
Análise de quem entende
Salve meus amigos, torcedores do Verdão do Alto da Glória. O Coritiba foi até a Cidade Canção e quase dançou o tango de Gardel, ou se você é mais jovem e curte, o funk da Anitta ( tem gosto pra tudo nesse mundo). O jogo, que começou às oito, me deu a chance de pedir um dogão; dois, na verdade, um pra mim outro pra minha gata. Barriga cheia, sofá e uma coberta, uns carinhos e chamegos e lá vamos nós para o primeiro tempo.
Perceberam que pouco falei do jogo até aqui? É que não teve quase nada de futebol na primeira etapa. Uma chuva que não acabava mais, o Coritiba com dois a menos, Robinho e Matheus Sales estavam em campo, mas deles ninguém sabe, ninguém viu. E, pra piorar, Muralha, num chute de longe, dá rebote para o meio da área e Alemão abriu o placar para o time de Maringá. Muita chuva, pouco futebol do Coxa.
Na volta para o segundo tempo, tudo como no primeiro, aos dez minutos Val recebe seu cartãozinho amarelo sagrado de todo jogo. O Coritiba rondava um pouco mais a área adversária, até que Biro, a la Gralak, cobra lateral para o meio da área, Gamalho se desvencilha dos marcadores e empata a partida. Beijo pra lá, abraço pra cá na gata, comemorando o gol e, logo após, aos vinte e cinco minutos, Warley toca para Thonny Anderson, que devolve em profundidade pra Warley, que avança pra linha de fundo e toca para trás, Igor Paixão, que começara a jogada lá no campo Alviverde, sozinho, de frente, vira o placar. A jogada foi muito mais rápida do que a leitura da minha descrição. Com as mexidas do técnico Morínigo, o time evolui e o placar poderia ter sido maior. Andrey, no finalzinho, acertou uma bomba no travessão do goleiro maringaense, mas ficou nisso, vitória Coxa-Branca. No domingo é jogar com mais seriedade e disposição e fazer a festa com a torcida que, com certeza, vai lotar o Couto Pereira.
Alex Muralha – 5,0: A torcida, na vitória de domingo contra o freguês, gritou o nome dele, deu a maior força. E é assim que ele agradece?
Warley – 8,0: Na frente tem sido decisivo, com visão de jogo e assistência. Quando baixar o espírito de lateral marcador, vai brilhar.
Matheus Alexandre – 5,0: Jogou pouco mais de dez minutos. Pouco a pouco, bem devagar mesmo, mostra um pouco de evolução. Não sei se dá tempo de chegar num nível que o Coritiba precisa.
Guillermo – 7,5: Não lembro de ter avaliado mal o uruguaio. O cara não dá chance. Confessa aí se você sentiu falta do Henrique ontem.
Luciano Castan – 7,5: É o parceiro ideal tanto para Henrique quanto para Guillermo. Será que não tem jeito de jogarem os três juntos?
Guilherme Biro – 6,5: Se não vai com o pé, o Piá do Couto usou a mão ontem para achar Gamalho na área. Um conselho pra ele? Vai pra cima, menino, acredita, é isso que a torcida quer ver de você.
Val,0 – 6: Com o campo naquelas condições e ele não acertou um chute, daí não, né? Pelo jeito, Val, pelas contas, vai perder dez jogos do Brasileirão. Joga três e em uma está suspenso. Parece que esta será a média dele.
Bernardo – 6,0: Morínigo gosta dele, acredita no Piá. Está na hora de separar os homens dos meninos, e ele parece que fica no primeiro grupo. Futebol de gente grande.
Matheus Sales – 5,0: Quando você me encontrar no estádio, te pago uma gelada se você lembrar de uma jogada dele ontem, seja defendendo seja atacando.
Andrey – 6,5: Tem que cuidar muito bem dele, já mostrou que não pode ficar de fora. Junto com Paixão tem sido o mais regular de todo o elenco.
Robinho – 5,0: Sinceramente ninguém aguenta mais aquela história de falta de ritmo, condição física, entre outros.
Thonny Anderson – 7,0: E quem tira a bola do cara? Aposto que, com mais entrosamento ainda, vai ser o iniciador das jogadas de perigo. Tem mostrado isso, muita visão de jogo.
Igor Paixão – 8,0: Se conseguir manter o ritmo durante toda a temporada, ano que vem só vamos vê-lo pela televisão em algum campeonato europeu. Me arrisco a dizer, pelo que jogou ano passado e até aqui, que é o mais importante jogador do Coritiba nos últimos sete, oito anos.
Léo Gamalho – 7,5: Falei em comentários anteriores que é oito ou oitenta. A média dele é impressionante. Quando tivermos um time ainda mais acertado, vai correr muito para o abraço.
Alef Manga – 6,5: Ontem pareceu cansado. A briga dele, hoje, é com Léo Gamalho pela artilharia do campeonato.
Egídio – Sem nota: Entrou no lugar de Alef Manga, aos 41, pouco participou.
Gustavo Morínigo: Arriscou no jogo de ontem ao entrar com dois jogadores no meio de campo, sem ritmo e que nada acrescentaram à equipe durante grande parte do jogo. Usou o campeonato para fazer todos os testes possíveis. A esperança do torcedor Coxa-Branca é que ele tenha em mente várias alternativas para enfrentar um ano bastante difícil. Para coroar seu mais de um ano à frente da equipe, o título no domingo pode ser a primeira das nossas grandes alegrias em 2022.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)