
EDITORIAL
O Coritiba voltou a perder no Campeonato Brasileiro, desta vez para o Flamengo, no Rio de Janeiro. O Cori saiu na frente, com um gol de Ricardinho, em bela jogada de Caio, mas acabou sofrendo a virada no placar, em dois lances em que o árbitro Wilson de Souza Mendonça errou e acabou “colaborando” com o time da casa. Com o resultado negativo, de 2x1, o Coxa continua com os 38 pontos, na 18ª colocação. Na quinta-feira à noite, o Alviverde enfrentará o Figueirense em casa.
O time Coxa-Branca apresentou um bom futebol na primeira etapa, quando poderia ter feito mais de um gol, inclusive com Capixaba acertando uma bola na trave. O estreante Márcio Araújo, no comando técnico do Cori, levou a campo um time muito defensivista, com três zagueiros (Vagner, Flavio e Anderson) e dois volantes marcadores (Peruibe e Nascimento). Apesar da postura mais defensiva do Cori, o jogo foi equilibrado na primeira etapa, quando ocorreram quatro boas chances para cada time.
O Fla teve outra oportunidade para marcar, num arremate rasteiro em diagonal, que cruzou toda a pequena área. O atacante Renato chegou atrasado, perdendo boa chance.
O Coritiba procurava o contra-ataque em velocidade como arma principal, forçando o jogo com Caio e Maia. E foi com Caio, em ótima jogada individual pela esquerda, aos 42 minutos de jogo, que o Coxa saiu na frente. Caio fintou duas vezes o marcador e passou rasteiro para Ricardinho, na grande área, marcar para o Verdão.
O Cori começou a gostar do jogo, com jogadas pela esquerda iniciadas por Ricardinho. Num dos lances, Capixaba poderia ter marcado, perdendo uma chance incrível na grande área, com a bola tocando no travessão e saindo pela linha de fundo.
Num erro de arbitragem, o time carioca empatou, aos 45 minutos, quando Renato invadiu a área pela esquerda, simulou uma falta e o árbitro Wilson Mendonça erradamente marcou o pênalti. Na cobrança da penalidade, o mesmo Renato bateu e fez o gol do empate.
Na segunda etapa, Joel Santana arrumou o time do Flamengo, avançando mais seu meio de campo, que contou cm a entrada de Fellype Gabriel no lugar de Junior. Mudado em campo, o time da Gávea dominou todo o segundo tempo, forçando o Alviverde a ficar no seu campo de defesa.
Foi um amplo domínio territorial do time da casa, empurrado por mais de 15 mil torcedores. O Coxa mudou aos 17 minutos, com a entrada de Márcio Egídio no lugar de Capixaba, aparentemente cansado. Sem seu articulador do meio de campo, o Cori literalmente virou um time de defesa-ataque, sem tocar a bola entre seus três compartimentos.
A estratégia Coxa-Branca não deu certo, e o Verdão acabou preso no seu próprio campo, sofrendo os ataques do time cairoca.
Com Maia em jornada pouco inspirada, e contando com a colaboração do árbitro pernambucano, que invertia muitas faltas, o Mengo foi para cima do Cori, fazendo com que Douglas aparecesse muito bem no jogo.
O treinador Coxa mudou o time, sacando Nascimento para a entrada de Alexandre Luz, visando aumentar a altura da sua defesa, já que o time da casa procurava fazer muitos cruzamentos altos para o interior da área.
A mudança Coxa-Branca desmontou o time em campo, que ficou muito descaracterizado. Na defesa, o Cori facilitou o trabalho do Flamengo.
Na base da correia, o time da casa chegou ao segundo gol, aos 37 minutos, depois de uma cobrança de falta pela esquerda, a bola bateu na barreira e sobrou para Fellype Gabriel, em posição irregular marcar o segundo gol dos cariocas.
Em desvantagem, o Cori foi na base do desespero para tentar empatar a partida. Marcio Araújo tira Vagner para a entrada de Renaldo, faltando poços minutos para o fim do jogo.
Nitidamente sentido o peso emocional do resultado, os jogadores do Cori erravam muitos passes, facilitando os contra-ataques do Fla.
Nos minutos finais, um festival de amadorismo: gandulas sumiram com as bolas do jogo, invasão de campo, jogo parado. Mendonça marca seis minutos de acréscimo, mas dá apenas três.
Demissões
Após o jogo, o Presidente Giovani Gionédis demitiu Ramirez e Junior Lopes. Gionédis reclamou da postura tática do Cori, alegando que Ramirez e Junior não assessoraram corretamente ao novo treinador, Márcio Araújo.
Com as demissões, Claudio Marques foi escolhido para ser o auxiliar técnico do treinador coritibano.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)