
Análise de quem entende
Desta vez nem os remédios que tomo para controlar a minha ansiedade resolveram. A vontade de estar no Couto Pereira era muito mais forte do que qualquer ansiolítico que tem por aí. Também, não era para menos, 582 dias sem poder pisar no lugar que já vivi fortes emoções é demais para qualquer coxa doido como eu. E o pior é que nem a minha gata estava por aqui para me acalmar. Sabendo ela que eu estaria fora de controle, se mandou para a praia. Disse ela que nem todo amor do mundo que ela tem por mim a faz aguentar o meu amor pelo Coritiba. Ainda bem que ela é consciente, pois não seria fácil eu ter que dizer que ela entre e o Coxa....bem, melhor parar por aqui, senão é capaz dela nem voltar da praia.
Banho tomado, pomada no cabelo, perfume no corpo, camisa retrô do Coritiba no corpo lá vou eu para encontrar meu grande amor. Chegando no Couto o movimento estava menor do que eu imaginei. Achei que teria mais gente, mas lembrei que o vírus ainda está em todos os lugares e nem todo mundo está afim de se arriscar.
Ah, que sensação maravilhosa eu senti quando entrei no velho Couto Pereira de guerra. Quantas lembranças, quanta saudade eu estava da minha casa. Mesmo praticamente vazio, o Couto estava mais lindo do que nunca. Um tal de time de dono que tem por aí deve morrer de inveja do nosso estádio, já que o deles parece qualquer coisa, menos um templo do futebol.
Bola rolando, o Coxa fazendo boa partida, mas do outro lado tinha um time perigoso, que não à toa está brigando para subir. Acho que o “Patron” estava tão nervoso quanto eu, pois nunca vi ele gritar tanto a beira do gramado. Deve ter saído rouco do Couto. Quando o Biro fez o gol, a festa estava quase completa, faltava apenas o juiz apitar o final da partida. Mas eis que ele resolveu ir na tela do Var encontrar um pênalti para os caras. Não acreditei quando vi aquilo. Não era justo, afinal era dia de festa do torcedor Coxa-Branca, pois além do retorno a nossa casa, era aniversário do nosso presidente também. Mas aí amigos, esqueceram de avisar o tal do Régis que desenterraram todos os sapos que tinha no Couto Pereira. E desta vez não daria para eles não. O pênalti do camarada foi parar do travessão do Wilson. Fim de jogo, festa completa. E para a festa ficar ainda melhor quando eu cheguei a minha gata estava lá. Me disse que tomou o maior sol na praia e que queria me mostrar uma coisa......bem, deixa pra lá, né....tem menor de idade lendo a coluna do Dr. Vamos às notas:
Wilson – 9,5 - Mais uma vez salvou o Coxa. Já são quatro jogos seguidos sem ir buscar a bola no fundo das redes. No segundo tempo fez duas defesas fantásticas e ainda cresceu na hora do pênalti, assustando o batedor. É a terceira vez seguida que vai ganhar o prêmio de destaque do jogo. Já pode pedir música no COXAnautas.
Natanael – 7,0 - Mais uma partida tranquila e segura. Muita luta e disposição, mostrando segurança atrás e folego para ir ao ataque. Teve muito trabalho com o ataque do Guarani, mas deu conta do recado.
Henrique – 7,5 - Outro que teve trabalho para conter o ataque adversário, mas, na experiência, ajudou a impedir que a meta de Wilson fosse vazada. Mas podia dar metade do seu bicho pro goleirão.
Luciano Castan – 9,0 - Vem jogando de terno. Ontem deu aula, mostrando como ser um zagueiro com classe. Deu um drible de atacante no jogador do Guarani com o pé invertido. Está jogando muito.
Guilherme Biro – 9,0 Ontem deve ter sido o cara que saiu mais feliz do Couto Pereira. Na noite em que a torcida retornou, fez o gol da vitória do time. Fechou muito bem o seu lado e mostrou oportunismo ao aparecer sozinho para fazer o gol.
Matheus Sales – 8,5 - Grande partida, mostrando ao professor que o seu lugar é como primeiro volante. Marcando muito e saindo para o jogo, fez a torcida não sentir a falta do capitão.
Val – 7,0 - Mais uma vez ajudou o time a vencer com suas pancadas de pé direito. Mas está abaixo do que vinha jogando. Está errando passes fáceis e ontem quase complicou a defesa com seus erros de passes.
Robinho – 6,0 - Partida discreta. Bem marcado pelos volantes adversários pouco pode fazer.
Rafinha – 7,5 - Grande surpresa na escalação, o capetinha alviverde fez um bom jogo enquanto teve folego. Mostrou ao professor que tem condições de voltar a jogar em bom nível. Deve continuar como titular.
Léo Gamalho – 6, 0 - Apagadão novamente. Tem saído muito da área e quando a bola chega ele não está lá. Mas como artilheiro que se preza, não fica mais do que dois jogos sem marcar. Contra o Confiança com certeza tem gol dele.
Igor Paixão – 6,5 - Não fez uma grande partida, mas incomodou a zaga adversária e ainda tentou criar jogadas no ataque. O piazinho é a grande surpresa do Coxa neste campeonato.
Gustavo Bochecha – 5,0 - Entrou para tentar dar um gás a equipe, mas quem está precisando de um gás é ele. Pouco ajudou.
Johny Douglas – 6,0 - Entrou para ajudar na marcação aos meias adversários e pelo menos correu mais do que o Bochecha.
Waguininho – 5,0 - Não entrou bem, abaixo do que pode render. E ainda quase complicou tudo ao acertar o adversário dentro da área.
Wellington Carvalho – sem nota - Entrou no final sem tempo de tocar na bola.
Gui Azevedo – sem nota - Outro que entrou no final e também não tocou na bola.
Gustavo Morínigo – 8,0 - O Patron está em estado de graça. Vem fazendo um grande trabalho e caiu nas graças da torcida. Ontem, gritou e trabalhou muito para conseguir a vitória. Deu certo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)