
EDITORIAL
Devido a uma punição imposta pelo STJD ao Paysandu, a partida desta noite deverá ser travada sem a presença dos torcedores, ou seja, com os portões fechados. Em função disso, a diretoria do time paraense preferiu realizar a partida no estádio da Curuzu, onde o Paysandu faz seus treinamentos, estando mais acostumado com o péssimo estadop do gramado.
O Verdão Coxa-Branca já se encontra em Belém/PA desde o último sábado, ficando desta forma longe da pressão na capital paranaense. É natural que exista uma certa pressão sobre o elenco e comissão técnica por parte da torcida Alviverde, pois o seu time não sai da chamada zona do agrião. Porém, a pressão maior vem de setores ruborizados da crônica esportiva que tentam desestabilizar a equipe tendo em vista o clássico AtleTiba, que será realizado no Monumental do Alto da Glória, no próximo sábado.
Para alguns, como o técnico Cuca, é positivo o fato de jogar contra o Paysandu com os portões fechados. Ele entende que sem o apoio da sua torcida, o Paysandu perde um pouco de sua força, além de que ficará mais fácil de passar as instruções táticas durante a partida. Já para outros, como o capitão Reginaldo Nascimento, o jogo perde sua razão, pois o espetáculo e dirigido ao público, além de perder o termômetro, ou seja: a reação da torcida vinda das arquibancadas.
Em verdade o que não se pode deixar acontecer é que pelo fato de não haver a presença da torcida, o jogo fique em ritmo de treino. Na ‘era Lopes’, na estréia do Verdão no Brasileirão 2005, o Coxa jogou fora de casa e venceu o Fortaleza também sem a presença dos torcedores. Em suma: o Verdão já sabe como agir nestas situações.
Quanto à parte técnica e tática, o técnico Cuca ganha alguns reforços e deverá optar por uma escalação mais cautelosa, com três zagueiros e dois volantes de ofício, o que deixa o setor defensivo mais consistente dando mais liberdade para os alas e os atacantes.
O trio de zaga será formado por Douglas Ferreira, o xerifão Anderson e Vagner. O meio campo deverá ser formado pelos volantes Reginaldo Nascimento e Douglas Peruíbe, os alas Ricardinho, que volta de suspensão, e James, que reassume a posição devido à suspensão de Jackson. Completando o setor, o meia Caio. O ataque deverá ser formado por Renaldo e Maia, que também retorna a equipe após cumprir suspensão.
Tal opção tática parece ser a mais acertada, sem improvisos. O time do Paysandu, apesar de amargar a lanterna do campeonato e estar sem o apoio de sua torcida, ainda sim é uma equipe perigosa, pois quase surpreendeu o Palmeiras em São Paulo na última rodada, além de contar com o artilheiro do campeonato, Róbson. Além disto, o Papão deve ter uma motivação a mais no banco de reservas: o novo técnico Carlos Alberto Torres, que irá comandar a equipe alviceleste mesmo sem ter realizado nenhum treino com o grupo.
A equipe do Alviverde sabe da grande importância de uma vitória na noite de hoje, mesmo tendo consciência das dificuldades que irá encontrar em Belém. A vitória trará tranqüilidade e aumentará a auto-estima do elenco, sendo o inicio da tão esperada arrancada que será concretizada no sábado com uma grande festa da torcida Alviverde e uma grande vitória sobre o rival no clássico. Por isso, Raça Verdão! Você é Campeão!
Paysandu x Coritiba
Data: 11/10/2005, terça-feira
Horário: 20h30
Local: Estádio da Curuzu, em Belém (PA)
Paysandu:
Alexandre Favaro; Luís Henrique, Marquinhos e Valdson; Marco Aurélio, Vânderson, Marabá, Luís Augusto e Gian; Rodrigo e Róbson.
Técnico: Carlos Alberto Torres.
Coritiba:
Douglas; Douglas Ferreira, Anderson e Vagner; James, Nascimento, Peruíbe, Caio e Ricardinho; Renaldo e Maia. Técnico: Cuca.
Árbitro : Cláudio Luciano Mercante Júnior/PE
Assistente 1: Erick Bartholomeu Antas e Silva Bandeira/PE
Assistente 2: Irani Pinto da Paz/PE
4º árbitro: Kleber Ribas de Almeida/PA
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)