
Análise de quem entende
Salve, galera Coxa-Branca! No começo desta noite de domingo, a única coisa que eu pude aproveitar foi o veranico, um calorzinho antes da friaca que vai chegar essa semana. Noite boa para jogar futebol, mas não foi bem isso que o Coritiba apresentou em Ponta Grossa.
Para falar a verdade, não era do fantasma dos Campos Gerais que eu tinha medo. Medo mesmo eu tinha era de um atacante que não faz gol ser colocado em campo outra vez, no segundo tempo, vocês sabem de quem eu tô falando. Quando a partida começou, já estava pressentindo que algo não ia correr muito bem. Não tinha como dar certo, foram muitas as mexidas do professor no time. Sem falar que o auxiliar dele também não parece ser dos mais experientes e mais uma vez sob seu comando o time não foi bem. Foi um primeiro tempo de dar medo, ah foi.
A defesa não conseguia sair jogando, foram duas entregadas que me deixaram de cabelo em pé; no meio, os volantes não achavam os jogadores do Operário e no ataque somente uma vez o Coxa chegou com perigo numa cabeçada de Waguininho, que, no final do segundo tempo, tropeçou na bola e saiu catando cavaco, cena lamentável.
Na segunda etapa parecia que tinha como virar a partida. Depois que expulsaram um jogador deles, o Coritiba foi pra cima, mas não chegou a me empolgar. Somente o Ibra das Araucárias num arremate de cabeça na pequena área me fez levantar do sofá pra soltar um palavrão por não ter saído o gol. O jogo foi danado, o time deles parece que jogava a vida, o treinador foi expulso por agarrar João Vítor, o piá do Couto, que foi bem quando entrou.
Mais uma semana de trabalho. Sexta-feira é o líder do campeonato até aqui. Eu estou me sentindo meio estranho, por um lado tô de cara com as últimas apresentações; mas por outro estou otimista por, mesmo com todos os tropeços que tivemos, ainda estarmos entre os quatro melhores. Agora, uma coisa é certa; é bom todo mundo abrir o olho, não sair do G4. Se sairmos da turma da dianteira, é bem possível que nosso inverno seja muito mais longo.
Vamos às notas:
Wilson – 5,0 – Não teve culpa no gol, que, na minha opinião estava impedido. Mas não posso deixar de lembrar que virou a cara pra bola na hora do chute. Nem tiro de meta bateu.
Val – 6,0 – Quebrou o galho na lateral e não comprometeu. Numa ajeitada de bola de Robinho bateu forte e quase empatou no segundo tempo.
Henrique – 5,5 – Segundo o bandeira, esqueceu de puxar a perna e deu condições para o atacante sair na cara do Wilson pra fazer o gol. Foi o único jogador que encarou os jogadores do Operário.
Luciano Castán – 5,5 – Não comprometeu, ainda teve tempo de se apresentar algumas vezes como surpresa no ataque, já que os volantes não chegaram nem perto da área adversária.
Biro – 5,0 – Não foi uma maravilha, mas não comprometeu. Alguém precisa avisar pra ele que lateral cruza a bola e pode avançar ao ataque.
Jhony Douglas – 3,0 – Entrou para fazer o quê? Até agora não sei. Não defendeu, nem atacou.
Matheus Sales – 3,0 – Só não copio a análise o Jhony Douglas por respeito a vocês. Mas é a mesma.
Valdeci – 4,0 – E eu tinha uma esperança que ele pudesse ser mais do que mostrou até agora. Ganha oportunidades, mas não se firma.
Rafinha – 3,0 – É ídolo da torcida e ele gosta muito do time. Por isso não deveria ter saído bicudo nem tão devagar do campo ao ser substituído. Faz tempo que não vem jogando bem.
Léo Gamalho – 5,0 – Deu uma cabeçada e quase empatou. E foi só. Se a bola não chega nele, a chance de sair gol diminui muito.
Waguininho – 3,0 – Fez somente um cruzamento e Leo Gamalho quase fez o gol. Corre pra lá, corre pra cá e não mete medo nas defesas adversárias.
Robinho – 6,0 – Procurou bastante o jogo, tem evoluído. Não pode ser banco neste time. Ainda vai ser muito mais importante pra equipe.
William Alves –1,0 – Pelo jeito Dalberto já tem um substituto. Devem ser da mesma escola e foi indicado pelo mesmo olheiro, o Steve Wonder.
Igor Paixão – 3,0 – Tá parecendo jogador de pebolim, a bola bate nele e ele cai. Tem que fazer reforço muscular pra jogar mais em pé, daí vai ser o “homem de lado” que procuramos.
João Vítor – 6,0 – Entrou fazendo uma correria pelo lado direito. Que tal quando pensar naqueles dois atacantes da mesma escola, o professor optar pelo menino?
Biel – Sem nota – Entrou só pra aparecer na transmissão da TV. Dali dois minutos acabou o jogo.
Júlio Sérgio – Oh cara chato, não para de gritar um minuto na beira do campo. Deve deixar os jogadores desnorteados com seus gritos histéricos e sua voz de gralha rouca. Não consigo ter confiança no professor. O desconto é que pegou o time no momento em que a equipe estava esfacelada.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)