
REVELAÇÕES
Após o Coritiba garantir a classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil, em que enfrentará a Ponte Preta, o Diretor de Futebol Homero Halila (foto) falou à imprensa sobre as situações contratuais de três jogadores formados na base Alviverde. Marlos, Rodrigo Mancha e Leandro Silva têm vínculos com o Coritiba se encerrando muito em breve e o clube ainda não sabe quais serão os desdobramentos.
Caso eles sejam escalados no sábado, na partida contra o Palmeiras/SP na estreia do Coxa pelo Campeonato Brasileiro, ficarão impedidos de atuar por outra equipe no restante da competição, graças ao Regulamento Geral das Competições da CBF de 2009.
Sobre o meia Marlos, que hoje novamente entrou no decorrer da partida, Homero não foi conclusivo, mas pareceu resignado com a possibilidade de um acerto com o atleta. "Quanto ao Marlos fizemos propostas desde que estou aqui, até mesmo dirigentes anteriores. Não conseguimos fazer a renovação pela falta de interesse do jogador e/ou de seu empresário. Chegamos a fazer uma proposta além das nossas possibilidades, mas não conseguimos sensibilizar", lamentou.
Já o caso de Rodrigo Mancha é ainda mais complicado, e Homero fez revelações de detalhes sobre as negociações. O atleta já tem um pré-contrato com o Santos, que tem exigido sua apresentação após o fim do seu contrato, mesmo que para isso o jogador não possa atuar pela equipe no Campeonato Brasileiro. O dirigente coritibano prega uma solução de consenso. "Fizemos dois contatos com o Santos e estamos tentando negociar. Nossa intenção é que o atleta fique, mas estamos conversando para ver o que é possível", ponderou Halila.
O diretor também fez um breve histórico da negociação com os procuradores do defensor, bem como as idas e vindas na hora de assinar a renovação. "A negociação do Mancha iniciou por volta de setembro, quando ele tinha outro procurador. Chegamos nos valores naquela época e só faltava decidir o parcelamento do valor de direito de imagem. Quando faltava apenas a assinatura, ele mudou de procurador e os valores também. Renegociamos e acertamos os valores, mas veio pela terceira vez o pedido de aumento. Nesse meio tempo, os empresários do atleta o ofereceram a outros clubes. Isso gerou um desgaste, a condução da negociação não foi feita de forma correta e isso causou uma dificuldade na relação, tentaram empresariar outros jogadores do Coritiba e foi um momento dificil. Chegaram a afirmar que, se a gente chegasse a 80% do valor que o Santos ofereceu, ele ficaria aqui. Então oferecemos este valor e mesmo assim assinaram o pré-contrato com o Santos", revelou.
Por último, Homero Halila explicou a situação do zagueiro Leandro Silva, que entrou como titular da equipe principal do Coritiba contra o CSA/AL. Apesar de praticamente não ter jogado no time de cima, o zagueiro ganhou destaque por ser mais um dos defensores formados pela fábrica do Coxa, que nos últimos anos revelou jogadores como Miranda, Adriano, Rafinha, Henrique e Felipe, além de convocações para as seleções de base do Brasil. "O Leandro é o único jogador da base que não teve seu contrato ampliado. Ele trocou de procurador, tivemos dificuldade, fizemos negociação com um advogado e acertamos os valores, só faltava a assinatura do contrato. Isso se estendeu e demos um ultimato, foi colocado isso claramente a ele. Decidimos colocá-lo no jogo hoje para que, além da necessidade, a comissão pudesse avaliar a atuação do jogador pra ver se seria uma utilização vantajosa ou não para o Clube", garantiu.
Quando questionado pelo repórter Kako Mazanek, da Rádio Transamérica, sobre um possível interesse do São Paulo no novo ídolo da torcida Alviverde, Marcelinho Paraíba, o diretor garantiu desconhecer o assunto.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)