
FISIOLOGIA
Durante uma semana, os jogadores que participarão da Copa do Mundo passaram por um conjunto de exames que avaliam tanto a condição clínica quanto de performance. Os exames cardiológicos são uma exigência da FIFA. Já os exames para avaliar o desempenho determinam o estado atual de cada atleta, seu grau de fadiga, virtudes e carências fisiológicas.
Mas em que condições encontram-se os atletas brasileiros? Numa avaliação preliminar feita pelo médico fisiologista Rodrigo Camargo, a fadiga é predominante. "Todos os atletas estão em fim de temporada. Todavia, em função das lesões que alguns deles tiveram, e dos diferentes métodos de treinamento nos diversos clubes, encontram-se em diferentes níveis físicos, predominando a fadiga acumulada ao longo da temporada", diz o doutor Rodrigo, especialista em Medicina Esportiva. Ele acredita que o objetivo da comissão técnica, neste momento, é homogeneizar o grupo, dosando o treinamento com treinos, repouso, alimentação e suplementação alimentar, minimizando os déficits e mantendo as qualidades.
Com a experiência de quem já atuou no exterior, em times de futebol como o Al Ittihad, da Arábia Saudita, o doutor Rodrigo Camargo comenta que existe muita diferença no preparo físico daqueles que atuam fora e dentro do Brasil. E cita exemplos no caso da Seleção Brasileira. "Apesar de termos apenas três atletas nessa condição, o Ricardinho, o Rogério Ceni e agora o Mineiro, estes casos devem ser considerados, em função da eventualidade de eles serem utilizados durante a competição", diz ele.
Sobre o corte do jogador Edmilson, o médico fisiologista disse que trata-se de uma lesão muitas vezes silenciosa, mas que quando se torna sintomática, dificulta enormemente a performance atlética, sobretudo quando vem associada a derrame articular, como era o caso do Edmilson, conforme descrito pelo médico da seleção, Dr. Runco.
Na hora do rendimento, a diferença também é acentuada. "Os jogadores que atuam na Europa, por exemplo, e que estão vindo de um final de temporada, estão mais propícios a ter contusões por fadiga muscular, em função da sobrecarga de jogos." O médico fisiologista, que também já atuou em times do Estado e atende hoje principalmente atletas, avalia que o período e o tipo de treinamento adotado devem focar nas virtudes conquistadas, poupando os jogadores de eventuais lesões. "A tônica, no início, deve ser o fortalecimento muscular, com ênfase nos nos trabalhos de flexibilidade", conclui .
Fonte: ACE News
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)