
Memória Coxa-Branca
Por: Felipe Rauen
Fedato (Aroldo Fedato), nascido em Ponta Grossa em 16 de outubro de 1924 e falecido em 09 de setembro de 2013 foi um dos melhores zagueiros que já passaram pelo Coritiba. Clássico, dono de apurada técnica e liderança, foi campeão estadual em 1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956 e 1957. Teve uma passagem pelo Botafogo-RJ em 1948, mas não se adaptou ao futebol carioca e voltou para o Coritiba.
Releva observar que na época não havia competições nacionais entre clubes, mas tão somente entre seleções estaduais, e ainda assim eliminatórias e regionalizadas, e Fedato sempre foi o zagueiro e capitão da seleção paranaense.
Em 1950 foi convocado para a seleção brasileira, fato raríssimo na época em se tratando de atleta fora do eixo Rio-São Paulo, mas acabou não disputando a Copa do Mundo daquele ano quando, quem sabe, o resultado da final pudesse ter sido outro.
Em 1951 recebeu o prêmio Belfort Duarte, que era concedido aos atletas que atuassem por mais de oitenta partidas sem serem expulsos, o que era difícil de ser obtido por zagueiros.
Há quem afirme que foi o melhor zagueiro do futebol paranaense de todos os tempos.
No livro “Fedato, o Estampilla Rubia” (apelido que ganhou quando fez um amistoso na Bolívia), escrito por ele em conjunto com o jornalista Paulo Krauss (Travessa dos Editores, 2005), relatou que notava que quando jogava mais quanto mais a camisa estivesse mais molhada de suor, o que fazia com que os companheiros também se esforçassem mais. “Então, eu entrava em campo com a camisa já úmida, como se estivesse, havia algum tempo, lutando contra os adversários. Eu me iludia com isso e sentida no calor da disputa desde o primeiro minuto. Além do que, aquilo me conferia autoridade para exigir empenho dos companheiros desde o início das pelejas”.
Afastou-se do futebol como jogador profissional em 1957, quando por um breve período foi treinador do Coritiba. Formado em Ciências Contábeis passou a exercer a profissão até que em 1965 criou a Fedato Sports, rede de lojas de artigos esportivos que muitos devem ter conhecido.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)