
EDITORIAL
O Coritiba venceu a sua segunda partida consecutiva no Campeonato Brasileiro, por 1x0 contra o valente A. Mineiro, na fria noite de quarta-feira, perante quase 9 mil fiéis e apaixonados torcedores Alviverdes. O jogo foi marcado mais pela garra do que pela técnica, mais ao seu final os coritibanos saíram felizes com a vitória. Com o 1x0 em casa, o Coritiba chega aos 28 pontos, ocupando a 12ª posição na tabela. No sábado, o Coxa volta ao Couto Pereira para enfrentar o São Caetano, esperando contar com o apoio de 30 mil torcedores.
Primeiro tempo
O time mineiro veio a Curitiba com um propósito de reverter o quadro assolador da segunda divisão. O técnico Marco Aurélio montou um super esquema defensivo, optando por manter Marques e Luis Mário na frente, auxiliados por Fábio Baiano, o principal destaque dos mineiros na partida contra o Coritiba.
Para furar a retranca alvinegra, o técnico Cuca estabeleceu um 4x4x2 com Jackson e Capixaba armando o jogo e Rodrigo Mancha, novamente fazendo uma ótima apresentação, como um segundo volante mais avançado, permitindo espaços para os avanços dos laterais, Rafinha e Ricardinho, muito marcados.
Na frente, o Coxa contava com a velocidade de Caio, que armava os contra-ataques em velocidade, apesar de muito marcado pelos volantes Ataliba e Amaral, curiosamente usando a tradicional camisa número 10 do Galo, e com Peabiru, que jogava fixo entre os três zagueiros do A. Mineiro.
Apesar da forte vibração do Cori dentro de campo, inspirado pela luta e pelo apoio da torcida, especialmente aquele vindo da torcida organizada Império Alviverde, os jogadores do Coxa demonstraram espírito de luta, dividindo todos os lances. O futebol burocrático, imposto pela estrutura defensivista dos mineiros, impedia os ataques de ambas as equipes. Vizzotto foi mais um espectador do que um atleta no confronto entre alviverdes e alvinegros.
O apoiador Capixaba destoou contra o Galo. Muito marcado, perdeu lances e errou passes em demasia. Apesar de sua importância tática em campo, o atleta acabou sendo substituído no intervalo. Outro jogador que novamente ficou aquém no desempenho esperado foi o lateral esquerdo Ricardinho, que apesar da força de vontade, não soube aproveitar as oportunidades de cruzamentos, dificultando a função de Peabiru nas jogadas de bola alta.
Nem bem começou a partida e o Coritiba foi ao ataque, pressionando o Galo, motivado pelo apoio de sua torcida. Aos dois minutos de jogo, Capixaba chutou forte, de fora da área, para defesa de Danrlei, novamente alvo das gozações da torcida Coxa-Branca.
Três minutos mais tarde, o A. Mineiro contra-golpeia, com o sempre útil atacante Marques, que chutou errado, facilitando a defesa do goleiro Vizzotto.
Na jogada seguinte, foi a vez do Coxa atacar. O meia Jackson, livre na área, chutou forte, mas a bola passou á esquerda da meta do goleiro mineiro.
Dos 18 aos 26 minutos, o time visitante buscou mais o ataque, mas sempre sem grande perigo, com Amaral e Fábio Baiano, por duas vezes.
Aos 29, o Coxa volta ao ataque. Numa cobrança de escanteio, Marcelo Peabiru bem colocado na grande área cabeceia, assustando o goleiro alvinegro.
Aos 39 minutos, depois de um bom cruzamento de Rafinha, pela direita, Rodrigo Mancha entra em alta velocidade pela grande área e cabeceou forte, mas a bola passa por sobre o travessão.
Apesar da força de vontade de ambos os times, a primeira etapa teve pouca emoção para a torcida.
Segundo tempo
No intervalo, o técnico Cuca mexeu no time Coxa, trocando Capixaba pelo atacante Alexandre, que puxou o jogo ofensivo do Verdão mais pelo lado direito do gramado. Alexandre teve um bom desempenho nesta partida.
Aos 6 minutos, Alexandre cobrou falta pelo lado direito, com a bola tocando no gramado e dificultando a defesa de Danrlei, que interceptou o lance com os pés.
Aos 9, o meia Jackson foi ao ataque, chutando de fora da área, por sobre o travessão da meta mineira.
Aos 11 minutos, o time visitante perdeu o zagueiro Leandro Castan, que foi expulso após levar o segundo cartão amarelo.
Inferiorizado numericamente, o Galo ampliou o esquema defensivo, recuando ainda mais.
Aos 13, Cuca mexeu no time Coxa, colocando Marquinhos em campo, no lugar de Jackson. Marquinhos deu uma maior mobilidade ao Cori, que ampliou a sua força ofensiva. Em sua primeira jogada, Marquinhos entra pela esquerda, finta dois zagueiros e chuta cruzado. O goleiro solta a bola, que sobra para Rafinha, que acaba sendo travado pela zaga na hora da conclusão.
Em outra boa jogada pelo lado esquerdo, o Coxa quase marca. A bola gruzada rasteira passa em frente da meta mineira, com Peabiru e Alexandre chegando atrasados, perdendo boa chance para o Cori.
Objetivando maior velocidade ofensiva, e os chutes de fora da área, devido ao cinturão defensivo do Goalo, Cuca mexe novamente no Coxa, sacando Allan, que teve um bom rendimento contra o A. Mineiro, para a entrada de Alcimar. Apesar do esforço, o meia esquerda teve poucas oportunidades na partida.
Apesar do domínio territorial, o Cori encontrava muitas dificuldades para atacar. Muito marcação defensiva, e pouca ousadia ofensiva, assim jogava o time mineiro, já satisfeito com o empate que aparecia no Alto da Glória.
Mas numa jogada de bola parada, o Coxa chegaria ao gol da vitória, contra o tradicional alvinegro mineiro. Marquinhos bateu a bola na primeira trave, para a entrada do zagueiro Alexandre Luz marcar o gol Coxa, aos 29 minutos da etapa final, para explosão de felicidade da torcida do Verdão.
Com o gol sofrido, os mineiros procuraram mais o ataque, apesar de já não contarem mais com o lépido Luis Mário, sacado por Marco Aurélio, que recompôs sua zaga com a expulsão de Leandro Castan. Marques e Fabio Baiano procuraram atacar, apoiados eventualmente pelo bom Rubens Cardoso, que jogou pelo lado esquerdo do campo.
O Coritiba ainda chegou a marcar mais um gol, através de Peabiru, mas o árbitro anulou, atendendo a marcação de impedimento do assistente.
Nos minutos finais, o time visitante procurou o gol, mas a zaga com Nascimento, um dos melhores em campo, e Alexandre Luz, também muito bem na defesa, interceptou os lances, evitando o perigo mineiro. Placar final, Coxa 1x0, para a festa da torcida e dos jogadores, que voltaram a vencer pelo Campeonato Brasileiro.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)