
EDITORIAL
”Uma no ferro, outra na ferradura”. Este ditado cabe bem para definir o desempenho do time Coxa-Branca neste Campeonato Brasileiro. Depois de uma boa apresentação contra o Palmeiras, o instável time Coritiba decepcionou sua torcida ao perder por 4x1 do São Paulo, neste domingo, perante quase 19 mil fiéis torcedores que desafiaram o frio e a chuva constante que ocorreu durante todo o dia. Com o resultado, o Cori permanece em 13º lugar da tabela, com 33 pontos e no próximo domingo enfrentará o Fluminense, também no Alto da Glória.
O início da partida parecia que findaria a história Coxa neste Brasileirão: a de ser o time mais instável neste campeonato passadas 25 rodadas. Ao entrar em campo, os jogadores do Cori também agradeceram o apoio da Torcida Império Alviverde, saudando os torcedores coritibanos que estavam na curva de entrada do Couto Pereira. Nem bem o jogo começou, e o Cori atacou em alta velocidade, fazendo o time do São Paulo postar-se com cinco ou seis defensores fixos em frente da grande área.
Os 7 minutos, o meia Caio foi derrubado na grande área pelo zagueiro Lugano. Na cobrança do pênalti, o atacante Renaldo bateu muito mal, chutando a bola para fora e desperdiçando uma grande chance para o Coritiba sair na frente.
Com a perda da penalidade, a história se repetiu, como havia acontecido na partida contra o Juventude: o time Coxa-Branca sentiu o baque e mostrou-se inseguro dentro do gramado.
Aos 10 minutos, o atacante Christian desperdiçou uma chance incrível para os paulistas, chutando à queima roupa, para uma defesa fabulosa do goleiro Douglas, que salvou o Cori.
Apesar da vontade dos jogadores coritibanos, vontade só não bastava para vencer o Tricolor. O time Coxa-Branca demonstrava aparentemente estar com um misto de ansiedade com irritação, o que facilitou o trabalho do time visitante. Aos 18, o lateral direito Cicinho cruza para a área e o zagueiro Vagner comete a penalidade em Lugano. Na cobrança perfeita de Rogério Ceni, o time tricolor não vacila e marca: 1x0.
Em desvantagem no marcador, o Verdão procurava manter-se ligado em campo, correndo e dividindo as jogadas, mas de forma desconexa, o que facilitou sobremaneira aos defensores do time paulista, que armavam as jogadas de contra-ataques.
Numa jogada de bola parada, o Cori assustou o goleiro Rogério Ceni. Na bola vinda pela direita, Vagner entra sozinho pela grande área e cabeceia bem, com a bola passando bem perto da meta são-paulina.
Em duas jogadas na grande área do time paulista, o árbitro mineiro não marcou duas penalidades em favor do Cori: na primeira, o zagueiro do São Paulo divide a bola com Renaldo e toca com a mão na bola, mas Alicio Pena Jr não marca. Minutos depois, nova penalidade não marcada, desta vez em jogada individual de Caio, que avança pela esquerda, e ao entrar na grande área é calçado pelo defensor são-paulino. Mas o árbitro dá continuidade na jogada, nada marcando.
Em outra boa jogada coritibana, Ricardinho bate uma falta aos 37 minutos do primeiro tempo. O lateral bateu bem na bola, que foi no ângulo direito da meta defendida por Rogério Ceni, que fez uma ótima defesa, evitando o gol do Alviverde.
Na jogada seguinte, o Cori chegou ao seu gol. Jackson faz boa jogada individual pela direita e cruza rasteiro, na medida, para a entrada de Capixaba, que marcou um bonito gol para o Coritiba: 1x1, para a festa Coxa-Branca nas arquibancadas.
Neste momento da partida, o Coritiba dominava as ações, com bons toques de bola entre Caio, Jackson e Capixaba. James atacava com bastante qualidade, mas a presença de área de Renaldo deixava a desejar. Parecia que o experiente atleta ainda sentia a perda da penalidade máxima.
