
Análise de quem entende
Já tá virando tradição. Pouco antes das partidas vou pro Youtube assistir o Vem, Coritiba. E não é que me aparece toda a equipe reunida para saborear uma costela acompanhada de umas geladas. Não fiquei enciumado porque o meu churrasco também já estava no ponto e eu tinha o que eles não tinham: uma gata maravilhosa ao meu lado.
Liguei a televisão e a alegria acabou naquele momento. Em campo um time que no começo até que parecia realmente ser o líder do campeonato e principal candidato ao título. Em pouco tempo a impressão se foi. Quando Leo Gamalho cabeceia como manda o figurino e o goleiro operou um milagre, começou a agonia. Até que tentamos, mas um pirulito pra quem se lembrar de uma bola bem chutada ao gol do Timbu. Com quinze minutos, já perdíamos por um a zero.
Na volta para o segundo, depois de um primeiro tempo em que o time do Recife pedia para tomar gol e o Coritiba insistia em não fazer, veio o dois a zero. E não adiantaram as trocas feitas pelo treinador. O Verdão continuou inofensivo ao time que liderou praticamente todo o primeiro turno. Somente aos 50 minutos do segundo tempo é que Castán mostrou como se faz, diminuindo o placar. Nem deveria ter ido buscar a bola dentro do gol, pois, na saída, o jogo acabou.
Eu estou meio que perdido. Sei que a promessa do nosso saudoso presidente era um time para subir para a primeira divisão, mas os caras mostraram durante muito tempo que formavam o time mais capaz de chegar ao título. Aos trancos e barrancos vínhamos liderando o campeonato, mas parece que o time sentiu o cansaço. Tenho a impressão que fizemos tudo que era possível. Vou ficar muito feliz porque nossa volta à Série A é questão de tempo. Agora, o gostinho do título seria muito melhor que nosso churrasco e bebidas. Mas, como otimista que sou, se ainda conseguirmos ser campeões, estão todos convidados para fazer a maior festa que puderem, na casa de vocês. Na minha casa deixa que eu e a gata fazemos a nossa. Vamos às notas!
Wilson – 5,0 Não sei não, mas acho que a síndrome de braço curto do goleirão deu as caras do segundo gol deles. Olhando pela tv fiquei com a impressão que dava para pegar a bola.
Natanael – 5,0 Não repetiu as boas atuações anteriores, mostrando dificuldades na marcação e não conseguindo apoiar ao ataque.
Henrique – 5,5 Cumpriu bem sua função defensiva e cabeceou duas bolas com perigo ao gol adversário.
Luciano Castan – 6,0 Assim como seu companheiro de zaga, não teve culpa nos gols adversários. Mais uma vez deixou o seu gol, se notabilizando como um zagueiro artilheiro.
Guilherme Biro – 4,0 Não marcou, não apoiou, não jogou. Será que entrou em campo mesmo?
William Farias – 5,5 Tentou marcar sozinho o meio-campo do Náutico, já que seus companheiros de meia-cancha não o ajudaram. Mesmo assim manteve a regularidade de sempre.
Val – 4,0 Deu muito espaço na marcação, deixando o volante deles sozinho no segundo gol. De um dos principais jogadores do time já tem gente o chamando de Valdezani, por ter caído tanto de rendimento, lembrando aquele volante que o Coxa comprou doando o Matheus Cunha.
Robinho – 4,0 Não poderia ter perdido o gol praticamente na marca da cal. Quis fazer um gol de placa e mandou a bola lá na Praia de Boa Viagem. Vem se notabilizando por passar um campeonato inteiro sem nenhum gol marcado, o que é inadmissível para um meia.
Waguininho – 5,5 A mesma luta de sempre. Não teve espaços para jogar, pois foi bem marcado. Mesmo assim quase fez um golaço. Uma pena que o vento litorâneo de Recife sutilmente desviou a rota da bola que tinha endereço certo.
Léo Gamalho – 4,0 Perdeu um gol no início do jogo que fatalmente mudaria a história do jogo. No primeiro gol dos caras, perdeu a disputa de cabeça para o rechonchudo Vinícius.
Igor Paixão – 6,0 Sentiu a parte física, mas mesmo assim foi muito perigoso, arrematando uma bola que passou com muito perigo e outra que parou no travessão.
Gustavo Bochecha – 0,0 Fácil entender o porquê de não ser titular neste time do Coritiba. Quando tem a chance de jogar bola, fica de bate-boca com o adversário até ser expulso. Não está fazendo valer a pena o esforço que a diretoria fez ao contratá-lo.
Rafinha – 6,0 Deve ter ficado no banco apenas por questões físicas, pois só isso explica ser preterido por Robinho. Entrou e deu mais uma assistência. Não pode ser reserva neste time do Coritiba.
Matheus Alexandre – 5,0 Parece um boneco de Olinda jogando, mas dá mostras de ter qualidade. Participou da jogada do gol do Coritiba.
João Vitor e William Alves – sem nota Entraram no final e não tiveram tempo de mostrar alguma coisa.
Gustavo Morínigo – 4,0 A nota baixa vai por ter deixado Rafinha no banco. Tudo bem que deve ter seus motivos, mas pela bolinha que o Robinho está jogando, não dá para colocá-lo como titular neste momento.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)