
EDITORIAL
A coletividade Coxa-Branca está pagando um caro e pesaroso preço por estar na Série B. Para voltar ao seu lugar de direito, de onde nunca deveria ter saído, o Coritiba precisará unir forças especialmente nas próximas 9 partidas que serão realizadas no Couto Pereira.
A emoção da torcida está à flor da pele. Natural até, devido ao fato de os torcedores ainda terem na memória o fardo da queda do ano passado, quando o time vacilou de forma incrível, em diversas oportunidades. Isso faz com que o nível de tolerância ao erro seja muito tênue.
O reflexo dos vacilos observados contra o Galo na rodada anterior, que culminaram com dois erros individuais que originaram os gols da vitória de um adversário direto na busca de uma das quatro vagas à Série A 2007, foram transferidos para a partida seguinte, contra o Gama.
Logo nos minutos iniciais, novo vacilo, novo gol sofrido. E a paciência de parte da torcida do Coritiba foi pro espaço. Egídio, Ricardinho e Luciano Santos começaram a ser apupados por parte da torcida, enquanto outra parte da torcida, nitidamente a Império Alviverde, apoiava o time.
Sem contar com a totalidade da força da torcida, no primeiro tempo contra o Gama, o Cori acabou jogando de forma confusa, apressada. E mais erros surgiram em correlação com o não-apoio do torcedor.
É verdade que o torcedor tem, a princípio, todo o direito de criticar e vaiar. Entretanto, parando para pensar, na prática, as vaias durante o jogo mais atrapalham do que ajudam. Vaias, quando merecidas, trazem mais resultados quando acontecem durante o intervalo ou ao final da partida, pois se tornam um recado de que o treinador precisa para mudar algo no time.
E contra o Gama, Bonamigo fez a leitura correta do sentimento vindo das arquibancadas. Sabia que alguns jogadores não corresponderam à altura, tanto que não voltaram para o jogo, sabia que se o time engrenasse, o apoio irrestrito do torcedor viria, como realmente aconteceu.
Somos vencedores!
Embalado pelo apoio do torcedor, o time cresceu em campo, empatou o jogo, virou o jogo e saiu de campo vencedor. Tão vencedor quanto o time, foi o torcedor que apoio seu Clube de coração.
O fato é, que mesmo sendo o elemento de menor culpa (possivelmente nenhuma) no processo da queda ocorrida ano passado, este ano o torcedor terá papel fundamental para a volta do Verdão à Primeira Divisão.
É verdade que os reforços melhoraram o time, que Bonamigo é um treinador que mudou conceitualmente o jeito do time encarar a competição. Mas a torcida, ah! A torcida do Coritiba!, esta sim tem feito das tripas coração, tem ‘jogado junto’, com amor, com fé, com dedicação.
O diferencial
Incansáveis: o exemplo dos torcedores que cantam seu amor pelo Coxa durante todo o jogo, se multiplicado, tem tudo para ser o diferencial para fazer o Coritiba voltar já em 2007.
Se a vaia for merecida, tenha quarenta e cinco minutos de paciência e tolerância, espere pelo intervalo. E se o apoio for merecido, não perca um minuto sequer: apóie o Verdão sem parar!
Nós, torcedores Coxas-Brancas de coração, sabemos da nossa força e da nossa responsabilidade em construir um Coritiba melhor no futuro. Este ano, por estarmos na Série B, é um ano atípico. Temos que concentrar forças na volta do time. Ano que vem, discutiremos e cobraremos soluções em outras áreas. Mas este ano, precisamos unir forças, para que nosso grito, nossa fé e nosso amor ajudem o Coritiba a vencer mais nove jogos em seus domínios, dando força e confiança aos atletas para também buscarem os resultados fora de casa.
Temos uma semana inteira para discutir, apontar os erros, cobrar soluções. Mas durante o jogo, para o nosso próprio bem (o da coletividade Coxa-Branca), vamos apoiar, pois no final das contas, dirigentes, treinadores e jogadores vêm e vão, é só nós torcedores ficaremos no Alto da Glória, até o último dia de nossas vidas, amando o Coritiba. E mesmo quando nós passarmos, a instituição Coritiba permanecerá, acima de tudo e de todos.
Nós vamos voltar, custe o que custar, no grito e na força da torcida! A nossa parte, nós faremos!
Equipe COXAnautas
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)