
EDITORIAL
Um show inesquecível, contagiante, indescritível foi oferecido aos olhos e ouvidos de quase 16 mil torcedores presentes no Estádio do Pinheirão e de centenas de milhares de paranaenses que acompanharam ao clássico AtleTiba pelas imagens da RPC ou pelas transmissões de diversas rádios.
A torcida coritibana que foi ao estádio da Federação realmente agiu como verdadeiros Coxas-Brancas de coração: desde o início do jogo, uma grande festa com sky paper, bexigas verdes ou brancas, fumaça verde e branca, dois bandeirões gigantes da Torcida Império Alviverde, que desde 2001 tornou-se uma torcida organizada que realmente orgulha o nome do Coritiba.
Durante o primeiro tempo do clássico, que terminou num empate sem gols, os torcedores do Coritiba tiveram uma grande participação, cantando e apoiando os jogadores do Verdão. Mas foi a partir dos 20 minutos do segundo tempo que a massa Coxa mudou a história da partida.
Até então o jogo caminhava para o empate, com ambos os times demonstrando muita disposição e vontade no gramado.
Foi então que a bateria da Império começou a cadenciar o ritmo da música, fixando-se no tradicional grito de Cooxxaaaaaa!!! Cooxxaaaaa!!.
O ritmo do grito da torcida coritibana, que era ditado pelas palmas e pela bateria da Império, contagiou a todos os torcedores do Coritiba presentes ao Pinheirão. Arquibancadas, cadeiras superiores e camarotes tornaram-se um mar nas cores verde e branca, com o grito de Cooxxaaaaaa!!! Cooxxaaaaa!! em uníssono, ecoando até nas transmissões das rádios e das emissoras de TV que acompanhavam o clássico.
Dos 20 aos 48 minutos do segundo tempo a torcida Coxa cantou sem parar, empurrando o time Verde rumo à vitória, calando os torcedores do adversário, pressionando os jogadores do rival.
A visão incrível da torcida Coxa, agitando suas camisas ou seus braços motivou o time em campo, que dominava a partida e criava as principais chances. Só faltava o gol, e a torcida sabia disto.
Incansável, os torcedores do Alviverde não paravam de gritar Cooxxaaaaaa!!! Cooxxaaaaa!! em uníssono. A sinergia entre torcida e time coritibano deu resultado. Aos 30 minutos da etapa final, Nunes faz grande jogada pela esquerda e cruza rasteiro para o prata-da-casa e Seleção, Rafinha, marcar o gol da vitória Coxa-Branca, o gol que explodiu de felicidade a maior torcida do Paraná.
O emocionante comportamento da torcida Coxa fez o tarimbado treinador Antônio Lopes ficar contagiado. Ao final da partida, Lopes, com quase 100 títulos no currículo de quem já foi Pentacampeão mundial de futebol, declarou às rádios: "O que a torcida fez hoje foi sacanagem. Ela fez festa do começo ao fim. Cheguei até a me arrepiar" comentou o treinador coritibano, que concluiu dizendo: “Foi incrível a forma como a torcida apoiou o time”.
Quem viveu este momento mágico da torcida Coxa pode se orgulhar de torcer por um time como o Coritiba, um time cujas conquistas nunca são fáceis. Independente da conquista ou não do Tricampeonato, o troféu do time do povo e time da raça já tem um dono: o Coritiba é claro!
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)