
EDITORIAL
Numa partida decidida em cobranças de falta e penalidade máxima, o Coritiba perdeu em casa por 3x0 para o Botafogo, fazendo com que a torcida ficasse irritada pelas inúmeras oportunidades de gol desperdiçadas e por um fraco segundo tempo contra o alvinegro carioca. A fase negra continua, tanto que até Rafinha perdeu uma penalidade máxima na segunda etapa da partida. Cuca desandou o time alviverde, mexendo em todas os compartimentos do Cori, alterando a zaga, meio de campo e ataque na partida contra o Botafogo, sempre sem sucesso. Nesta partida contra o time carioca, apenas Vizotto e Caio se salvaram de um fraco desempenho. Com o resultado o Verdão perdeu mais uma posição na tabela, estando agora em 13º lugar, com 16 pontos. No meio de semana, o Coxa vai até Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro.
Primeira etapa
A partida começou com alguns minutos de atraso, pois o Botafogo veio a campo com o uniforme tradicional, com listras pretas na vertical, mas o árbitro da partida entendeu que haveria confusão visual e solicitou aos cariocas que mudassem de camisas. Os jogadores do alvinegro voltaram aos vestiários e retornaram ao gramado utilizando outro uniforme, basicamente na cor preta em sua totalidade.
Logo no primeiro minuto da partida, o zagueiro Flávio fez pênalti em Alex Alves. Ele mesmo bateu e abriu o placar, apesar dos esforços do goleiro Vizotto, que acertou o canto, tocou na bola, mas ela acabou entrando no gol.
O gol marcado de forma precoce, enquanto torcedores ainda estavam chegando ao Alto da Glória, não impediu da torcida Coxa incentivar seu time, que procurava o empate, jogando de forma ofensiva, mas pecando muito nas finalizações.
O Cori procurava o ataque com Rubens Jr, Caio, Jackson e Marquinhos, sendo Caio disparado o melhor em campo. No 4x4x2, Rafinha acabou perdendo sua força ofensiva, e pouco atacou na primeira etapa.
Aos 13 minutos, Rubens Jr cruzou e a bola atravessou a pequena área, com Alexandre chegando atrasando e por pouco não finalizando contra as redes da meta do goleiro Max.
Aos 14, Marquinhos, que jogou como atacante, recebeu uma boa assistência e livre na grande área chutou forte, para boa defesa do goleiro, que tirou a bola para escanteio. Na conclusão da jogada, o meia Capixaba ficou com a bola de frente ao gol, mas chutou errado, perdendo ótima chance para o Cori.
O Coxa era só ataque, e aos 20 minutos, Caio fez boa jogada individual, livrou-se de dois zagueiros, invadiu a área e concluindo forte, para ótima defesa do arqueiro Max, que evitou outra ótima chance do Verdão empatar a partida.
Quatro minutos depois, o time Coxa reclamou de um erro do árbitro Wilson Seneme. Alexandre avançou pela direita, cruzou para Caio, à queima-roupa arrematar de primeira, para uma espetacular defesa do goleiro Max. No rebote, a bola sobrou na cabeça de Marquinhos, que tocou para o gol, a bola bateu no travessão e no chão, com o zagueiro Scheidt afastando a bola. Os atletas do Cori reclamaram que a bola já havia transpassado a linha, mas o árbitro não atendeu, dando prosseguimento à partida.
Com uma boa troca de passes entre Caio e Marquinhos, e os avanços de Rubens Jr pela esquerda, que alterava jogadas com Jackson, o time coritibano mantinha-se no ataque, sendo segurado pelos três zagueiros botafoguenses.
Com o apoio da torcida, o time Coxa-Branca procurava o gol de empate, forrçando o ataque e pouco sofrendo na defesa. Apesar do amplo domínio territorial, posse de bola e de ter diversas claras oportunidades de gol, o Cori não conseguia empatar o jogo.
Marquinhos teve uma boa oportunidade, quando trocou bons passes pela direita e acabou entrando em diagonal da grande área. Na saída do goleiro Max, Marquinhos tocou no contra-pé, mas a bola bateu no pé do goleiro e acabou saindo pela linha de fundo.
Aos 31, num dos poucos lances ofensivos do time carioca até aquele momento da partida, César Prates (ex-Coritiba), bate uma falta com perfeição, fazendo a bola entrar no ângulo direito, alto, da meta de Vizotto, fazendo o segundo gol dos cariocas.
O Alviverde voltou a pressionar aos 43 minutos, quando Alexandre perdeu outra chance incrível para o Cori, frente
a frente do goleiro.
Três minutos depois, nova oportunidade de gol em favor do Coxa surgiu nos pés de Rubens Jr, que chutou forte, para nova defesa do goleiro do Botafogo, no último lance de perigo da primeira etapa.
