
Frases que marcam
Por: Jorge Junior
Em tempos do politicamente correto, do mimimi por qualquer situação, de ânimos exaltados, nenhuma paciência e nem tanto respeito para com o próximo; são poucas as situações que atiçam a rivalidade, que promovem o jogo de forma sadia, que agigantam as rivalidades. Não se prega aqui, de forma alguma qualquer fomento à violência, como o lamentável e quase trágico evento ocorrido esta semana no Rio Grande do Sul, com a atitude criminosa de um jogador chutando a nuca de um juiz caído no gramado. O COXAnautas sempre preza pelo respeito acima de tudo, o fairplay, a tirada de sarro momentânea, mas jamais corroborando qualquer atitude que descambe para a violência.
No passado, e na última semana, como você vai ler no final deste texto, algumas frases entraram para a história Coxa-branca. Começando com o próprio apelido do time.
Em um Atletiba no ano 1941, em plena 2ª guerra, o zagueiro do Coritiba Hans Breyer vinha sendo de forma insistente chamado de “quinta coluna” por um torcedor do time rival, percebendo que o defensor não se irritava, o grito a seguir foi “Coxa-branca, coxa-branca”, em alusão à cor da pele do jogador. Nascia ali o nome pelo qual todos nós somos conhecidos Brasil afora.
Em 2013, ano da quarta conquista consecutiva do Coritiba em cima do time da baixada, o zagueiro Escudero saiu-se com a mitológica “fodace porco”. Em 2019, depois de uma grande confusão motivada por uma ação do rival chamada “Torcida Humana”, que não previa um setor específico para a torcida visitante, o Coritiba venceu o rival na casa deste, e trazia estampado nas costas da camisa a frase “Torcida Humana: ideia Pathetica”. Tal ação levou o rubro-negro a mover um processo contra o Verdão.
Outra frase a ficar para a história foi dita no jogo contra o Confiança, em 29 de junho, na qual, em um lance pelo lado esquerdo do campo, o meia Robinho preparava-se para cruzar a bola, quando ouviu-se “Calma que é destro, ele é destro, Marcelo”. O meia ajeitou a bola e cruzou de esquerda, Waguininho sobe e marca de cabeça o gol da vitória. Nesse momento o lateral Romário saiu-se com a pérola “Ele é destro, mas é canhoto também!”
Para finalizar, e cumprir a promessa feita no segundo parágrafo, a mais recente foi uma confissão do dono daquele outro time, daquele senhor que já disse que os netos não aguentavam mais perder para o Coritiba. Em entrevista na semana passada ele disse o que de mais verdadeiro existe, e não sou eu Coxa-branca que estou dizendo e sim a mais emblemática figura do time tetra-vice paranaense. Petraglia disse “Sobre o Coritiba, sempre foi o maior clube do estado, sempre foi o melhor, sempre foi o campeoníssimo, o primeiro campeão nacional do estado, foi o que mais ganhou títulos estaduais, entende? Então sempre foi nosso grande adversário.... Dessa vez a torcida alviverde tem que concordar. Não vamos dar asas a nenhum tipo de contestação. Aliás, tem um energético cuja frase é “...te dá asas”, e, ao que parece, é um campeão de vendas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)