
EDITORIAL
Do site SPNet
No início dessa temporada, com a reestruturação do nosso elenco e a vinda de novos jogadores, surge dentre os novos um meio-campo que prometeu serviço. Marcos Vicente dos Santos, o Marquinhos, carinhosamente apelidado de “Paquita”, nascido em 29/09/1981 em Florianópolis, não permaneceu por muito tempo no SPFC, mas as linhas aqui escritas são destinadas à sua postura de hombridade perante o clube.
Não existe sequer um jogador que agrada 100% dos torcedores. Nem o mais fantástico deles... Não, não há! Como já é de praxe, críticas por sua contratação vieram aos montes.
O futebol apresentado por Marquinhos, mesmo ele estando dentre os titulares, era mediano, e em muitas outras vezes teve que amargar no banco de reservas, esperando por uma posição, que viria na hora em que Cuca achasse mais oportuna. Mesmo assim, com todos os entraves, recebeu uma camisa que pesa devido ao número estampado em suas costas, e que possui todo um valor simbólico dentro de um clube.
Apesar de não termos boas recordações do antigo camisa 10 tricolor, confiamos em Marquinhos para assumi-la por um curto período de tempo. Cabe a cada um de nós refletir a respeito de sua boa utilização. Ela foi bem utilizada por Marquinhos?
A grande verdade é que muitos fatores levaram à divergência de opiniões a esse respeito. Não querendo levantar maiores polêmicas, mas estando somente numa postura de reflexão, vale ressaltar que Cuca não o escalava sempre, seu período de permanência no clube foi curto, sua adaptação e entrosamento aos demais jogadores, menor ainda (e isso também pode ser observado dentre os demais jogadores que chegaram na mesma época de Marquinhos) e houve ainda toda uma expectativa com relação ao entrosamento com a torcida, principalmente a do tricolor, que já há tempos tem fama de exigente.
É válido ressaltar que, mesmo sabendo de sua situação e de seu curto período de permanência no SPFC, Marquinhos jamais se negou a jogar com vontade e garra, sempre mostrando serviço, embora sendo limitado.
O SPFC, em meio a sua grandiosidade, é um clube exemplar, com um ambiente excepcional e propício para o desenvolvimento e bem estar do jogador, cabendo a ele somente a semeadura e colheita de bons frutos. E foi justamente o que Marquinhos procurou fazer nesse tempo – jogar, assumir sua camisa, dar o melhor de si e tentar agradar. Mas e aí? Fica novamente a pergunta... Agradou?
Junho está chegando ao fim, seu contrato acaba no dia 30, e está tudo certo para que realmente se encerre suas atividades no SPFC. Ele já sabia que estava prestes a sair do clube, mas mesmo assim atendeu à solicitação de Cuca e decidiu jogar pelo Brasileiro contra o Grêmio, já sabendo que não mais poderia jogar por outro clube.
Pelas regras do Brasileirão, um jogador que atuasse mais de sete vezes por um clube, não poderia se inscrever em outro para atuar num mesmo torneio.
Na rodada que o SPFC jogou contra o Grêmio, Marquinhos poderia não ter jogado, pois assim ficaria livre para poder jogar por outro clube que estivesse também disputando o torneio pela série A do Brasileirão. E é por isso que o futuro de Marquinhos está indefinido, já que não poderá mais atuar nas próximas rodadas. Isso é preocupante. A princípio, ele teria que retornar ao Bayer Leverkusen da Alemanha, time dono de seus direitos federativos. Porém, o clube alemão já o liberou para negociar com qualquer clube no Brasil.
Voltando à polêmica, muitos indagam: Será que Cuca “queimou” Marquinhos, ao escalá-lo para esse jogo, já que gostaria de usá-lo contra o Once Caldas, na Colômbia? A verdade é que Marquinhos, em meio à todas essas confusões, acabou entrando em campo e tendo sido um dos maiores destaques da partida, vindo a fazer um gol no jogo.
Essa polêmica divide a torcida, pois alguns apóiam o jogador, que se preparou contra o Grêmio para jogar contra o Once Caldas “por nada”, pois teve uma curta atuação. Já outros apóiam o técnico Cuca, que ansioso perante o peso do jogo na Colômbia, tinha pouco tempo hábil para mexer no elenco e tentar novos jogadores, já que Marquinhos não havia mostrado muito serviço enquanto estava em campo. São pequenos problemas que ocorrem no cotidiano de todas as profissões, que acabam por dividir opiniões e causar polêmicas.
Cabe a cada um encontrar as respostas que mais lhe convém.Numa interpretação psicológica, a hipótese que se pensa é a de que ele estaria querendo realmente mostrar serviço, com a esperança de uma ampliação de seu prazo de permanência no clube. Tanto é verdade que isso se justifica pelos seus depoimentos, em tom de desabafo, dizendo que sua atuação contra o Grêmio provou que ele quer continuar no clube do Morumbi.
Mesmo após a perda do título (jogo em que ele atuou somente metade do primeiro tempo), ele alegou que estava passando por uma fase turbulenta, mas que finalmente havia chegado ao fim, dizendo que sua atuação não foi para “calar a boca”, mas sim mais uma prova de que poderia seguir no SPFC sem problemas. É evidente que sua preferência é a de ficar no Brasil. No entanto, seu empresário Figger estaria negociando sua ida para o Sporting, onde ficaria uma temporada até seu retorno ao Bayer. Agora, o que é mais provável, é que ele vá realmente para o Sporting de Portugal.
Marquinhos também conta com o apoio de boa parte da torcida. Muitos torcedores alegam que, apesar de afobado, é um dos jogadores que têm melhor qualidade no meio de campo, é o que mais tenta assistir aos atacantes, o que mais encosta no ataque para finalizar.
Seria interessante que ele jogasse mais ligado, pois às vezes é muito apático e se queimou com a torcida no jogo contra o Rosário, dando um gol e quase outro. Em jogos decisivos tem que mostrar personalidade. Mas já é notável que é um jogador de toque curto; ele não lança e a bola não chega no ataque. É um jogador pra tabelar, pra bater pro gol. Esses e outros depoimentos dão a entender que Marquinhos seria muito bem aceito pela torcida se continuasse fazendo parte do elenco.
Não há mais o que se lamentar. O que era uma promessa parece que deixou a desejar... Ou será que não houve tempo suficiente de mostrar o que se pode fazer? Seis meses é apenas o desmame em nível de entrosamento. Mas agora temos que nos despedir de mais um, e esperar que novos reforços cheguem o quanto antes. Valeu Marquinhos!
Lúcia Ramalho – psicologialucia@uol.com.br
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