
EDITORIAL
O fato de o Coritiba estar com diversos jogadores suspensos pelo terceiro cartão amarelo, ajuda o técnico Antônio Lopes a confundir o adversário, devendo confirmar a equipe titular apenas momentos antes do início da partida. Já o desesperado Paraná Clube já está definido e chega, inclusive, a confirmar o envio da mala preta para Paranaguá, como forma de incentivo aos jogadores do Rio Branco, não medindo esforços na busca à classificação para a próxima fase.
As certezas na equipe Alviverde não são muitas. Estão suspensos os jogadores Miranda, Flávio, Ricardinho e Vital e, ainda, podem desfalcar a equipe os jogadores Márcio Egídio e Marciano lesionados. Quem tem as presenças confirmadas são os jogadores Alexandre, Reginaldo Nascimento, Rubens Júnior e Capixaba, nas demais posições impera o mistério.
A zaga poderá ser formada por James ou Rafinha, Alexandre, Reginaldo Nascimento e Rubens Júnior. A meia cancha poderá ser formada com Pepo, Capixaba, Rodrigo Batata ou Jackson e Marquinhos. E disputam as vagas do ataque os jogadores Luiz Carlos, Laércio, Marciano e Nunes.
A partida marca a despedida da equipe Coxa-Branca da cidade canção, Maringá. Para o restante do campeonato o Coritiba mandará seus jogos ou na capital paranaense ou em Paranaguá. Durante toda a primeira fase do campeonato a festa foi grande em Maringá, inclusive com forte movimento social realizado por segmentos da torcida Alviverde em conjunto com a diretoria do Coxa. E, como não poderia deixar de ser, a festa hoje continua durante todo o dia, inclusive com o reforço de um trio elétrico que dará um toque especial à comemoração Alviverde.
Se, por um lado, para o Alviverde tudo é motivo de festa, por outro, para o Paraná Clube, as coisas estão para lá de complicadas. Para passar à próxima fase, o tricolor tem a dificílima missão de derrotar o Coritiba e ainda depende da uma vitória do Rio Branco sobre o Roma. Como forma de incentivo à equipe do Rio Branco, a diretoria paranista não esconde uma gratificação em dinheiro aos atletas parnanguaras.
Mas de nada adianta uma vitória do Rio Branco se o Paraná Clube não vencer o Coritiba. Para tanto, o técnico Lori Sandri conta com o retorno do zagueiro Fernando Lombardi, que jogará com uma máscara para proteger o nariz fraturado, e com o atacante Renaldo, sua principal arma.
Porém, mesmo longe de casa, o Coritiba é disparado o favorito. Líder do grupo A e classificada para a próxima fase com três rodadas de antecipação, a equipe Coxa-Branca é atualmente a maior força do futebol paranaense e uma das grandes forças do futebol nacional, pois são raríssimos os clubes no Brasil que conseguiriam manter-se líder de um campeonato jogando longe de seus domínios sem o calor de sua torcida. Por isso, o torcedor Coxa-Branca pode e deve acreditar no Tricampeonato estadual e num grande ano pela frente, pois para a próxima fase o Coritiba já estará na capital paranaense e em maio, o Verdão Coxa-Branca, volta para sua casa, para o maior e mais belo estádio do Paraná, o Major Antônio Couto Pereira.
CORITIBA X PARANÁ CLUBE
Data: 20/3/2005
Horário: 21h45’
Local: Estádio Willie Davis, em Maringá
Coritiba
Fernando; Rafinha (James), Alexandre, Reginaldo Nascimento e Rubens Júnior; Pepo, Capixaba, Rodrigo Batata (Jackson) e Marquinhos; Marciano e Nunes (Luiz Carlos). Técnico: Antonio Lopes.
Paraná
Flávio; Fernando Lombardi, João Paulo e João Vítor; Alex, Goiano, Messias, Tiago Neves e Vicente; Marlon e Renaldo. Técnico: Lori Sandri.
Árbitro: Carlos Jack Rodrigues Magno.
Assistentes: Gilson Bento Coutinho e Gilson Pereira.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)