
Análise de quem entende
Salve, galera Coxa-Branca. Eu tenho certeza que, da mesma forma que eu, vocês também estavam meio que com um pé atrás. Depois de algumas zebras na Copa do Brasil, entramos em campo lá na terra do pão de queijo, com uma equipe deslumbrada por ter passado de fase, se bem que o adversário deles foi o time lá da vila, agora na segunda divisão do Paranaense.
O jogo começou com o time mineiro, de uniforme parecido com o do nosso maior freguês, indo pra cima. Aos poucos, o Coritiba equilibrou e começou a perder chances. Se o placar tivesse sido dois a zero no primeiro tempo, seria mais justo. Mas justiça no futebol é bola na rede. E o gol veio somente no segundo tempo, aos cinco minutos, com Guillermo. Sem levar muito perigo ao gol Alviverde e com o Coritiba sem vontade de jogar, parece que contente com o placar magrinho, o Pouso Alegre chegou ao empate aos 34. Gamalho perdeu bisonhamente a bola no ataque, e, numa jogada rápida pela esquerda, a bola é tocada para Gledson, que acerta um chute muito forte, indefensável. Empate no placar, o time do Coritiba foi para o abafa, porém não teve jeito, fomos para os pênaltis e, depois de muito sofrimento, veio a classificação.
Espantamos a zebra, vamos à terceira fase. Agora em jogos de ida e volta. Subiu o sarrafo, não há mais espaço para perder tantas chances de gol, está na hora de os jogadores, como os mais velhos que eu diziam, colocar o pé na forma. Vamos às notas:
Alex Muralha – 7,0 – Na média. No jogo de hoje foi um dos responsáveis pela classificação. Não teve culpa no gol.
Guillermo – 8,0 – Jogando fora de posição foi autor do gol e responsável pela segurança pelo lado direito. O gol dos mineiros saiu pelo lado direito, quando ele não estava mais lá, pois tinha saído por contusão.
Gustavo Bochecha – 4,5 – Não apareceu muito pro jogo. Não é birra minha, juro, mas eu esperava muito mais dele.
Henrique – 6,5 – Não teve muito trabalho. O Pouso Alegre pressionou um pouco no começo, mas foi só empolgação. Depois a zaga Coritibana deu conta do recado.
Luciano Castán – 6,5 – No mesmo nível do Henrique. Senti falta de ambos no ataque. Os mineiros não incomodaram muito.
Egídio – 5,0 – Atrás não comprometeu, mas na frente não ajudou. Está nessa gangorra, um jogo vai bem na frente no outro ajuda atrás. Precisamos de equilíbrio.
Willian Farias – 6,0 – Jogou o chamado feijão com arroz. Saiu e parece que o time sentiu falta de alguém dando bronca e orientando pelo meio.
Val – 5,0 – Não comprometeu, mas também pouco apareceu. Tem que parar com essa mania de levar amarelo todo jogo.
Andrey – 5,5 – Perdeu um gol na cara do goleiro. Chuta muito bem de fora, hoje não foi feliz. Até o pênalti errou.
Thonny Anderson – 5,0– Não se achou na partida, teve problemas com o gramado. Foi substituído e saiu emburrado. Tem potencial, neste jogo não se destacou.
Régis – 5,0 – Entrou no segundo tempo, deu uma esgoelada num jogador do time rubro negro e levou amarelo. A isso se resumiu sua participação em campo.
Igor Paixão – 6,0 – Correu pra todo lado como de costume, tentou muitas jogadas e levou umas pancadas. É o jogador que leva a confiança da torcida.
Alef Manga – 3,5 – Parece que tá com freio de mão puxado. Apesar de ajudar um pouco na marcação pelo lado, não é só isso que se espera dele.
Warley – 3,0 – Pouco tempo em campo, pouco produziu, a batedeira estava desligada hoje.
Léo Gamalho – 3,0 – O pior do jogo. Perdeu a bola que resultou no gol de empate. Com ele é assim, sempre destaque, para o bem ou para o mal. Por outro lado, foi dele a cabeçada que sobrou para o gol do uruguaio.
Clayton – 3,0 – Entrou só pra ganhar o bicho.
Gustavo Morínigo - Não foi uma das melhores atuações do Patrón no comando do Verdão. Demorou demais para mexer e deveria ter visto antes que Manga e Gamalho estavam muito mal. Gostei do que vi quando estava na rodinha com os jogadores antes das cobranças de penaltis. Motivou os caras.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)