
EDITORIAL
No último domingo, o Coritiba enfrentou o forte calor em Maringá e o bem armado time do Roma, bem treinado por Itamar Besalmas (ex-jogador do Grêmio Maringá durante a década de 70). A vitória coritibana veio após um primeiro tempo complicado, no qual o time adversário fez uma pressão ofensiva no Cori. A trave, a má pontaria dos atacantes do Roma e o goleiro Fernando salvaram o Coxa na primeira etapa. Vale o destaque ao melhor rendimento do goleiro do Coritiba, que contra o Roma defendeu uma penalidade máxima cobrada por Tainha no primeiro tempo. Este é o segundo penal defendido pelo arqueiro do Verdão no Paranaense 2005. A imagem da Catedral de Maringá parecia iluminar os jogadores do Coritiba na partida.
É nítida a melhoria no desempenho do goleiro Fernando, que tem saído jogando com mais quantidade e tem feito ótimas defesas debaixo das traves. A saída da área do goleiro Coxa-Branca também melhorou, possivelmente fruto de um melhor trabalho pelo preparador de goleiros, o Pardal.
Na primeira etapa, o time de Apucarana jogou com cinco atletas no meio de campo, destaques para Tainha e Caetano, que articularam muitas oportunidades claras de gol. Aí entrou em campo a sorte para o Alviverde, que não levou o gol e acabou abrindo o marcador com Marciano, quando o time do Roma estava melhor em campo.
Mesmo inferiorizado no placar, o time adversário procurou o ataque e não marcou seu gol de empate por pouco, carimbando a trave do Cori, depois de uma jogada bem articulada pelo lado do campo. O time do Roma apresentou um futebol bastante forte na marcação, de bom domínio de bola e de boa mobilidade ofensiva. É um time bem treinado, que pode chegar entre os 4 melhores do grupo A.
Nota-se uma dificuldade tática na defesa do Cori, mesmo sendo ela a melhor da competição. Nascimento parece estar ainda deslocado na posição de volante. O capitão do Cori tem atuado mais à frente da dupla Miranda e Alexandre. Esta colocação em campo parece estar dificultando o rendimento de Reginaldo Nascimento, atleta de destacada regularidade depois de sete anos de Alto da Glória.
Em algumas oportunidades, ao sair para o primeiro combate, Nascimento tem sido superado pelos jogadores adversários, que por ali criam boas chances de marcar contra a meta defendida por Fernando. Quem sabe uma revisão no conceito tático pensado por Lopes, com Nascimento voltando mais para o interior da grande área possa melhorar o desempenho do atleta.
Vendo que o Cori perdeu o meio de campo na etapa inicial, o treinador do Verdão mudou seu esquema tático colocando mais um volante de marcação, Márcio Egídio, que ficou encarregado de ficar mais à frente da dupla de zagueiros, liberando mais o capitão Reginaldo Nascimento para a função de segundo zagueiro.
A mexida do treinador do Coritiba surtiu efeito: ao mesmo tempo que Egídio parava Caetano, um dos destaques do Roma, Nascimento pode jogar com uma maior liberdade, ajudando Capixaba e Jackson no meio de campo. Com a subida de Nascimento, Ricardinho melhorou seu desempenho na etapa complementar, sendo que em alguns lances atuou como meia esquerda.
Na segunda etapa o Cori dominou o jogo, perdeu diversas boas chances de marcar, até que Marciano resolveu a partida, ao assinalar o segundo gol do Coxa quando eram passados 11 minutos do tempo final.
Melhor postado em campo, o Verdão ampliou o domínio, tocou a bola como quis, seja com Ricardinho ou Rafinha, seja com Jackson ou Capixaba. O atacante Luiz Carlos teve boa mobilidade em campo, puxou a marcação, o que possibilitou mais espaços para o rápido Marciano procurar o gol.
Na segunda etapa, Lopes colocou Rubens Jr no lugar de Ricardinho e de Alan, no lugar de Miranda, poupado depois de sofrer uma forte dividida com o atacante do Roma. Esta foi a estréia destes dois atletas do Coritiba em jogos pelo Paranaense 2005. Rubens Jr teve uma atuação sem muito destaque, ainda desentrosado. Apesar de modesta, a atuação do lateral esquerdo foi caracterizada na busca das jogadas individuais pela esquerda.
Depois dos 30 minutos da segunda etapa, ambos os times procuraram cadenciar mais as jogadas. O Coxa parecia poupar-se para mais uma partida em um curto espaço de tempo (na quarta, o Cori viaja até Pernambuco, onde enfrentará o Náutico pela Copa do Brasil).
Lopes orientou seu time para jogar mais pelo lado direito do ataque coritibano, já que o volante Kulman havia recebido o cartão amarelo. Apesar de Rafinha ter ido buscar o jogo, o Cori não conseguiu fazer o terceiro gol.
Com mais uma vitória, o Coritiba alcança novamente a liderança isolada do Campeonato Paranaense e a classificação antecipada para a próxima fase. Se por um lado, o Cori voltou a repetir alguns erros de marcação, o que já ocorreu em outras partidas, a vitória merecida comprova em números que o Coritiba continua procurando as vantagens para os jogos finais. E o que importa, no fim das contas, é a vitória, prova de competênca. É ela quem conta a história do futebol.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)