
EDITORIAL
Após o fim do AtleTiba da "Paz" (sic), cenas dantescas, um verdadeiro acinte à civilidade: integrantes da Polícia Militar do Estado do Paraná agrediram brutalmente torcedores do Coritiba, repetindo a ação irresponsável, covarde e desumana que aconteceu em 2003, após o Coritiba ter sido Campeão Paranaense Invicto.
Cenas de horror contra crianças, jovens, mulheres e idosos é um sinônimo do despreparo na organização de grandes eventos, maculando a imagem de uma instituição tão séria e importante para nós paranaenses como é o caso da Polícia Militar do Estado do Paraná.
Este estado de coisas, onde as medidas de proteção e solução pacífica transforma-se em agressões generalizadas começa a tomar contornos de um descontrole total, uma prova de despreparo e falta de sintonia extrema com os interesses da população.
A esperança dos torcedores do Coritiba é de que as autoridades identifiquem os policiais agressores e tomem as medidas cabíveis. Afinal, a segurança é uma obrigação constitucional que o estado deve prestar aos cidadãos. E como viver num clima de terror institucionalizado?
Cavalos, cacetetes, balas de borracha atirados contra o povo. Todos são culpados perante a lei, senhores? Até quando esperar por uma gestão pública que efetivamente atenda os interesses da população, acabe com as injustiças e resolva o problema em vez de criar outros?
Se por um as agressões corporias não deixaram vítimas fatais, mas o risco ainda permanece vivo, acomodado em baixo do tapete, hibernando.
A solução do problema gravíssimo da violência passa por um profundo processo de discussão, análise e informação, além da participação de vários segmentos da sociedade. Acreditamos que estamos fazendo a nossa parte em tal processo.
A equipe do site Coxan@utas fica à disposição das autoridades para discutir o problema e tentar identificar soluções.
Abaixo transcrevemos a mensagem encaminhada por uma mãe de família, casada, dois filhos, torcedora do Coritiba, que relata momentos de terror causado pelo despreparo em tratar eventos com grande público.
Por motivos de segurança não citaremos o nome e o endereço eletrônico, os quais estão à disposição das autoridades, bastando para tal entrarem em contato com os administradores do site enviando uma mensagem para o endereço eletrônico coxanautas@coritiba.com.
(...)
"Tive o desprazer de presenciar outras cenas. Eu e meu marido vamos aos jogos do Coritiba e sempre levamos nosso filho E. de 5 anos e a I. de 5 meses, no tanto, por ser um clássico optamos por deixá-los em casa nesse dia 29 de agosto. (Graças a Deus!).
Na entrada do jogo já percebemos a euforia da torcida. Faltavam apenas 8 minutos para iniciar a partida e vários torcedores estavam ainda para fora do estádio, o que gerou tumulto e empurra-empurra.
Dentro do estádio PMs provocavam a torcida alviverde satirizando o resultado do jogo e chamando-os para a briga. Detalhe: dentro do estádio não houve casos de agressão entre as torcidas.
Ao sair do Couto íamos tranqüilos para casa, afinal de contas caso houvesse confusão entre as torcidas ainda poderíamos contar com a proteção da Polícia Militar. QUE ILUSÃO.
As torcidas saíram cada uma para o seu lado, evitando conflitos, porém os agitadores eram outros. Ao entrar em um bar na frente do Couto observamos a PM soltando os cavalos em cima da torcida Coxa-Branca. Muitos entraram para dentro da sede da Império. O dono do bar em que estávamos fechou as portas para poupar mulheres e crianças que ali estavam.
Tamanha foi a falta de respeito da Polícia Militar do PR que ficaram na porta da sede da Império como quem quisesse invadir, e cada torcedor que por ali saia "com as mãos na cabeça" passava por um corredor de PM onde era agredido.
De dentro do barzinho pudemos observar torcedores ADOLESCENTES (de menor) implorando para a PM parar de bater.
Ao terminarem de descarregar suas frustrações pessoais e profissionais a Polícia Militar retirou a cavalaria deixando apenas um rastro de sangue e torcedores com lesões corporais que mais pareciam CHIBATADAS dos tempos da escrevidão.
Até quando isso ocorrerá? As guerras entre torcidas acabam e aqueles que deveriam SERVIR E PROTEGER apenas oprimem e agridem, espalhando o verdadeiro PAVOR nos estádios e fora deles".
Serviço
Parafraseando o site do Governo do Paraná, "Cidadão: exercite sua cidadania. Somente através da ação e colaboração de cada cidadão, o governo poderá realizar as modificações e aperfeiçoamentos na administração pública. Envie sugestões, críticas, denúncias, reclamações, elogios ou comentários".
Fale com o Governador
clicando aqui.
Fale com o Ouvidor do Estado
clicando aqui.
Ouvidoria da Polícia
Disque Ouvidoria: 0800-41-0090 / 200-1717
Atendimento: Pessoal 2ª a 6ª feira
manhã: das 8h30 às 12h
tarde: das 14h às 18h
Entre em contato com a Ouvidoria da Polícia clicando aqui.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)