Segunda etapa
Terminar perdendo o primeiro tempo por dois gols de diferença foi uma verdadeira ducha de água fria para os jogadores do Coritiba. A torcida começou a cobrar uma melhor atitude dentro de campo e o segundo tempo transformou-se numa simples correria desenfreada dos jogadores alviverdes, que corriam mais do que trocavam passes com qualidade, facilitando as coisas para os botafoguenses.
A desvantagem no marcador irritava a torcida Coxa, que cobrava uma melhor postura do Cori dentro do gramado. As cobranças pioraram o desempenho dos atletas, que pareciam estar pressionados pelas críticas dos torcedores, ainda irritados com a perda do clássico AtleTiba na rodada anterior.
No segundo tempo, Cuca tirou Marquinhos, que havia tido uma boa movimentação, chegando a criar boas trocas de passes com Caio e finalizar em duas boas oportunidades contra a meta do time carioca por Tiago.
Uma série enorme de oportunidades com cruzamentos dos laterais eram interceptados pela zaga adversária, irritando o time e a torcida Coxa.
Perdido em campo, o time coritibano cedia espaços para o adversário atacar, transformando a partida numa roleta russa para o Verdão.
Aos 16 da etapa complementar, o meia Almir entra livre na área Coxa, mas Vizzotto evita o gol, espalmndo a bola.
O Cori procurava o ataque, mas de forma desconexa e apressada, facilitando as coisas para o time visitantes, que impedia o ataque Coxa de aproximar-se da área. Bem postados, os trêz zagueiros do alvinegro tiravam todos os lances de perigo da sua meta.
Os cruzamentos, seja pela direita, seja pela esquerda ofensiva do time Alviverde eram feitos de forma incorreta, facilitando o trabalho da defensiva do Fogo, que tinha em Juninho (ex-Coritiba), um bom marcador e interceptador.
Cuca mexeu no Cori novamente, mas sem sucesso. O treinador acabou tirando Nascimento, que jogou de volante. A opção poderia ter sido outra, sem mexer no time, com um recuou de Nascimento para a zaga, transformado-o num terceiro zagueiro para liberar os avanços de Rafinha, que pouco atuava na frente. O treinador Coxa tirou o capitão para a entrada de Marciano, que pouco viria a apresentar durante a segunda etapa da partida.
O time Coxa, apressado e pouco resolutivo, muito corria, mas de forma ansiosa e pouco resolutiva. O Coritiba pouco explorava as jogadas de cruzamentos rasteiros, facilitando a defesa do Fogo.
Rafinha pouco atacava, ficando mais na defesa do que no campo ofensivo do Verdão, o que facilitou as coisas para o time adversário, que concentrou a marcação no lado esquerdo, forçando os contra-ataques.
Aos 28, o adeversário perdeu outra boa chance de marcar mais um, quando Ricardinho recebeu um passe do atacante Guilherme e chutou prensado com Rafinha. A bola sobrou para Vizzotto, que evitou a conclusão contra a meta Coxa.
Com a queda de rendimento de Rubens Jr, Cuca trocou-o por Ricardinho, mas sem sucesso. O Cori não conseguia aplicar um bom ritmo ofensivo na etapa complementar, irritando seu torcedor.
Num dos poucos lances ofensivos do Coritiba no segundo tempo, Marciano recebe um pênalti, quando eram jogados 40 minutos do segundo tempo. Rafinha, o cobrador oficial do Coxa, bateu errado, facilitando as coisas para o goleiro Max, que mandou para escanteio a bola.
Com a perda da penalidade, os jogadores alvivedes sentiram mais um golpe, cedendo espaço na defesa, numa tarde de pouca inspiração de Miranda e de Flávio.
A confusão no setor defensivo do Cori foi grande, com as constantes mudanças fragilizando o sistema defensivo do Coritiba, que durante algumas temporadas foi um dos melhores do Brasil.
As inúmeras mudanças parecem estar intranquilizando o elenco. Como já que Vagner que chegou a ser titular na rodada anterior, chegou a atuar no time de cima durante alguns trabalhos da semena, no treino de sexta-feira ficou na reserva e no domingo nem no banco ficou, assistindo a partida nas cadeiras do Couto Pereira.
As mexidas de Cuca não só não deram resultado, como pioraram o desempenho tanto defensivo como ofensivo do Cori. Além de perder a força da sua zaga, o treinador Coxa-Branca ainda perdeu o grande potencial ofensivo de Rafinha, que no 4x4x2 de Cuca transformou-se num jogador de pouca utilidade no ataque, descaracterizando-o.
No penúltimo minuto da etapa complementar, o Cori levou o terceiro gol. Jackson faz uma penalidade máxima e Juca bate, no canto direito da trave, inapelável para Vizotto, decretando o placar final de 3x0 para o visitante carioca.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)