
EDITORIAL
Não tem outra escolha: o Coritiba chega à reta final do Campeonato Brasileiro não podendo sequer empatar. E a missão não é nada fácil. Serão dois jogos, duas verdadeiras batalhas para o time que nunca pensou em passar por tal situação. Primeiro, contra o São Caetano, fora de casa, um concorrente direto na briga contra o rebaixamento; por último, o vice-líder da competição, o Internacional, que também precisa do resultado.
É fato que o Coritiba, 19º e há três rodadas na zona de rebaixamento, briga com três clubes para tentar escapar da degola, do 16º ao 18º. Pela ordem: Ponte Preta, São Caetano, ambos com 48 pontos, e Figueirense, com 47. Ganhando seus dois últimos jogos, o Coritiba torce por uma das quatro hipóteses: o Figueirense não ganhar seus dois jogos, o São Caetano não derrotar o Cruzeiro e a Ponte Preta não vencer mais.
A possibilidade de São Caetano e Coritiba terminarem a competição com o mesmo número de pontos é grande, basta o Coxa vencer o time paulista e na última rodada os dois derrotarem seus adversários pelo mesmo placar (o adversário do time do ABC é o Cruzeiro).
Nesta situação hipotética, os critérios de desempate seriam, pela ordem:
a) maior número de vitórias;
b) maior saldo de gols;
c) maior número de gols-pró;
d) confronto direto (quando o empate ocorrer apenas entre dois clubes);
e) menor número de cartões recebidos;
f) sorteio.
Na hipótese de vitória Coxa-Branca no confronto entre os dois times, permaneceriam empatados no número de vitórias (13 pra cada um). No segundo critério, o de maior saldo de gols, a situação ainda está indefinida (no momento, os paulistas têm saldo -8 e os paranaenses -10), bem como o terceiro (o Coxa assinalou um gol a menos).
Em tal suposição (vitória alviverde), o Coritiba levaria vantagem no confronto direto – no primeiro turno, Coritiba e São Caetano empataram em 2x2 no Couto Pereira.
Em se tratando do penúltimo critério, o Coritiba até o momento sai na frente (a equipe de Márcio Araújo recebeu 10 cartões vermelhos e 115 amarelos durante todo torneio; a de Cuca, 13 vermelhos e 119 amarelos). Em caso de novo empate, a definição seria enfim solucionada por sorteio (caso as duas equipes estejam livres do descenso) ou através de um jogo extra (se as duas equipes estiverem disputando quem cairá).
Entretanto, apesar da complicada situação, o técnico Márcio Araújo, há seis rodadas no comando do Alviverde, tenta reverter o ânimo da equipe. O comandante coritibano inclusive acredita que a situação do time ainda não é tão desesperadora quanto parece. "Em nenhum momento a gente desacreditou, da presidência aos jogadores. Em razão da última derrota (para o A. Mineiro, por 1x0), parece que nossa situação é pior do que realmente é. Mas, se tivermos um bom resultado semana que vem, nossas chances ainda continuam vivas", finalizou Márcio, ao desembarcar em Curitiba, nesta segunda.
As chances:
Segundo matemáticos, o Coritiba tem 66% de chances de rebaixamento. Brasiliense e Paysandu, 22º e 21º, respectivamente, têm 99% de chances. Galo, 20º, 91%. E os demais: Figueirense 26, São Caetano 14 e Ponte Preta 5 pontos percentuais.
O que os clubes precisam fazer para escapar do rebaixamento
Ponte Preta - Precisa de pelo menos uma vitória nas duas últimas rodadas para não depender de outros resultados. Joga contra Corinthians (F) e Brasiliense (C).
São Caetano - Precisa de dois pontos e terminar à frente do Coritiba. Pega Coritiba (C) e Cruzeiro (F).
Figueirense - Por causa de suas poucas vitórias, escapa do rebaixamento, sem depender de tropeços dos rivais, caso vença suas duas últimas partidas, diante de Brasiliense (F) e Santos (C).
Coritiba - Ganhando seus dois últimos jogos – contra São Caetano (F) e Internacional (C) –, torce por uma das quatro hipóteses: o Figueirense não ganhar seus dois jogos, o São Caetano não derrotar o Cruzeiro e a Ponte Preta não vencer mais.
A. Mineiro - Vencendo seus dois últimos jogos, escapa caso ocorram duas das seguintes hipóteses: o Coxa não ganhar seus dois jogos, o Figueirense não vencer mais, o São Caetano somar no máximo um ponto, a Ponte Preta somar no máximo um ponto. Joga contra Vasco (C) e Juventude (F).
Paysandu - Praticamente rebaixado: tem que ganhar seus dois últimos jogos, torcer para que o Figueirense perca duas vezes, o Coritiba não vença mais e o A. Mineiro não ganhe as suas duas partidas. Enfrenta o A. Paranaense (F) e Flamengo (C).
Brasiliense - Situação ainda pior: precisa ganhar duas vezes – contra Figueirense (C) e Ponte Preta (F) –, torcer para o Figueirense perder as duas (e ainda tirar um saldo de cinco gols em relação aos catarinenses), o Coritiba somar no máximo um ponto, o A. Mineiro somar menos do que quatro pontos e o Paysandu não ganhar duas vezes.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)