
Análise de quem entende
Na sexta-feira passada até uma loira gelada me acompanhou na vitória contra os manezinhos. Hoje, sexta-feira, novamente em um horário de já estar me recolhendo por causa do cansaço da semana, um frio danado, minha gata dengosa do lado e o final vocês já sabem. Isso mesmo, nós dois assistindo ao jogo. Talvez fosse melhor o sono dos justos, mas nossa paixão pelo maior do Paraná falou mais forte. Não foi fácil. Eu ainda com a lembrança viva da boa vitória em Santa Catarina, mas o time não rendeu o mesmo. Até parece que o Coritiba não entrou em campo e os jogadores ficaram em Floripa curtindo as tentações da Ilha da Magia, de tão desligados que os caras estavam Um primeiro tempo amarrado sem grandes lances, uma chegada dos caras e gol.
Voltamos para o segundo tempo esperançosos pela segunda virada em uma semana. Não deu certo. Minha gata foi ficando meio triste e, na hora que Natanael errou um domínio e saiu chutando copinho d’água, ela meio que previu o que iria acontecer. Depois de quase três meses o Coritiba sofreu outra derrota em seu campo. A primeira pela Série B. Não era noite Coxa-branca. Mas a liderança ainda é nossa. E por enquanto só resta aos outros seguirem o líder. Na quarta-feira vamos até a terra do café jogar contra o tubarão. Também não entendi a analogia. Para eles, o jogo da vida, para nós, a chance de continuar mostrando quem manda no campeonato. E se continuar o friozinho até lá, um cafezinho será bem-vindo. Vamos às notas:
Wilson – 5,5 - Não teve culpa no gol dos caras, mas gosta tanto de ficar com a bola nas mãos que anda demorando demais para repor ela em alguns lances.
Natanael – 6,0 - O piazinho não estava no melhor dos seus dias ontem, estando até nervoso acima do normal, sobrando até pro copinho d´água, mas como sempre lutou muito. Estou até agora sem entender sua saída.
Henrique – 5,5 - Deu muito espaço para o cara do Botafogo cabecear. No mais a partida tranquila de sempre, tentando até algumas jogadas no ataque.
Luciano Castan – 5,5 - Não comprometeu, mas teve um pouco de dificuldade para marcar o tal do Chay.
Guilherme Biro – 3,0 - O piá deveria ter ficado em casa ontem, de tanto sono que estava. Não deve ter dormido bem durante a semana, e aí resolver dormir em campo. O gol dos caras saiu por uma desatenção sua.
William Farias – 4,0 - Tive a impressão de que estava jogando com as pernas amarradas ontem. Não foi bem na marcação e errou passes fáceis.
Val – 4,5 - Fez uma partida muito abaixo do que costuma render. Errou passes, não achou os meias do Botafogo e nem os seus potentes chutes a gol ele acertou. Seu melhor lance na partida foi matar um contra-ataque perigoso dos caras.
Robinho – 4,0 - O “Arturo” devia estar mais preocupado com o lançamento da última temporada de La Casa de Papel do que com o jogo contra os cariocas. Já faz algumas partidas que não vem bem. Tá na hora de voltar a jogar bola.
Waguininho – 4,0 - Até tentou fazer alguma coisa, mas foi outro que não estava em boa noite. Se na frente vinha apagado, quando passou a jogar de meio sumiu de vez.
Léo Gamalho – 4,0 Não fez absolutamente nada na partida. Deve ter dormido mal durante a semana também. De vez em quando acordava do cochilo e tentava correr, mas logo o sono batia novamente e ele voltava a dormir em campo. Nem o gramado molhado incomodava seu descanso.
Igor Paixão – 6,5 - O piazinho foi o melhor do time. Tentou jogadas individuais, deu os dois melhores chutes do time e não desistiu, correndo o tempo todo. Está evoluindo muito.
Igor – 3,0 - Alguém aí entendeu sua entrada? Talvez só o Patron mesmo, pois estou tentando entender até agora.
Rafinha – 3,0 - Mais uma vez não entrou em campo. Ops, quero dizer, entrou, mas não fez nada no tempo em que esteve no gramado.
Romário – sem nota - Outra alteração que só o Patron pode explicar. Pelo menos jogou tão pouco tempo que não conseguiu atrapalhar o time.
Guilherme Azevedo – sem nota Também jogou pouco tempo e não conseguiu fazer nada. To começando a achar que os gaúchos nos empurraram uma costela de terceira.
Gustavo Morínigo – 4,0 - A nota baixa vai pelas substituições. Ninguém entendeu o que ele quis colocando laterais quando o time precisava pelo menos empatar a partida. O Patron tem crédito, mas comete uns vacilos as vezes que vou te contar. É dureza.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)