
EDITORIAL
Nesse período de entressafra não há como o torcedor não ficar com toda sua atenção voltada às contratações de seu clube do coração. Quem vai, quem fica e quem chega? Depois vem a angústia que dura até o momento em que o time entra em campo e começa a mostrar a sua cara.
Enquanto isso, grandes nomes são citados pela imprensa esportiva, alguns recebidos com festas, outros às vezes passam até desapercebidos. Vemos, por exemplo, o futebol carioca, sempre com suas mesmas figuras, Romário, Roger, Edmundo, Felipe, entre outros que, ano após ano, mudam de times, mas não mudam de cidade.
Talvez esteja aí a explicação para a contínua decadência do futebol carioca, pois não há renovação, não por falta de qualidade das equipes, pois são grandes formadoras de talentos, mas sim pela insistência em manter os caríssimos medalhões que não valem o custo/benefício.
Devido à crise financeira que a maioria das equipes brasileiras atravessam, nota-se uma nova ordem no futebol brasileiro, com exceção do futebol carioca, que é a busca frenética para se revelar um novo craque, pois com um custo relativamente baixo o clube pode ter um grande retorno financeiro na venda dos direitos federativos do atleta.
Porém, após o clube saldar suas dividas, não há mais razões para que seus grandes craques sejam negociados, pois eles são os orgulhos da torcida, eles movimentam a marca do clube, além de trazerem títulos, fator, este, o mais importante para a grande torcida.
A formação de craques, aparentemente simples aos olhos dos mais leigos, depende de uma estrutura forte e consistente, que vai desde as famosas “peneiras” até a chegada do atleta ao time profissional.
Tamanha estrutura é dispendiosa, porém muito gratificante. Como grande exemplo, temos o nosso Coritiba, que nos últimos anos revelou jogadores como Marcel, Adriano, Rafinha, Ricardinho, Miranda, além dos renomados Mozart e, o orgulho Coxa-Branca, Alex, sendo que ainda tem mais algumas jovens promessas na equipe júnior.
Quem vem de fora e conhece a estrutura que o Coritiba oferece aos seus jogadores, profissionais e amadores, fica maravilhado. O Estádio Major Antônio Couto Pereira está sendo totalmente remodelado, sendo o 4º maior estádio particular do Brasil e o maior estádio do Paraná, está totalmente adequado ao Estatuto do Torcedor.
O Couto Pereira além de cartão postal da cidade de Curitiba é um estádio referência nacional, contando com um moderníssimo sistema de segurança ao torcedor, com 32 câmeras moderníssimas, ligadas a uma central de monitoramento que acompanha a movimentação dos torcedores antes, durante e depois das partidas.
O estádio também possui três praças de alimentação que podem atender confortavelmente o público presente, dispondo de um sistema de vídeo-transmissão possibilitando o torcedor acompanhar a partida enquanto faz suas refeições.
E até o final de 2005 o torcedor ganhará o novo museu do Coritiba, um restaurante e um bar temático nas dependências internas do Estádio Couto Pereira, bem como os novos camarotes com acabamento em granito, vidros blindex e sistema de ar-condicionado.
E não para por aí, pois o Clube possui um dos melhores Centro de Treinamento do Brasil, o CT Bayard Osna, localizado na cidade de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, numa das áreas mais valorizadas daquela localidade.
O complexo compreende além de 5 campos oficiais (70x110m), sede administrativa, academia de ginástica e musculação, piscina térmica, assessoria de imprensa, vestiários completos, estacionamentos, reservatório elevado, central de gás e casa da caldeira.
No CT também existem estruturas para atender as necessidades com a preparação física dos atletas, clínica médica, fisioterapia e fisiologia, com equipamentos de última geração para avaliação fisiológica e fisioterapia dos atletas profissionais e amadores.
Pode-se dizer atualmente que o Coritiba já é um centro de excelência em futebol, porém não esquecendo de suas responsabilidade sociais. Tamanha estrutura, digna de primeiro mundo, vem ganhando reconhecimento, inclusive, mundial, visto que o Coritiba é uma das poucas equipes do mundo a ser premiada pela ONU.
Após uma turbulenta fase na década de 90, o Coritiba vem novamente mostrando que é grande! Que futebol se faz com responsabilidade! Com o déficit controlado e sendo reduzido ano a ano, sem deixar de lado o futebol em si, o Coritiba, através de um rigoroso planejamento, chega para a metade da primeira década do segundo milênio como uma das maiores forças do futebol brasileiro.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)