desorganização
Poucos minutos antes do fim da partida, um temporal homérico caiu no bairro do Tarumã, fazendo com que parte da laje do Pinheirão caísse. Foram três lances de paredes de tijolos vazados que cederam, uma delas caindo sobre seguranças do Coritiba que ficavam no portão C.
Houve queda de energia elétrica no estádio e alagamento em diversos setores. Até a Choque fugiu da chuva, escondendo-se do temporal no veículo da corporação, enquanto os torcedores coritibanos se viam obrigados a receber água até debaixo da cobertura das arquibancadas, já que o teto de zinco daquela estrutura do estádio apresenta inúmeros buracos e falhas.
Após o apito final, os torcedores tiveram que ficar mais de 20 minutos dentro do estádio até esperar que o vendaval e a chuva cessassem no Pinheirão após o final da partida. Fora do estádio, mais confusão, com os semáforos desligados e falta de luz nos postes de iluminação pública.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)