
EDITORIAL
Se a Federação Paranaense de Futebol almejava melhorar o desempenho das médias de público e de renda neste Campeonato Paranaense.
Numa reportagem para o site FutebolPR, o Presidente da FPF, Onaireves Moura, estava otimista com as perspectivas quanto ao Paranaense 2005: "Estamos fazendo o campeonato mais organizados dos últimos anos e os clubes do interior prometem vir fortes. Isso vai tornar a disputa mais competitiva e atrair o público".
Entretanto, os resultados da primeira rodada parecem uma ducha de água fria num campeonato com real sucesso de renda e público. Na partida entre Malutrom x Paranavaí, apenas 104 torcedores pagaram ingresso, proporcionando uma renda bruta de R$ 800,00, um resultado financeiro digno de nota de como não fazer futebol profissional.
Coritiba x Eng. Beltrão (foto) foi a primeira partida do Cori na competição e o Coxa teve prejuízo. De uma renda de R$ 11.557,90, para um público pagante de 1.179 torcedores, restou ao Coritiba um prrejuízo de R$ 1.617,13 num Estádio do Pinheirão sem as ideias condições para acomodar com segurança e conforto aos torcedores.
Boa parte das cadeiras cobertas, estavam cobertas é d'água da chuva, uma vez que a cobertura metálica do estádio não atende a toda extensão das cadeiras. As saídas de emergência não têm a comunicação visual desejada. Nas cadeiras superiores não haviam bares, apenas ambulantes vendendo cervejas e refrigerantes em latinhas de alumínio, algo temerário quando o assunto é segurança pública. Na separação da torcidas do Coritiba e do Paraná Clube, cordas e cinco policiais militares separando as duas torcidas, medida que deveria ser revista pelas autoridades responsáveis pela segurança pública.
No estádio da Federação, não existe uma iluminação adequada para os acessos às escadas e aos sanitários. Nas cadeiras superiores, "cabines" feitas com tapumes dão um toque todo especial, deixando estádio com ares de uma obra inacabada. A distância das cadeiras superiores até o gramado é imensa, dificultando a visão do jogo.
Fora do estádio o cenário também não é nada animador. Naquela partida do Coritiba, entre buracos, lama, poças d'água e muito mato, o torcedor encontra dificuldades para não se sujar. A fraca iluminação externa também dificulda a vida do torcedor que pretende entrar nas cadeiras superiores do Pinheirão, o setor mais nobre do estádio.
Se justamente o Coritiba, o "campeão histórico de público nos estaduais" como afirma a matéria publicada no último dia 14 pelo site FutebolPR, teve prejuízo, a perspectiva para os demais clubes não é nada otimista.
Durante as décadas de 70 e 80 o Campeonato Paranaense era um campeonato competitivo, com equipes muito fortes nas cidades de Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Equipes de cidades fortes e representativas, como Toledo e Cascavel também levavam bons públicos aos estádios locais e os campeonatos chegaram a terem médias superiores a 5 mil torcedores pagantes.
Mas durante os anos 90 e 2000 esta situação mudou e, entre outros motivos, a forma de disputa do campeonato esvaziou os estádios, em sua maioria precisando de diversas melhoras para poder acomodar com segurança e conforto os torcedores.
Resta agora esperar por dias melhores, com organização e competência fora dos gramados para que o torcedor volte aos estádios.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)