
NOVELA
Em declarações à imprensa na tarde de terça-feira, 1º, no CT da Graciosa, o diretor de futebol do Coritiba João Carlos Vialle não escapou das perguntas sobre o arrastado caso do meia-atacante Marcelinho Paraíba (foto), que tem contrato com o Coritiba até o final deste ano, mas com uma cláusula que o permite sair em caso de proposta do exterior.
Com a janela europeia encerrada, mas persistindo a asiática e árabe até o dia 17, a "novela" segue rendendo no Alto da Glória e, tanto o dirigente quanto os empresários do atleta afirmam que a definição surgirá apenas nesta quinta-feira, 3.
Vialle, inclusive, disse que ficou sabendo do prazo colocado pelo empresário Joseph Lee através dos jornais, já que a reunião em São Paulo foi realizada entre o agente e o presidente do clube. "Essas conversas são feitas através dos empresários. Nessa reunião, pelas notícias dos jornais, o empresário, por causa de contatos que tinha, pediu 48 horas (a partir de ontem), ou seja quinta-feira, para dar a palavra definitiva", comentou.
Perguntado se Marcelinho tinha conversado com ele a respeito da situação, Vialle diz que o jogador parece cansado com os questionamentos, o que se pode ver no treinamento, no qual o atleta esteve relativamente dispersivo. "A mim parece que o Marcelinho está um pouco cansado da especulação e das perguntas. Pelo que senti dele ele está meio chateado com, toda hora, (perguntas como) 'o Marcelinho fica ou não fica'. Então o empresário é que dará essa resposta, a conversa tem que ser com o empresário, e acho que na quinta-feira definitivamente poremos uma pedra em cima disso", declarou, esperando que a resposta à torcida seja a permanência do jogador.
Alheio às dúvidas da imprensa e da torcida, Marcelinho deixou o treino no fim da tarde de terça sem falar com os repórteres, que aguardavam sua palavra sobre o caso. Como demonstrou o discurso do diretor de futebol Coxa, apenas o empresário deverá falar pelo atleta, que mantém-se em silêncio, para angústia do torcedor alviverde.
R$ 1 milhão de luvas, com metade pago adiantado
A permanência de Marcelinho é tida como prioridade no Coxa, mas pode acabar custando muito dinheiro para o clube. Pelo menos é o que consta de uma matéria assinada pelo jornalista Márcio Reinecken nesta quarta-feira, 2, dando conta que o Coritiba pagaria R$ 1 milhão de "luvas" (valor pago como incentivo para assinatura de contrato) para contar com o jogador.
A reportagem destaca que "cerca de R$ 500 mil" já foram pagos adiantadamente, referentes à metade de um valor acertado verbalmente para a extensão do vínculo até julho do ano que vem. O acerto, segundo o repórter, teria sido feito ainda quando o futebol era dirigido por Homero Halila, mas sempre sob a condução do coordenador de futebol Felipe Ximenes.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)