
EDITORIAL
O ouvidor da séria A do Campeonato Brasileiro, Francisco Horta, relatou em entrevistas a jornalistas cariocas que 60% das reclamações encaminhadas pelos torcedores à Ouvidoria relacionam-se a erros de arbitragem.
Mas nem mesmo este assombroso número de reclamações faz a CBF corrigir os erros de uma vez por todas. No sábado à tarde, quase 9 mil torcedores do Coritiba presenciaram uma péssima arbitragem do Sr. Salvio Spinola Fagundes Filho. O paulista assolou os torcedores presentes no Estádio Couto Pereira com mais uma péssima arbitragem.
A falta de critérios do árbitro paulista foi evidente. Em lances onde os zagueiros do Coritiba empurravam os atacantes do Botafogo, a marcação era implacável. Por outro lado, quando o zagueiro Scheidt empurrava ora Tuta, ora Alemão, nenhuma marcação era feita.
Num lance no início do segundo tempo, o volante do time botafoguense literalmente agrediu o jovem lateral Rafael, quando de uma finta desconcetante. Para o árbitro, lance que não mereceu o cartão amarelo; para a torcida Coxa, lance merecedor de uma sonora vaia que ecoou pelo Couto Pereira.
Aquela vaia no lance em Rafael não seria a única vaia ouvida na partida. Em outro lance na grande área, nítido empurrão do zagueiro carioca em Tuta, que não pode alcançar a bola em clara chance de gol. O pênalti foi claro, apesar da lei do futebol não ter sido seguida.
Ao final da partida o trio de arbitragem segue do círculo central em direção ao túnel dos vestiários dos árbitros. A torcida não perdou ou voltou a apupar o trio paulista que veio a Curitiba para fazer um fraco desempenho.
Pela remuneração cobrada pelas arbitragens, o futebol merecia coisa melhor.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)