
EDITORIAL
Há quanto tempo o Coritiba não voa em campo? Os problemas continuam e o Coritiba não teve um bom desempenho em São Paulo, perdendo por 3x0 do agora líder Corinthians. Novamente um gol com menos de cinco minutos de jogo comprovou os problemas de posicionamento no sistema defensivo do Coxa, bem como a falta de gols dos atacantes comprovou que o Cori precisa melhorar em muito para voltar a subir na tabela e alegrar sua fantástica torcida. Com o resultado, o time Coxa-Branca permanece com 22 pontos, na 12ª posição da tabela. No próximo domingo, às 18h10, o Coritiba volta a campo, desta vez na cidade de Campinas, onde enfrentará a Ponte Preta.
A história se repete – parte 1
Com um gol a três minutos de jogo, fruto do mal posicionamento defensivo do Cori, a estratégia de Cuca deve ter ido para o espaço antes do tempo. Num cruzamento pela direita, a bola é cabeceada duas vezes e acaba sobrando livre para o argentino Tevez, que avança à frente de Egídio, que fazia a cobertura pelo lado direito, para marcar, na saída de Vizzotto. Além do penal, Egídio nada poderia fazer, pois o erro de posicionamento ocorreu quando da criação da jogada.
O gol logo no início desestabilizou momentaneamente o time Coxa dentro do gramado do Pacaembu. O time local tocava bem a bola, fazendo o seu ritmo de jogo. Passados alguns minutos do impacto, o time do Cori voltou a se ajustar, tocando bem a bola na intermediária, sendo Marquinhos o principal articulador do time, junto com Caio, mais à frente.
Aos 16 minutos, num lance oriundo de uma bola invertida da direita para a esquerda, Egídio faz falta, ao interceptar a bola com a mão. Na cobrança da falta, Coelho bateu com estilo e acertou o travessão da meta de Vizzoto.
O Coritiba teve três ótimas oportunidades para marcar no primeiro tempo. Na primeira, uma boa triangulação pela direita, que começou com Caio, que fintou dois e passou com açúcar para Marquinhos, na grande área, chutar com estilo, mas por sobre o travessão. Noutro lance, novamente Marquinhos bem colocado na grande área arremata com perigo, mas o gol não sai. Na terceira boa oportunidade que o Cori teve na primeira etapa, Caio chuta rasteiro de fora da área, mas a bola passa raspando a trave direita defendida por Fábio Costa.
No mais, o primeiro tempo ficou caracterizado pela busca do gol alviverde em jogadas muito cadenciadas, que facilitaram as ações da defesa alvinegra, em especial com Sebá, interceptando as bolas altas.
Aos 24 minutos, Tevez faria o segundo gol seu na partida. Ele avançou pelo campo ofensivo, pelo lado direito da zaga Coxa. Alenxandre Luz em vez de cortar o lance fora da área, deixou o espaço livre para o atacante do time paulista avançar em direção à grande área, onde fez uma boa jogada individual e chutou, mascado em Capixaba, que voltou para fazer a marcação no interior da área: Corinthians 2x0.
O Coritiba voltou a mostrar-se ineficiente no ataque, apesar do domínio territorial e de posse de bola. Jackson fez uma partida apagada, enquanto Rafinha buscava o ataque, mais na base da vontade do que da coordenação tática e técnica com os avantes. Na esquerda, novamente Rubens Jr decepcionou, sendo a peça mais apagada no elenco Coxa-Branca na primeira etapa da partida.
Assim como Rubens Jr (e Ricardinho, que também atravessa uma má fase), o atacante Alexandre voltou a errar muitos cruzamentos. Pouco inspirado em campo, o atacante perdeu muitas jogadas de linha de fundo.
Num lance originado num escanteio pela direita, o goleiro Vizzotto acabou contundindo-se numa dividida pelo alto, ao colidir com o zagueiro Alexandre Luz. O atleta coritibano foi atendido no gramado e sofreu um corte no supercílio, mas continuou na partida até o final.
A história se repete – parte 2
Percebendo o marasmo ofensivo do Cori na partida, similar ao entediante estilo de jogo à Lá Antônio Lopes, o treinador Cuca optou por mudar para a segunda etapa. Cuca tirou Rubens Jr, apagadíssimo em campo, para a entrada do atacante Tiago. Alexandre ficou como sendo um ala esquerdo, apesar do Coritiba jogar apenas com Vagner e Alexandre Luz na zaga, tendo em Egídio um falso terceiro zagueiro pela direita, cobrindo os avanços infrutíferos de Rafinha.
A mudança trouxe mais mobilidade no ataque do Verdão, apesar das conclusões continuarem sendo péssimas, situação repetida nos cruzamentos, chutes de fora da área e trocas de passes entre os coritibanos.
O Cori atacava, sem instigar, num cadenciado e burocrático estilo de jogo. O time da casa pouco atacou no segundo tempo, procurando cadenciar mais o jogo e sair nos contra-ataques, para garantir a vitória parcial da primeira etapa.
Nos primeiros vinte muitos da etapa complementar, o Coritiba pressionou bastante o Alvinegro paulista, procurando o gol, trocando melhor os passes até a entrada da grande área, onde o Corinthians se postava bem, evitando o arremate certeiro contra a sua meta.
Apesar do domínio territorial e de posse de bola, a pressão Coxa-Branca não surtia efeito, devido as conclusões imperfeitas contra a meta alvinegra.
Superior no segundo tempo, o Coritiba dominava, mas não transformava em gols a superioridade. Cuca mexeu novamente no time, colocando Alcimar em campo, no lugar de Caio, que tinha boa movimentação, mas estava muito marcado, e de Jackson, que pouco rendeu, por Ricardinho.
Com três jogadores canhotos em campo (Ricardinho, Alcimar e Alexandre), o Cori acabou ficando com uma disposição tática e espacial muito confusa, pondo por terra a estratégia tática do treinador coritibano.
Ricardinho (foto) jogou mais pelo meio de campo, enquanto Alexandre continuava como um ala pela esquerda. Já Alcimar, que novamente procurou as jogadas individuais e os chutes de fora da área, jogou mais avançado, como um meia ponta-de-lança. Alcimar fez um bom lance, ao chutar de fora da área, para uma boa defesa do goleiro corinthiano.
Em um lance de bola parada, o time da casa quase marcou, aos 30 minutos, quando Gustavo Nery cabeceou para difícil defesa parcial de Vizzotto. No continuação do lance, o atacante alvinegro chutou mas a zaga do Alviverde afastou o perigo.
No quinto lance de perigo do time paulista, aos 44 minutos do segundo tempo, nova falha de posicionamento da zaga Coxa-Branca. Bobô, que havia entrado no segundo tempo, fez linda jogada pela esquerda e tocou para Tevez, que chutou forte, para uma boa defesa de Vizzoto, que acabou rebateu a bola.
Na continuidade do lance Bobô, livre entre os zagueiros, e facilitado por Egídio, que tentou interceptar o chute, virando-se de costas para o lance, marcou o terceiro gol, decretando o placar final no Pacaembu.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)