
EDITORIAL
A alegria do futebol abandonou o gramado do Couto Pereira já faz algum tempo. Keirrison, Renan e Pedro Ken juntos davam pinta de que a alegria estava voltando ao Coritiba, mas uma fatalidade e a falta de oportunidade se sobrepuseram, mantendo o Coxa em um período nebuloso.
Após a conquista do Campeonato Paranaense de 2004, dentro da casa do A. Paranaense, a alegria do futebol Coxa-Branca abandonou a equipe que mergulhou em um dos piores períodos de sua quase centenária história.
Em 2006, no Campeonato Paranaense, subiram das categorias de base do Coritiba para a equipe titular os jogadores Renan, Pedro Ken e Keirrison. O trio deu uma esperança ao torcedor Coxa-Branca de que o futebol alegre estava retornando, mas Keirrison, por contusão, interrompeu momentaneamente sua trajetória de ídolo Alviverde. Já Renan, que após a saída de Keirrison foi praticamente ‘queimado’ jogando fora de posição, e Pedro Ken, jogador da Seleção Brasileira Sub-20 sequer é relacionado para concentrar com o grupo principal.
O Campeonato Brasileiro começou, vieram bons reforços, como Fábio Pinto, Caio e Andrezinho, mas a alegria de jogar bola teima em não voltar.
O que se viu no último sábado, no empate contra o Guarani, em partida válida pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, foi um estádio cheio, com o torcedor Coxa-Branca empolgado, apoiando, gritando e incentivando um time sem alma, sem brilho, sem graça, sem garra, sem gana, sem vibração, ou seja, sem a alegria de jogar futebol.
O Coritiba que ganhou do Remo fora de casa, foi um time brioso e com vontade de alcançar um objetivo. Essa vontade trouxe até sorte, relembrando o segundo gol do Coxa. Já o Coritiba que jogou em casa neste último sábado, contra o Guarani, foi um time apático, sem alma, aparentando temor perante sua torcida, gerando, conseqüentemente, o nervosismo.
Não há explicação plausível para esse medo de jogar em casa, seu território. Pois a torcida Coxa-Branca, mesmo nos piores momentos, como na queda do time para a Série B do Campeonato Brasileiro, sempre apoiou e incentivou a equipe.
Ultimamente, cobranças ocorreram, mas não foram sobre a grande maioria do elenco, sendo muito mais direcionado os protestos da torcida Coxa-Branca à diretoria pelos equívocos nas frustrantes contratações realizadas no início do ano.
Dias atrás, um programa esportivo destacava um especial com o jogador Juninho Pernanbucano que entre outros pontos destacou: “Eu jogo para o torcedor.” Essa atitude tem que ser o espírito do futebol. Juninho Pernanbucano é craque porque joga simples, sem invenções, sem medo, joga um futebol objetivo, consequentemente, alegre, pois realmente gosta do que faz.
No Alto da Glória, o menino Anderson Gomes entrou em campo neste último sábado com esse espírito. Desde o primeiro lance, a primeira arrancada que deixou dois marcadores comendo grama, o jovem atacante tentava passar garra para seus companheiros, mas inexplicavelmente essa energia foi-lhe roubada por uma força nefasta maior, que vem dominando o Coxa.
Então, o que fazer para o espírito, a alma do futebol, a alegria de jogar bola, voltar para ao gramado do Couto Pereira, já que parece que o Coxa vem se sentindo mais à vontade fora de casa do que no Couto, com a presença de sua grande torcida? Essa pergunta só pode ser respondida pelos próprios jogadores.
Equipe Coxan@utas
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)