
EDITORIAL
Finalmente a vitória chegou. A torcida Coxa já não aguentava mais ver seu time prejudicado pela arbitragem, tirando pontos preciosos do Verdão, e seus atacantes perdendo chances incríveis para marcar, mas sem sucesso. E dessa vez não foi diferente. O árbitro Sérgio da Silva Carvalho teve uma má arbitragem, não marcou uma penalidade claríssima em Rafinha (e ainda puniu o atleta do Coxa com um cartão amarelo, o terceiro da série), prejudicando o Cori. Na frente, os jogadores do Alviverde voltaram a perder chances claras de gol, muitas chances. Mas aos 47 minutos do segundo tempo, a sorte brilhou para o Coritiba, com um gol de cabeça depois de uma cobrança de escanteio perfeita de Caio, um dos melhores do Verdão. Placar final, Coritiba 3x2 Flamengo. Com a vitória, o time Coxa-Branca fica em 12º lugar com 20 pontos. Na próxima rodada, o Alviverde enfrentará o Figueirense em Santa Catarina.
O jogo
A chuva atrapalhou um pouco o brilho do espetáculo. A fortes chuvas em Curitiba nos últimos três dias, formaram algumas poças de água no gramado. Além da chuva, o forte frio afastou a torcida do Cori do Couto Pereira.
Mas o Coxa não queria saber de água e sim de gols, para fazer as pazes com a sua torcida. E foi logo no primeiro ataque que ele saiu. Aos 3 minutos, Rubens Jr. cruza da direita e o zagueiro Vagner aproveita o vacilo do time carioca, já que a defesa do Flamengo tentou fazer a linha de impedimento, domina e chuta no canto direito baixo de Diego. Coritiba 1x0.
O Cori procurava forçar o ataque, em especial com os avanços de Caio pela direita e Alexandre pela esquerda.
Aos 22 minutos, Rubens Jr. cruzou da esquerda, novamente a defesa bate cabeça e ficou olhando Marquinhos tentar de cabeça. Diego ainda espalma a bola, mas o atacante Alexandre aproveita e conclui bem, fazendo Coritiba 2x0.
Com o placar favorecendo o Verdão, o Flamengo começou a perder a cabeça. Aos 27 minutos, o zagueiro Henrique deu uma entrada violenta em Marquinhos e levou o segundo amarelo e, posteriormente, o cartão vermelho.
O Coxa domina a partida, mas perde infinitas chances de gols, com Caio, Marquinhos e Alexandre, além de ter duas boas chances com Rafinha e Rubens Jr. chutando forte, de fora da área, para boas defesas do goleiro carioca.
Com tantas oportunidades perdidas, veio o castigo. Como diz a máxima de "quem não faz, leva", o Flamengo diminuiu com Jean aos 35 minutos. Nada menos que sete jogadores coritibanos assistiram os três atacantes cariocas trocarem passes dentro da área, numa clara prova de erro de posicionamento da zaga. Falha da zaga do Coritiba, gol do Flamengo. Coritiba 2x1.
O Coritiba ainda seguia mandando na partida, mas não aproveitava a vantagem numérica. Capixaba e Marquinhos levaram perigo ao gol do rubro-negro carioca, em boas jogadas ofensivas do Cori, aos 35 e aos 40 minutos da primeira etapa.
Na volta para o segundo tempo, o adversário veio disposto a empatar a partida. Mas quem chegou ao terceiro gol, foi o Coxa. Caio partiu pela direita e cruzou para Marquinhos, impedido, balançar a rede. O gol foi anulado corretamente desta vez.
O time Coxa-Branca continuava dominando a partida e perdendo gols e mais gols. O goleiro Diego salvou o Fla aos 12 minutos, defendendo duas bombas consecutivas, chutadas por Marquinhos perdeu a chance, dentro da grande área; na volta, Alexandre chutou e Diego novamente salvou o time carioca, evitando mais um gol do Verdão.
Mais uma vez, o "quem não faz, leva" entrou em cena. Aos 17 minutos, o Flamengo chegou ao gol de empate. Renato bateu uma falta no alto, próximo ao travessão, da meta defendida por Vizzotto. Coritiba 2x2 Flamengo.
E não é que o Flamengo começou a gostar da partida? Não estava sentindo falta do jogador a menos e o Coritiba não conseguia explorar a vantagem, usando mais os cruzamentos altos (novamente ineficientes), em vez de tocar a bola com velocidade e rasteira, como no primeiro tempo. Nitidamente nervosos com o placar, os coritibanos começaram a correr mais do que trocar passes, facilitando as ações defensivas dos visitantes.
Cuca mexe no time, procurando fortalecer o meio de campo: saem Alexandre Luz, Marquinhos e Rubens Jr (que tinha um cartão amarelo) por Negreiros, Rodrigo Batata e Ricardinho.
Aos 32 minutos, Caio tentou colocar o Coxa novamente em vantagem e chutou de primeira. Diego defendeu e Alexandre mandou pra fora com o gol livre, numa chance incrível desperdiçada na pequena área.
Aos 37 minutos o árbitro Sérgio da Silva Carvalho errou grotescamente, não marcando um pênalti escandaloso para o Coxa. Renato empurrou Rafinha na grande da área, mas o árbitro não só deixou de dar o pênalti, como ainda deu cartão amarelo para Rafinha, tirando o craque alviverde da próxima partida, contra o Figueirense.
Em um lance pela esquerda, Ricardinho avança e cruza quase da linha de fundo, à meia altura. O atacante Negreiros procura interceptar o lance, mas a bola passa perto e cruza toda a extensão da grande área, saindo pela direita.
Negreiros, mal na partida, perdeu uma boa oportunidade de marcar, num lance onde a bola sobrou limpa para ele, na grande área, mas o atacante demorou para concluir e a zaga afastou a bola da área.
O Cori procurava atacar, mas de forma pouco ordenada, mais na base de vontade do que dá articulação. Os jogadores do Coritiba procuravam as jogadas de bola alta, mas sem sucesso, com a alta zaga do time carioca afastando o perigo.
A torcida Coxa já parecia prever com o empate quando Caio arranca com raça, e consegue um escanteio pela esquerda. O meia cobrou com capricho, na cabeça do volante Vagner, que entrou sozinho no meio da defesa carioca e aos 47 minutos da etapa final marcou de cabeça, fazendo o seu segundo gol na partida e garantindo mais uma vitória coritibana.
Poucos instantes antes do apito final, novamente Negreiros perde outra chance inacreditável. Ao receber um ótimo lançamento da intermediária e entrando livre, frente a frente com o goleiro Diego, que deixou a meta atabalhoadamente, o avante Coxa tenta marcar o gol por cobertura e a bola caprichosamente bate na trave e volta nos pés de Alexandre que domina mal e perde mais uma chance incrível.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)