
EDITORIAL
O atacante Luis Mário (foto) terá uma grande responsabilidade no clássico de logo mais, contra o A. Paranaense, que até dias atrás era considerado por muitos integrantes da imprensa especializada como o time mais preparado para a conquista do campeonato.
O jogador nem bem desembarcou nas terras curitibanas para conquistar a torcida do Coxa. Seu vistoso futebol, sempre em alta velocidade e na incansável busca pelo gol logo despertou reciprocidade nas arquibancadas. No Alto da Glória virou rei. E se Luis Mário conduzir o Coxa para o Bi-Campeonato, sem dúvida será perpetuado na história do Coritiba Foot Ball Club.
Sob os ombros de Luis Mário cairão a grande responsabilidade em ser o jogador fundamental no esquema tático do Coritiba, o fiel da balança do clássico.
Luis Mário tem experiência e categoria suficientes para saber disto. E mais: saber que ele pode e deve decidir o clássico contra o rival.
Um atacante como o Luis Mário será muito “caçado” pelos jogadores da defesa adversária. Com a presença de Heber Roberto Lopes no apito, o clássico deverá ter uma condução dentro das regras do futebol. E conseqüentemente o brilhante futebol de Luis Mário aparecerá naturalmente.
Heber é um árbitro que aplica os cartões devidos. Diferente do outro árbitro que foi pré-selecionado pelo Diretor de Comissão de Arbitragens da FPF para o sorteio dos árbitros para o clássico, que foi realizado na última quarta-feira: Cleivaldo Bernardo.
O árbitro Cleivaldo Bernardo é aquele mesmo que apitou o clássico Atle-Tiba da primeira fase e que aquela oportunidade falhou ao não expulsar Rodrigo e Diego, jogadores do time adversário que agrediram sem bola ao volante Roberto Brum e o zagueiro Nivaldo.
A indicação por sorteio de Heber Roberto Lopes para ser o árbitro da partida desagradou alguns representantes da imprensa. Do Heber, que expulsa justamente os jogadores do A. Paranaense eles reclamam; do Cleivaldo, que incorretamente não expulsa os jogador do A. Paranaense eles não reclamam. Vai entender?
Com a presença de Heber no comando da partida e com 5 jogadores pendurados com o segundo cartão amarelo, os jogadores do time visitante ficarão numa situação complicada: ou deixam Luis Mário jogar, ou serão punidos e ficarão fora do segundo jogo da final.
Com espaço para jogar, sem sofrer faltas desleais ou desnecessárias, o caminho natural para Luis Mário será o de buscar o gol durante todo o jogo. Luis Mário será auxiliado por Ari, Jucemar, Adriano e Capixaba. Além deles, aquele que entre Igor, André ou Rodrigo Batata jogar o clássico.
Será uma tarefa árdua a dos zagueiros e volantes do time adversário: a difícil tarefa de parar Luis Mário sem agredi-lo.
Outro fator que deverá ajudar bastante ao futebol de Luis Mário será a concepção tática do treinador do A. Paranaense. Confuso e complicado, seu esquema tático poderá desmoronar como um castelo de areia, às margens da maré alta chamada Luis Mário.
Luis Mário tem tudo para ser o nome do jogo, aquele que decidirá a partida em favor do Coritiba.
Às 18 horas deste sábado, quando pisar no gramado do Estádio Couto Pereira lotado de torcedores do Coritiba, Luis Mário poderá para sempre entrar na história do Clube como um dos principais jogadores responsáveis pela vitória do Coritiba. É esperar para ver se isto irá ou não acontecer.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)