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Coalizão Coxa-Branca
“Coalizão: Acordo ou aliança de grupos políticos para um fim comum.”(Dicionário Globo)
“A Nação Coxa-Branca vive dias de angústia e expectativa. Angústia por saber que 2006 será o ano mais importante da história recente do Coritiba. Expectativa por querer saber quem vai comandar o destino do Clube nesse momento crítico da nossa história.
Antes de tudo é preciso analisar os fatos para depois buscarmos a solução adequada.
A administração de Giovani Gionédis foi extremamente eficiente na parte administrativa e patrimonial. Saneou o Clube, pagou dívidas e conseguiu parcerias que revitalizaram o patrimônio do Coxa. Porém ao mesmo tempo em que fez renascer o lado administrativo do Clube, cometeu erros imperdoáveis na condução do futebol, a principal razão da existência do Coritiba Football Club.
O resultado todos nós conhecemos, a triste realidade da segunda divisão do futebol brasileiro.
O fracasso na condução do futebol causou um descontentamento muito grande entre os conselheiros, e motivou o surgimento de uma oposição muito forte, disposta a concorrer ao pleito eleitoral do biênio de 2006/2007.
Uma campanha relâmpago que foi interrompida pelo primeiro rebaixamento do Clube para a segunda divisão do futebol brasileiro levou os conselheiros a escolher entre uma mudança de poder, através do voto na chapa de oposição, ou a manutenção do modelo administrativo proposto pela situação.
A eleição mais disputada e contestada da história do Clube nos levou a um “racha político” onde ambos os lados se julgam vitoriosos e o futuro do Coritiba se encaminha para ser decidido na lerda e ineficiente Justiça Comum do Brasil. Tudo isso acontecendo a poucos dias do início do ano em que o Coritiba precisa obrigatoriamente renascer.
A única solução desse problema que atormenta todos os Coritibanos é a união de ambas as correntes políticas do Clube. Apenas a união dos Coxas levará o Coritiba de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.
Porém como unir dois grupos que se julgam vitoriosos em uma eleição supostamente ilegal? A resposta está na nossa história.
Em 1995 o Coritiba se encontrava em profundas dificuldades financeiras e na segunda divisão do campeonato brasileiro. Após uma série de humilhações, chegou-se ao consenso que algo deveria ser feito. Os conselheiros se reuniram e afastaram o presidente do Clube, na época o glorioso Evangelino Costa Neves, e foi criado o Triunvirato. Três homens de correntes políticas distintas dividiram o poder no Coritiba.
Edson Mauad foi o responsável pelo futebol; Sérgio Prosdócimo e Joel Malucelli dividiram o comando da parte administrativa e patrimonial do Clube. O resultado foi a volta do Coritiba para a primeira divisão do futebol brasileiro.
Agora é hora de repetir a fórmula vitoriosa. É preciso criar uma Coalizão Coxa-Branca.
Nas negociações para se buscar um acordo entre situação e oposição, o presidente Gionédis ofereceu a vice-presidência de futebol para Tico Fontoura, que se tornaria o homem forte do futebol do Coritiba, proposta que foi ampliada com a oferta de mais 4 vagas no Conselho Executivo.
Uma boa proposta que será recusada por Tico Fontoura. Por que ser vice, se ele pode vir a ser o presidente do Clube?
A única solução é a formação de uma coalizão. O comando administrativo e patrimonial do clube ficaria sob a responsabilidade de Giovani Gionédis, que já provou suas qualidades no gerenciamento das finanças do Coxa. E o futebol ficaria sob o comando de Tico Fontoura, que teria total autonomia para gerenciar o mais importante departamento do Coritiba.
Gionédis seria o comandante do Couto Pereira; Tico Fontoura comandaria o CT com total autonomia. Os cargos de Presidente e Vice-Presidente seriam extintos, pois ambos teriam poderes semelhantes dentro de suas áreas de atuação.
E para selar a união, o conselho executivo seria formado por 10 membros. Gionédis, Tico Fontoura e mais 4 membros da situação e 4 da oposição estabelecendo uma igualdade de forças no principal Conselho do Clube. Vagas na Mesa da Diretora do Conselho Administrativo poderiam ser negociadas para haver um equilíbrio de forças dentro do órgão.
Dessa forma ninguém sai perdendo. E o Coritiba sai ganhando.
Volto a ressaltar: 2006 é o ano mais importante da história recente do Coritiba. Precisamos voltar para a primeira divisão do campeonato brasileiro e devemos ter a ambição de conquistar a Copa do Brasil.
Somente a união das forças políticas do Clube pode nos fazer atingir esses objetivos. Tico Fontoura e Giovani Gionédis devem deixar a diferenças de lado, esquecer vaidades pessoais, sentar na mesa de negociações e selar o acordo que fará surgir a coalizão necessária para levar o Coritiba de volta a primeira divisão do futebol brasileiro.
E depois de tudo acertado, por favor me convidem para tomar o Whisky que vai selar o surgimento união dos Coxas-Brancas.
Saudações alviverdes”
Leandro Requena, foi Gerente de Marketing do Coritiba. Ex-integrante da Torcida Império Alviverde durante os anos 80 e 90, Coxan@uta, representante da torcida do Coritiba no programa Tribuna no Esporte, Leandro é Coxa-Branca de coração
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)