
EDITORIAL
O Coritiba venceu um dos clássicos ParaTiba mais fáceis da história na tarde de domingo no péssimo Estádio do Pinheiráo: 3 x 1, com dois gols do artilheiro Marciano e um golaço olímpico de Ricardinho. A partida foi marcada pelo grande número de chances de gols perdidas pelo time do Alviverde, que fez três gols com muita facilidade e poderia ter feito mais se não fosse os erros de finalização dos atacantes e meio campistas do Verdão. Com a vitória, o Coritiba chegou aos 16 pontos e alcançou o primeiro lugar do grupo A e da classificação geral do Campeonato Paranaense, já que a ADAP perdeu para o Cianorte (2x0) e o A. Paranaense perdeu para o Nacional (1x0).
Primeiro tempo
O Coxa começou o primeiro clássico do ano em alta velocidade, aproveitando a estratégia do técnico Paulo Campos, que durante a semana destacou o tabu pessoal em jogos diantes do Coritiba, e resolveu escalar o jovem Wiliam na lateral-direita.
A opção tática do treinador adversário não deu nada certo para o time tricolor, que viu uma série incrível de lances pelo lado esquerdo do ataque Coxa, com Ricardinho, Luiz Carlos, Vital, Capixaba, Marquinhos e até Marciano, que puxou alguns lances por aquele lado do campo.
A pressão Coxa trouxe resultados rapidamente: aos 11 minutos, o Cori fazia seu primeiro gol no clássico: Ricardinho entrou pela esquerda e cruzou na medida, para Marciano que entrou pela direita e pegou de primeira, chutando forte para marcar o primeiro gol do clássico.
O Coxa era o dono do jogo, com ótimas triangulações entre Marquinhos, Vital e Capixaba, todos com um ótimo desempenho, o que facilitava as subidas de James pelo lado direito e Ricardinho, pelo esquerdo. Marciano atacava pela direita, em alta velocidade, infernizando a defesa tricolor.
O amplo domínio do Verdão não trazia resultados em mais gols, mas uma bonita jogada do Cori mereceu muitos aplausos, quando aos 26 minutos, Marquinhos entrou pelo lado esquerdo, fintou o zagueiro com um giro de corpo e passou a bola para Luiz Carlos, que chutou forte, com a bola passando muito perto da trave defendida pelo goleiro adversário.
O Coritiba dominava o jogo e buscava ampliar o placar, utilizando-se principalmente pela lado esquerdo, com Ricardinho, que deixava Wilian literalmente perdido em campo, tanto que o técnico do adversário tirou-o da partida aos 30 minutos, para a entrada de mais um volante, João Vitor.
Num lance de fora da área, Vital tentou um golaço por cobertura. O meia recebeu um passe vindo da esquerda, ajeitou a bola e chutou colocado, mas a bola subiu um pouco além da conta e passou perto do travessão.
A mudança fez com que o meio de campo do Coritiba ficasse muito marcado, o que dificultou a apresentação do Cori dos 30 aos 40 minutos da primeira etapa, até que o treinador Antônio Lopes fez uma mexida tática, trocando de lado o atacante Marciano, que passou a jogar pelo lado esquerdo do ataque Coxa.
A alteração de posicionamento deu certo e o Coritiba voltou a dominar o jogo, tanto que aos 45 minutos, fez seu segundo gol, novamente com Marciano. O meia Marquinhos passou fácil pela marcação tricolor, passou para Marciano, que quase na entrada da grande área chutou rasteiro e forte, no canto direito defendido pelo goleiro do adversário.
Era o segundo gol do Cori na partida, que ainda teve grande chance com Ricardinho, que num contra-ataque em alta velocidade, recebeu um lindo passe de Vital pela esquerda e chutou de primeira, com a bola raspando a trave paranista.
Mais 45 minutos de show Alviverde
O Cori voltou a campo mantendo a boa apresentação conseguida na primeira etapa. Capixaba e Marquinhos trocaram muitos passes e fizeram muitas jogadas individuais. Vital, mais pelo lado esquerdo, também jogava bem, possibilitando os bons lances em triangulações com Ricardinho.
Aos 4 minutos, Ricardinho faz linda jogada individual e quase marca um belo gol, com o lateral-esquerdo tricolor salvando em cima da linha fatal. Quatro minutos mais tarde, nova pressão Coxa, desta vez com o artilheiro Marciano, que na grande área chutou forte, para um ótima defesa do goleiro Darci, que entrou em campo durante o intervalo.
Aos 13, num lance muito duvidoso, o árbitro Carlos Jack Magno, acima do peso e muito mal colocado (ele estava no círculo central do gramado), marcou um penal que ele viu de longe, num lance do lateral Edinho entrou na grande área e dividiu na corrida com James, que tocou com o ombro no atleta adversário. Na cobrança da penalidade máxima, o centroavante do time das Vilas descontou: 2x1.
Cinco minutos depois do gol adversário, o Cori fez o seu terceiro gol no clássico. Numa cobrança de escanteio, Ricardinho bateu à meia altura e marcou o gol olímpico, para alegria da torcida Coxa, maioria no estádio.
Com 3x1 no placar, o Coxa perdeu mais chances de ampliar o marcador, com Luiz Carlos, Marquinhos, Vital e Marciano, que perdeu um gol cara a cara com o goleiro. Em outra oportunidade desperdiçada pelo Coritiba, Luiz Carlos também perdeu uma chance incrível(foto) de ampliar o marcador, chutando em cima do goleiro adversário num lance onde ele ficou frente a frente com o gol.
A festa Coxa dentro de campo contagiou as arquibancadas. A torcida do Verdão, que incentivava o time desde o início da partida, ironizou o técnico do adversário ao gritar “Fica, Paulo Campos!” e “Ão, ão, ão, Paulo Campos tem razão!”, numa alusão às declarações do treinador após a derrota de seu time frente a ADAP na rodada anterior, quando declarou à imprensa que seu time precisava de reforços devido às limitações técnicas de seus jogadores. Do lado tricolor, a principal torcida organizada tirava suas faixas por volta dos 30 minutos da etapa final, em forma de protesto.
Os jogadores do Coritiba mantinham a procura do quarto gol. Apesar de não alcançar o seu quarto gol, a troca de passes com qualidade (apesar do má condição do gramado do Pinheirão), fazia os torcedores do Coritiba gritarem “Olé!” durante muitos minutos da etapa complementar.
Na segunda etapa, Lopes mudou o Coritiba, levando a campo Egídio, Pepo e Fabinho, que entraram respectivamente nos lugares de Marquinhos, James (machucado) e Vital. Vital e Marquinhos, que foram muito bem no clássico, saíram muito aplaudidos pelos torcedores do Coritiba.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)