Aos 41, o time tricolor foi ao ataque, mas Josué chutou errado, para fora. Na jogada seguinte, foi a vez do Cori mostrar perigo em suas ações: Jackson correu pela direita e chutou forte, em diagonal, com efeito, para ótima defesa do goleiro do time visitante.
No segundo tempo, o Cori procurou arrumar seu toque de bola e a finalização. O jogo voltaria a ser movimentado, com ambos os times demonstrando voluntariedade em campo.
Aos 3 minutos, o Coxa voltaria a atacar com perigo, quando Nascimento chuta bem, de fora da área, para outra boa intervenção do goleiro são-paulino.
Aos 8, Cicinho, um dos melhores do time visitante, cruzou pela direita e o atacante Diego Tardelli chutou de primeira, para uma estupenda defesa do goleiro Douglas.
Neste momento da partida, o time adversário buscava mais o ataque, jogando de forma mais consistente. Tanto que aos 11 minutos, o ala Cicinho cruza para uma má conclusão do centroavante Christian, que furou dentro da pequena área Coxa-Branca.
Com o domínio do meio de campo passando a ser do time paulista, Cuca procurou mudar o posicionamento do Cori, fazendo com que Jackson puxasse os ataques pelo meio do gramado.
Aos 26, boa oportunidade para o Verdão, depois de uma cobrança de escanteio, quando o zagueiro Vagner cabeceou livre na pequena área, mas a zaga desviou para escanteio.
Com o Cori jogando mais correndo do que tocando passes, e ao mesmo tempo cedendo muito espaço no meio de campo, Cuca mexe no time, trocando o apagadíssimo Renaldo por Marcelo Peabiru, numa tentativa de matar o zagueiro da sobra do time tricolor, e Ricardinho por Souza. Com a saída de Ricardinho, Cuca mudou de lado o lateral James, que vinha bem pela direita, para marcar o ágil Cicinho, até então o principal articulador são-paulino.
Com a saída de James da direita para a esquerda, Jackson foi jogar pelo lado direito do campo. A troca de Cuca não deu certo, e pior, o Coritiba continuou perdendo o meio de campo, não impedindo os avanços de Cicinho e ainda perdendo a velocidade de James pela direita do ataque Coxa.
Nos dez últimos minutos da partida o Coritiba literalmente sucumbiu em campo, chegando ao auge de irregularidade neste Brasileirão. Confuso em campo, os jogadores do Alviverde não souberam aproveitar uma expulsão de um atleta tricolor, cedendo espaços na defesa e sendo desatentos no ataque.
Aos 35 da etapa complementar, o Coxa sofreria o segundo gol, numa já conhecida jogada do time paulista. Cicinho cobra uma falta pela direita e Christian faz o segundo do time tricolor.
Com este gol do time visitante, os jogadores do Coritiba literalmente sucumbiram dentro do gramado, numa confusão tática muito grande, cedendo espaços para os paulistas trocarem passes sem dificuldades.
Não guardando posições no gramado, o time coritibano demonstrava nervosismo com o placar reverso. Cuca mexe no time, sacando Caio, que tinha feito boas jogadas, para a entrada de Alcimar, para ter um jogador mais pela esquerda do campo.
Aos 38, uma falha gritante dos experientes Nascimento, que no ataque perde a bola, permitindo o contra-ataque e na continuação outra falha imperdoável, desta vez do zagueiro Flávio, que perde a dividida da jogada. Na continuação do lance, o ala Cicinho cruza pela esquerda, a zaga afasta de cabeça, mas o Cori falha na marcação do rebote e a bola sobra para Hernanes, livre de marcação, chutar à meia altura, fazendo 3x1 no placar.
Aos 41, novamente Cicinho brilha. Ele entra em velocidade pela direita e chuta rasteiro, para fechar o placar: São Paulo 4x1.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)