
Análise de quem entende
Ontem foi um dia atípico. Quem disse que eu conseguia trabalhar. Só pensava em ir para o Alto da Glória. Cheguei no meu chefe e pedi para sair mais cedo. Cheguei em casa, coloquei o manto alviverde, peguei minha gata e partirmos pro Couto Pereira. Não era nem uma da tarde ainda. Pegamos uma cerveja, sentamos no meio-fio e proseamos sem parar.
Lá pelas cinco da tarde, eu já meio no desespero para o início do jogo. Não que eu me assombre facilmente, mas o time de Ponta Grossa está meio que achando que pode vir ao Couto Pereira e assustar o time do Coritiba. Um primeiro tempo um tanto abaixo do que a grande torcida que foi ao estádio esperava, até com alguns sustos. Com um time bem arrumado, o Operário marcou bem e levou certo perigo ao gol do Wilson. Minha gata estava um pouco apreensiva, pois várias jogadas saíram pelo lado do queridinho dela: Natanael.
Na volta do vestiário nem parecia que era o mesmo time que deixou o campo no primeiro tempo. Já no começo, Igor Paixão coloca com a mão na cabeça do xerifão Castán, que parece ter se inspirado nos grandes zagueiros-artilheiros que o Coritiba já teve. Estava arrombada a porteira fantasma. Logo em seguida, Waguininho recebe uma bola açucarada de Leo Gamalho e faz o segundo. Hoje não consigo imaginar um time sem este atacante. Prova disso é que quando ele não esteve em campo o time caiu de produção. O adversário ainda tentava se recuperar do segundo e veio o terceiro. Gamalho, depois de muito tentar, faz o dele, num balaço no canto direito do goleiro. Aposto com quem quiser que ele ainda vai ser o artilheiro do campeonato.
O Coxa diminuiu um pouco e o Operário fez o dele. Jogada pela direita (minha gata sabe muito mesmo) cruzamento e gol. Mas não adiantou. Dia de fantasma já passou. Quem deve estar mesmo com medo é toda a turma que vem seguindo o Verdão durante metade da Série B. Falta pouco para voltarmos ao nosso lugar de direito. A briga pelo título está boa, e podem ter certeza, o caneco será nosso. Vamos às notas:
Wilson – 7,0 – Não teve culpa no gol. Andou dando bronca na zaga porque levou alguns sustos. É o goleiro que menos buscou a bola no barbante.
Natanael – 6,5 – Sofreu bastante na marcação do melhor jogador do fantasma. Mas não desiste nunca e, no ataque, sempre pode surpreender com os cruzamentos.
Matheus Alexandre – 5,0 – Pouco jogou. Entrou para preservar o titular da lateral direita.
Henrique – 8,0 – Na falta de um meia de ligação, fez vários lançamentos e aventurou-se no ataque, fez até gol. Pena que estava uns cinco centímetros adiantando, segundo o VAR.
Luciano Castán – 8,5 – Levou um pouco de azar no gol do adversário, mas tem crédito. Abriu a porteira com seu gol importante. Estou me acostumando a vê-lo sair pro abraço com os outros companheiros.
Guilherme Biro – 7,5 – Tímido no primeiro tempo, teve boa participação no segundo. Deu assistência e perdeu gol. A torcida que pega muito no pé dele não pode reclamar do menino hoje. Jogou muito
Willian Farias – 7,5 – O leão de sempre no meio. Está se tornando aquele jogador do qual pouco se fala na transmissão, mas que aparece muito para o time.
Matheus Sales – 7,0 – Fez o que pôde, criar não é o forte dele. Fora um lance que originou um contra-ataque perigoso, esteve bem na contenção e no acerto de passes.
Bochecha – 6,0 – Poderia ter feito igual ao João Vítor contra o Sampaio Corrêa, um chute um gol. Mas o goleiro não deixou, fez uma baita defesa.
Rafinha – 7,5 – Começou pelo lado e quando voltou um pouco ajudou bastante. Está ajudando muito na marcação e aparece bastante no ataque. Recuperou a titularidade nesta reta final.
Robinho – 5,5 – Jogou pouco, apesar de não estar no melhor momento, ainda pode-se esperar coisa boa dele.
Igor Paixão – 9,0 – Esteve um pouco escondido na primeira meia hora de jogo, mas depois lembrou aquele jogador de rodadas anteriores. Levando muito perigo ao adversário, dando assistências e fazendo gols. Ontem não fez o dele, mas deu uma assistência primorosa no primeiro gol.
João Victor – 5,5 – Entrando mais para o fim da partida, correu bastante pelo campo. De repente precisa de mais jogos. Torço para que repita o sucesso do Igor Paixão. Caiu nas graças do técnico, vem aparecendo em vários jogos.
Waguininho – 9,5 – Jogou muito, e aterrorizou o Operário. Parecia o verdadeiro caça-fantasmas. É o vice-artilheiro da equipe. Bom na dobra de marcação, dá assistências e faz gols. É o jogador mais completo do elenco hoje.
Gui Azevedo - 5,0 – Entra, corre, tenta, mas não consegue mostrar muito mais que isso. Não caiu nas graças da torcida. Talvez não dê tempo.
Léo Gamalho – 9,0 – Hoje o vice-artilheiro do campeonato, no final vai passar o time do Véio daquela loja. Nas últimas partidas tem mostrado bem mais do que o faro de gol. Vem marcando jogadores adversários, dando assistências e se tornando um jogador a ser lembrado pela torcida.
Gustavo Morínigo – 9,0 – Com um time sem grandes estrelas, vem fazendo uma das melhores campanhas da história da Série B. O time é líder por metade do campeonato. Conhece o elenco como ninguém, deve orientar até mesmo o roupeiro do Coxa quanto ao número da chuteira dos jogadores, de tanto que conhece seus comandados.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)