
Máquina do tempo
Ao longo da história, o Coritiba atuou em quatro partidas oficiais na cidade de Pelotas. Em todas elas saiu vencedor. Três dessas vitórias foram contra o Grêmio Esportivo Brasil, mais conhecido como Brasil de Pelotas, primeiro campeão gaúcho da história e semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1985, ocasião em que foi eliminado pelo Bangu nas semifinais; depois de realizar a proeza de se classificar para a referida fase ao conquistar a única vaga disponível, num grupo com adversários como Flamengo, Bahia e Ceará.
O verdão do Alto da Glória também venceu o Esporte Clube Pelotas em terras gaúchas, pelo placar de 3x2 em partida da Copa Sul Minas de 2002.
Embora com aproveitamento de 100% contra equipes de Pelotas atuando em seus domínios, o Coritiba nunca teve vida fácil, o que se verifica pelos placares que predominantemente foram vitórias magras por apenas um gol de diferença.
Brasil 0 x 1 Coritiba (Campeonato Brasileiro 1979)
Pelotas 2 x 3 Coritiba (Copa Sul Minas de 2002)
Brasil 0 x 1 Coritiba (Campeonato Brasileiro Série B 2018)
Brasil 0 x 2 Coritiba (Campeonato Brasileiro Série B 2019)
Das partidas contra o Brasil de Pelotas, destaca-se o segundo encontro oficial entre as equipes. O primeiro no Rio Grande do Sul. No dia 07 de novembro de 1979, no Estádio Bento Freitas, com vitória do verdão por 1x0. Naquele jogo, o Coritiba iniciou com Mazaropi, Serginho, Duílio, Eduardo, Dionísio, Almir, Toninho Moura, Freitas, Chico Paulino, Luiz Freire e Aladim. Santos entrou no decorrer da partida. O único tento da partida foi marcado por Freitas. O confronto ocorreu na primeira rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1979, após uma participação muito ruim do glorioso alviverde na primeira fase. O histórico técnico Tim, campeão do Torneio do Povo em 1973, deixou a equipe após a classificação para a fase seguinte.
Para a estreia na segunda fase, contamos com um técnico interino muito especial. Tratava-se do eterno ídolo Dirceu Krüger, que atuaria pela primeira vez como comandante da equipe, o que se repetiu por outras 183 vezes entre participações como interino ou efetivo, até a vitória por 1x0 no Couto contra o Apucarana pela última rodada do Campeonato Paranaense de 1997. Marca que faz desse ícone da nossa história o segundo nome que mais dirigiu a equipe nos mais de 111 anos de existência do glorioso alviverde. A partir da segunda rodada da segunda fase da competição, Borba Filho assumiu o comando da equipe.
Também foi marcante a participação da equipe nessa edição do Campeonato Brasileiro, quando pela primeira vez chegamos à fase semifinal, terminando a competição na terceira colocação. A eliminação ocorreu após uma partida com lances bastante polêmicos que favoreceram o Vasco no jogo do Maracanã.
Curiosamente, o Internacional foi campeão invicto da competição sob o comando de Ênio Andrade, que no primeiro semestre havia conquistado o bicampeonato paranaense pelo Coxa em confronto contra o Colorado Esporte Clube, uma das equipes que deu origem ao Paraná Clube. Uma vitória por 2x0 na qual o Coritiba atuou com um jogador a menos desde o início da partida, diante de um público de 53.571 pessoas. Marcaram para o Coritiba, Duílio e Luiz Freire. Ênio viria ainda ser campeão brasileiro por Grêmio (1981) e Coritiba (1985), sagrando-se tricampeão por três agremiações diferentes da Região Sul do país.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)