
EDITORIAL
Em 1999, na sexta-feira da semana decisiva do Campeonato Paranaense de futebol, o elenco do Coritiba recebeu uma mensagem eletrônica enviada pela Torcida Império Alviverde pedindo a eles que fizessem o máximo pela vitória e pela conquista daquele título tão esperado, quanto merecido.
Na mensagem, alguns trechos da história Os 300 de Esparta, de Frank Miller e Lynn Varley:
“Corações cantando em uníssono... Nós atacamos.
Ombro a ombro...
Olhos fixos...
Unidos... Mesclados... Uma única criatura... indivisível, impenetrável, imbatível.
A ordem é dada.
Toca-se a flauta da batalha.
Rumo à vitória...
Nós marchamos.”
Na mensagem, a diretoria da Império pedia aos jogadores do Coritiba que nunca desistissem de acreditar na conquista do título, um título muito aguardado pelos nossos torcedores.
Incansável, aquele time Coxa de 1999 entrou para a história por ser um dos mais valentes e dedicados times do Coritiba. Um empate heróico, conquistado no final do jogo, coloriu a cidade de Curitiba com o verde e com o branco, numa alegria inenarrável, inesquecível, incomparável.
"Os 300 de Esparta conta a história da guerra greco-persa ocorrida em 480 A.C. Narra a lendária Batalha das Termópilas, na qual o rei de Esparta, Leônidas, liderou 300 soldados contra a invasão do bem mais numeroso exército persa à Grécia. O sacrifício desses homens, segundo reza a lenda, inspirou os gregos a se unirem contra os persas. O episódio é tido como a origem da democracia." É uma história sobre a Honra, o Dever, a Glória, o Combate e a Vitória, assim como será o AtleTiba de domingo.
A história se repete pelas palavras do goleiro Fernando: "Um Coxa vai precisar gritar por quatro deles. A torcida precisa se manter mobilizada para anular a deles". Fernando, assim como os jogadores do elenco do Coritiba querem que e história se repita.
Poucos dias atrás, mais de 14 mil torcedores do Coritiba fizeram parte do maior espetáculo de todos os tempos que uma torcida já realizou nos estádios paranaenses, cantando ininterruptamente por mais de 30 minutos, encantando aos presentes, empolgando o time Coxa. Em uníssono, mais de 14 mil torcedores do Coritiba cantaram sem parar o seu amor pelo Coxa.
A mobilização da torcida coritibana mudou a ordem dos fatos, fazendo com que o Coritiba chegasse ao gol da vitória na base da raça.
Para alguns, as desculpas mesquinhas de sempre. Em maior número era natural que a torcida Coxa calasse a outra torcida... e besteiras do tipo foram ditas. Doce lembrança, 19 de abril de 2004, há quase um ano. Naquele outro AtleTiba, na Baixada, 2.500 torcedores do Coritiba cantaram sem parar seu amor pelo Coxa durante meia hora. Dois mil e quinhentos torcedores Coxas calaram 17.500 torcedores rivais.
A história se repete. A mobilização da torcida coritibana naquele jogo também mudou a ordem dos fatos, fazendo com que o Coritiba chegasse ao gol do empate na base da raça, contra tudo e contra todos, conquistando o título num jogo inesquecível para todos os torcedores do Coritiba.
Você torcedor Coxa, que será um dos 1.900 privilegiados em poder ver seu time do coração decidir o título de 2005 tem uma enorme responsabilidade, a de representar centenas de milhares de torcedores do Verdão. Cante sem parar seu amor pelo Coritiba, fazendo ecoar no paredão o grito que nunca pára: Coxa eu te amo! Coxa eu te amo!"
Serão 1.900 vozes representando um milhão delas, inclusive uma voz que não está mais aqui, a voz do torcedor Coxa Enzo Bonetto, falecido no último domingo, vítima da emoção que só o Coritiba é capaz de fazer.
Que o Tricampeonato Paranaense seja um prêmio para esta gigantesca torcida que tanto ama um time de futebol, o Coritiba.
Torcedor Coxa: mobilize seus amigos e seus parentes coritibanos para a conquista do Tri. Envie mensagens de otimismo, fé e amor pelo Coritiba para eles. Vamos fazer uma corrente de união, de fé e de amor em prol do Coxa!
”O Coritiba somos nós!”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)