
Análise de quem entende
Meus amigos, pode não parecer, mas eu sou um cara antenado quando o assunto é tecnologia. Acredito naquela frase: camarão que dorme a onda leva. Falo isso porque aprendi uma palavra em inglês muito legal. Aprendi o que é streaming. Para alguns programas funciona bem, para outros fica travando a imagem. E vou usar este exemplo para alguns jogadores do Coritiba. Alguns estão chamando a atenção por estarem aproveitando as oportunidades, estarem bem na foto, no filme. Agora, tem outros que estão travados, que não funcionam, que estão em câmera lenta.
Contra o time azul de Francisco Beltrão, cidade quase lá no fim da parte sudoeste do Paraná, o Coritiba entrou parece que pensando que poderia ganhar quando quisesse e teve mais sorte que juízo. Ganhou de virada, mas a partida poderia tranquilamente terminar com outro placar, até mesmo com vitória do União, que acabou de voltar da segundona do Paranaense. Esses primeiros jogos estão servindo para Morínigo fazer experiências, foi corajoso o Patrón em terminar a partida com seis jogadores da base num jogo tão complicado. Por outro lado, vai ficando cada vez mais claro com quem podemos ficar com um pé atrás, ou até mesmo os dois pés. Vamos às notas:
Alex Muralha – 8,0: Meu goleiro, por que não joga um pouco melhor com os pés? Hoje foi um dos responsáveis diretos pela vitória. Fez boas defesas e ainda contou com a sorte.
Natanael – 6,0: Jogou pouco tempo. Saiu sentindo muita dor e preocupando a torcida pela sua sequência no campeonato.
Matheus Alexandre – 4,5: Entrou e não vinha comprometendo pelo lado direito, mas em menos de cinco minutos me leva dois cartões amarelos. Ele mesmo não se ajuda.
Marcio Silva – 5,5: Precisa ficar mais cascudo para enfrentar uma Série A. Esses três primeiros jogos devem ter mostrado à comissão técnica que poderemos precisar de mais um zagueiro.
Guillermo de los Santos – 6,5: Primeiro jogo do uruguaio, foi bem por cima, mas, por baixo, também sofreu no campo bem ruinzinho do União. Mostrou muita velocidade, parecendo o Papa Léguas.
Angelo – 6,0: Responsável direto pelo primeiro gol, quando foi deslocado pelo centroavante dos caras e saiu catando cavaco. Teve personalidade na sequência e não comprometeu.
Val – 5,0: Achei muito tímido hoje. Não mostrou, ainda, nem sombra da vontade de outras partidas. Se cochilar o cachimbo cai. Tem bastante gente querendo a vaga dele.
Bernardo – 4,0: Entrou lá pelos 30 do segundo tempo, pra sentir o peso da camisa gloriosa. Não apareceu muito.
Matheus Sales – 4,5: Escutei muita gente falando que estava fora da posição dele, hoje estava no lugar certo, mas parecia o cara errado pra posição. A única participação foi numa disputa de bola que sobrou para Paixão marcar. É muito pouco.
Gustavo Bochecha – 3,0: Lembro do ano passado, o esforço que fizeram pra trazer esse jogador. Se pudesse voltar no tempo, nem precisaria tanto trabalho.
Luizão – 6,0: O piá tá tomando gosto pela coisa. Tem participado bastante da partida, volta marcar, disso o técnico gosta, e hoje quase deixou o dele. Vai crescer muito ainda.
Régis – 7,0: Está começando a se sentir à vontade na posição. Participou bastante da partida e, diferente de outros, parece que vai mostrar o porquê do esforço para a contratação.
Biel – 5,0: Entrou mostrando um pouco mais de vontade do que em partidas anteriores. Desta forma, consegue mais oportunidades.
Igor Paixão – 9,0: O craque do jogo. Três partidas, dois gols e uma assistência. Na partida de hoje fez até cobertura pela lateral esquerda. Como diz aquele menino do boné das lives, o Malvadeza (gostei do apelido) é um dos que traz um sorriso no rosto dos torcedores Coxas-brancas.
Alef Manga – 8,0: Como se dizia antigamente, é um cara espigado. Ao contrário do que ouvi falar, que era ruim de grupo, foi lá e deu um abraço caloroso no patrón após fazer um golaço, daqueles típicos de quem gosta de receber abraço. Cortou seco e tocou no canto, sem chance pro goleiro. Se tudo correr bem, vai fazer uma das grandes duplas Coxa-brancas junto com Igor Paixão.
Vinícius – 4,0: Pouco apareceu pro jogo. Como os outros dois piás que entraram, foi a campo pra sentir um pouco da responsabilidade de vestir a camisa alviverde.
Gustavo Morínigo: Tem sido coerente com o discurso pregado, o de dar oportunidades para todos. Tem bancado os meninos e sabe a hora certa de colocá-los na partida. Pouco a pouco vai formando sua opinião sobre com quem pode contar e quem deve treinar mais para ser uma boa opção. Apesar de não ser visto por alguns como o técnico ideal, tem crédito. É começo de temporada, a hora de fazer teste é agora.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)