
Análise de quem entende
Salve, galera Coxa-Branca. Depois de muito tempo pudemos ver um jogo da Série A no Couto Pereira. Cafezinho da manhã esperto, a gata ao meu lado, de mãozinha dada, chegamos ao estádio bem antes pra levar aquele papo esperto com os amigos. Não tem como negar, o assunto era sobre de quanto iríamos ganhar do time lá da terra do pequi. Tô nem aí que os caras vieram desfalcados e cheios de problemas. Série A não aceita falta de planejamento, como dizia uma velha canção feita para os baixinhos, “Bobeou, dançou!”. E por falar em baixinhos, me chamou a atenção a quantidade de crianças com pais e mães a tiracolo. Até o chefe do COXAnautas andou tirando foto com elas e, na Live da noite, mandou um alô para um deles. Isso é o que falta nos estádios; gente pequena, que cresça amando o Verdão do Alto da Glória. E ninguém saiu decepcionado do reencontro. Tinha criança fazendo festa, homem, mulher, até o povo um pouco mais velho, tipo eu, que, confesso, estava quase me esquecendo como esse time é grande, tamanho foi o período de vergonha em cima de vergonha. Porém, pelo andar da carruagem, isso é coisa do passado.
Em campo, quase não deu tempo de se ajeitar na cadeira e Alef Manga já estava fazendo valer a lei do ex. Um a zero em menos de dez minutos. Num calor de rachar mamona, ficou nisso, com o goleiro defendendo no reflexo uma finalização de Leo Gamalho.
No intervalo minha gata já me alertou: o segundo tempo vai começar a mil por hora e vem mais gol por aí. Nem quis apostar com ela porque sabia que perderia. Com dois minutos, Egídio, que, aliás, fez uma das melhores partidas com o manto sagrado, cruza e Gamalho, ah, Gamalho...sozinho aparece por trás da zaga e aumenta. O time lá do Goiás sentiu o golpe e o Coxa aumentou o ritmo. Um pouco mais de capricho e sorte, o placar seria mais elástico. Pra coroar o retorno do Coritiba à Série A e fazer o almoço de todos nós ser ainda melhor, Andrey começa uma jogada no campo de defesa e, como se dizia antigamente, rompe pelo meio de campo, toca para Igor Paixão, que, sem ter como avançar, rola para o volante encher o pé, fazer um golaço e decretar números finais no encontro dos verdes. Como não podia ser diferente, o Verdão do alto de muitas glórias, mostrou que quem manda aqui é o Verde mais lindo do mundo, o Coritiba Football Club. Vamos às notas:
Alex Muralha – 7,0: O cara tá pegando confiança. Ontem, nas poucas vezes em que os caras chegaram, ele estava lá para garantir que a meta não fosse vazada. E aprendeu a jogar com os pés, tanto que a torcida perdeu o medo quando a bola é recuada para ele.
Warley – 6,5: Participou do lance do primeiro gol. O Batedeira vinha fazendo uma partida tranquila até se machucar. Espero que não seja nada de mais, pois o piá pegou gosto pela lateral.
Henrique – 8,5: Dá para apelidá-lo de “O Monstro”? Que Thiago Silva, que nada. O monstro de verdade é o Henrique. O cara jogou demais, limpando a área e não dando chances para os comedores de pequi.
Luciano Castan – 8,0: Companheiro ideal do monstro. Joga o fino da bola, a categoria é tão grande que parece nem sujar o uniforme.
Egídio – 8,5: Rapaz, depois da partidaça de ontem, merece até uma piscininha para aliviar o calor de rachar mamona que fez em Curitiba. Defendeu, apoiou, chutou em gol, deu assistência. Esse era o Egídio que eu queria ver.
Willian Farias – 7,0: Enquanto teve fôlego marcou como um pitbull. Saiu cansado no segundo tempo.
Andrey – 9,0: Tenho que tirar o meu chapéu para quem o trouxe para o Coritiba. Defende, ataca, leva o time para frente e ontem fez um verdadeiro golaço. Tem como fazer um contrato vitalício com ele?
Thonny Anderson – 8,0: O toque de classe do time. Esse cara é craque. Deu um drible no começo do jogo que o cara do Goiás deve o estar procurando até agora. Seus passes sempre certeiros colocam os companheiros em ótimas condições. Sou fã dele.
Alef Manga – 8,0: O Manga desandou a fazer gols, mostrando que em terra de Manga, pequi não tem vez. Foi importantíssimo ao abrir o placar logo no início da partida. Cansou no segundo tempo, mas já tinha feito a parte dele.
Léo Gamalho – 8,0: Quem aí disse que o “Ibra das Araucárias” é jogador de Série B, quem....quem? Matador, de duas chances, deixou uma. Vai ser o artilheiro do Brasileirão, podem anotar.
Igor Paixão – 8,5: O piazinho tá demais. Ontem, além de entortar o zagueiro dos caras, chutou, cabeceou e deu assistência. Seria sonhar demais pensar que ele pode ser o craque revelação do Brasileirão?
Matheus Alexandre – 7,0: O Boneco de Olinda mostrou mais uma vez o porquê de o Patrón confiar nele. Entrou, deu segurança defensiva e ainda apoiou ao ataque.
Guilhermo – 6,0: Jogou pouco tempo, mas não permitiu que os caras chegassem na área alviverde.
Val – 6,0: Também jogou pouco tempo, mas ajudou a garantir a vitória.
Régis – 6,0: Entrou bem na partida, mas não pode perder um gol daqueles. Fica o puxão de orelha.
Fabrício Daniel – 5,0: Em sua estreia com a camisa coxa se mostrou um pouco ansioso e afobado. Mas tem bola que eu sei e vai ser muito útil na sequência.
Gustavo Morínigo: O Patrón deu uma padronização tática ao time que é bonito de ver. O time joga por música, os jogadores se conhecem só pelo olhar. E tem um diferencial. Sabe mexer com os caras no intervalo, pois o time tem voltado voando depois da pausa.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)