
EDITORIAL
Aquilo que para muitos era inimaginável aconteceu: mesmo jogando pelo empate, com um jogador a mais desde os 25 minutos do primeiro tempo, o time montado por Antônio Lopes deixou escapar a classificação em mais uma competição, desta vez foi a interessantíssima Copa do Brasil, ao perder por 1x0 do Treze da Paraíba, em novo gol de cabeça. No jogo na Paraíba, a torcida Coxa que cruzou o Brasil (foto), não merecia aturar a inércia do treinador do seu time de coração.
A partida em Campina Grande foi marcada por um festival de oportunidades perdidas por um time esfacelado taticamente, sem padrão de jogo definido, mau colocado em campo e sem qualidade nas jogadas ensaiadas.
Com a derrota, resta ao Coritiba disputar o Campeonato Brasileiro com um elenco estremecido, já que os jogadores jogam a responsabilidade dos erros uns nos outros, e com um treinador cujo nem mesmo o desempenho pífio o deixa de ser um intocável no Alto da Glória, num Clube onde a torcida joga mais que o próprio time, que apesar de toda valentia e garra de seus jogadores, depois de um ano e meio de trabalho ainda não tem padrão tático suficiente para empatar com um adversário que jogou com 10 jogadores desde os 25 minutos da primeira etapa.
Desclassificação – Primeiro ato:
O Coritiba começou o jogo na Paraíba com: Fernando; Rafinha, Flávio, Nascimento e Ricardinho; Egídio, Vital e Jackson; Alexandre, Thiago e Marciano, uma formação diferente daquele que iniciou a partida de domingo (sem Souza no meio de campo e com Alexandre como terceiro atacante) e bem diferente daquela da primeira partida contra o Treze, em Curitiba, na qual o treinador Antônio Lopes, mesmo jogando em casa, não usou três atacantes como pediram alguns torcedores do time Verde.
O Cori começou mais atuante ofensivamente desde o primeiro muinuto. Aos 8, Marciano chuta e a bola bate na trave e sai.
Três minutos depois, o Cori faria um gol, com Ricardinho aproveitando um contra-ataque de Alexandre, mas o árbitro acabou anulando o lance, marcando o impedimento.
No lance seguinte, primeira grande chance do time da casa, numa grande defesa de Fernando, que tira a bola para escanteio.
Dos 11 aos 20 minutos, quando saiu o gol do Treze, o domínio foi Coxa, que procurava o gol, em especial com o atacante Alexandre. Mas aos 20 minutos da etapa inicial, saiu o gol do alvinegro, em novo lance de cabeça. Sem Flávio e Nascimento para marcar o jogador mais alto do time paraibano, o centroavante Adelino sobe mais alto que Ricardinho e aproveita para fazer o gol do Treze.
No lance seguinte, o ataque do Cori acerta novamente a trave: Alexandre arremata bem, mas a bola explode contra a trave; na continuação do lance, Thiago não conclui com perfeição e o Coxa não consegue o gol de empate.
Aos 23, outro bom lance de Adelino, mas a zaga do Cori faz falta, parando o ataque do Treze.
Aos 25 minutos, o time da casa perde um jogador quando o volante Adelmo é expulso, após fazer falta violenta em Alexandre. O atacante Coxa nos minutos seguintes teve que deixar o campo de jogo, machucado, possibilitando a estréia do meia esquerda Alcimar.
Dos 26, aos 36 minutos, o Cori volta a dominar o jogo, forçando o ataque, mas o Treze monta um compacto sistema defensivo que impende os avanços dos atacantes do Verdão.
Aos 37, o avante Thiago faz um bom lance na área, mas o árbitro marca falta em favor do time da Paraíba.
Aos 41, um bom lance do Cori no ataque, mas na conclusão do lance, Alcimar pega mal na bola, perdendo uma boa oportunidade para empatar.
Dois minutos depois, outra boa chance perdida pelo Alviverde. O meia Jackson cruza bem, mas Alcimar chuta errado, perdendo outra chance para empatar a partida.
Segundo ato –o fim da tragédia
Na segunda etapa, o treinador Antônio Lopes opta por não mudar o time Verde, mesmo com a vantagem numérica e a desvantagem no placar.
Na primeira bola de etapa final, o goleiro Fernando faz boa defesa, evitando o lance de perigo.
Aos 4 minutos, Vital passa bem para Ricardinho, que cruza; na dividida, Marciano é derrubado, mas o árbitro dá continuidade ao lance, não marcando a penalidade.
Aos 8 Lopes muda o time Nunes no lugar de Egídio, que havia levado o cartão amarelo quatro minutos antes. Com a mudança, o Cori voltou a ter três atacantes no jogo (Nunes,Marciano e Thiago), mas o meio de campo do Alviverde não reeditou uma boa participação. Com o apoio de um lateral, pois o outro lateral faz as funções de terceiro zagueiro, na sobra, o Coritiba tornava-se presa fácil para o Galo alvinegro, que deixava sua zaga postada pelo centro do gramado.
Aos 12 da etapa final, o capitão Nascimento sobe bem, cabeceia e a bola sai pela linha de fundo, raspando a trave do goleiro Érico.
Três minutos depois, novo erro de arbitragem: o árbitro não marca uma penalidade máxima em Ricardinho.
O tempo passava e a ansiedade dos jogadores do time Coxa-Branca parecia ampliar minuto a minuto. O Cori atacava, conseguia faltas e escanteios mas o gol não saia. O time da casa procurava se defender de qualquer forma.
Cinco minutos depois, novo erro da arbitragem, quando o zagueiro do Treze corta a bola com uma das mãos, mas o árbitro não marca a penalidade.
Aos 21, bom lance para o Coritiba. Marciano arranca em direção à área, chutando a bola perto da trave, mas a arbitragem já parava o lance, marcando impedimento.
Aos 26, grande defesa do goleiro Érico, que abafa um chute à queima-roupa de Marciano, depois de uma jogada espetacular de Rafinha pela direita.
Aos 29, outra boa defesa do goleiro do alvinegro paraibano. Numa assistência de Rafinha, Jacskon chuta bem, para a defesa do goleiro do Galo.
Numa das poucas oportunidades ofensivas do Treze na segunda etapa, aos 34, ocorre uma boa defesa de Fernando, que intercepta do chute de Beto, o destaque do time da casa na partida.
Depois de dois lances de escanteios em favor do time Verde, aos 39 aconteceu o terceiro lance de bola na trave do Treze: Ricardinho cobra, a zaga corta, o goleiro defende parcialmente e Vital de frente para o gol acerta a trave.
Nos minutos finais, o time do Cori procurou o gol de empate, numa série de escanteios ao seu favor, mas sem sucesso. Aos 49 minutos, o árbitro encerra a partida: o Cori perde a partida por 1x0 e está fora da Copa do Brasil 2005.
Foto: www.futeboldaparaiba.com
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)