
Análise de quem entende
Eu não esperava que o jogo contra o Leão da Barra fosse complicado, mesmo que a gente não tenha costume de ganhar muito deles lá em Salvador. Eles bem que tentaram rugir alto, mas não saiu nada muito além daquele barulho chato que os gatos fazem durante a noite nos muros das casas.
Meu plano era até fazer uma moqueca baiana com minha gata, pois o jogo foi bem na hora do jantar. Meia hora depois tudo pronto. O entregador chegou trazendo um lanchinho pedido por aplicativo. Me deu uma preguiça de fazer a receita. Não sei o que aconteceu. O que eu sei bem é que o primeiro tempo foi numa leseira. Um único chute de Robinho no gol. Pensei que o goleiro ia chegar depois de a bola ir pra rede, me enganei; baita defesa no canto esquerdo baixo.
No segundo tempo minha gata e eu debaixo do edredon, que bela maneira de começar a primavera: tempo frio típico de inverno. E não é que a coisa deu uma alegrada. Não embaixo da coberta, no jogo mesmo. Gamalho, numa cabeçada no segundo pau, quase marca; a bola passou a dois centímetros da meta dos baianos. Logo após, Natanael, de surpresa por trás do zagueiro, teve o gol escancarado pra abrir o placar, faltou estar um pouco “Gamalhizado” que era só correr pro abraço, mas o piá errou. E não acabou o show de cabeçadas. Waguininho foi outro que exigiu do arqueiro do Vitória, quase da marca do pênalti, deu uma cabeçada muito forte e, dessa vez, o goleiro defendeu no canto direito. Fim de jogo, um empate. Eu queria era a vitória (e a moqueca também, confesso), porém não deu. O mais importante é que continuamos líderes e, no sábado, parte da torcida vai ao Couto Pereira representar a imensa legião alviverde. Que o pessoal tome todos os cuidados e saiam roucos de tanto gritar. Por ora, vamos às notas:
Wilson – 8,0 - Pelo terceiro jogo consecutivo garantiu que a meta alviverde não fosse vazada. Em um time com pouca inspiração ofensiva, fez uma grande defesa no 2º tempo e garantiu o zero no placar.
Natanael – 7,0 - Jogou o mesmo futebol de sempre, com muita garra e luta. Quase marcou um gol de cabeça. Vamos desfrutar em vê-lo com a camisa Coxa-Branca, pois logo tomará o caminho do Velho Mundo.
Henrique – 7,0 - Jogou o velho feijão com arroz de sempre. Muito seguro atrás e orientando toda a linha defensiva do time.
Wellington Carvalho – 6,5 - Fez uma partida tranquila, sem comprometer. Tudo bem que não foi muito ameaçado, mas o “Seu Jorge” alviverde deu conta do recado.
Guilherme Biro – 6,0 - Seu único erro no jogo foi um recuo errado para o Wilson. No mais protegeu seu lado, não dando chances para os atacantes do Vitória.
William Farias – 6,5 - Marcou muito, orientou o time. Faltou dar um pouco mais de velocidade na transição ao ataque.
Val – 5,0 - Repetiu a fraca atuação do jogo contra o Vila Nova. Errou passes, não chegou à frente e marcou pouco.
Robinho – 6,0 - Não apareceu muito no jogo, mas quase fez o gol da vitória em um chute seco de fora da área.
Waguininho – 6,0 - A luta de sempre, mostrando muita disposição. Quase deixou o seu em uma bela cabeçada.
Léo Gamalho – 6,0 - É um jogador muito inteligente. Como a bola não chegava, saiu da área para tentar jogar. Assim abriu espaços e deu início a duas jogadas que quase resultaram em gols.
Igor Paixão – 5,5 - Não fez uma boa partida, porém mostrou muita disposição. Seu melhor lance foi o cruzamento que deixou Natanael na cara do goleiro. Uma pena que a finalização foi pra fora.
Matheus Sales – 6,0 - Entrou bem, ajudando na marcação e dando mais rapidez na transição. Aos poucos vem recuperando o seu futebol.
Rafinha – 5,5 - A mesma raça de sempre. O time melhorou um pouco após sua entrada, mas mais pelos espaços que o Vitória deixou do que por criatividade do meia.
Gustavo Bochecha – sem nota Sua única aparição na partida foi desperdiçar uma ótima oportunidade em cobrança de falta. Está sendo o mico do ano.
Gui Azevedo – 5,5 Entrou no final, mas com pouco tempo em campo cavou uma falta perigosa e tentou dar rapidez ao ataque. Tá na hora de ganhar mais minutos.
Gustavo Morínigo – 7,0 Mesmo quando o time não joga bem, o Coritiba não perde. Isso é fruto do trabalho dele. Mas poderia ser mais rápido nas substituições. Se ousasse um pouquinho o Coxa poderia ter saído com os três pontos.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)