
ARTIGOS
“Uma punhalada nas costas”. Li isso em algum lugar e concordo plenamente que essa é a melhor definição para o que senti quando o São Caetano fez o gol de empate ontem. Como doeu. Meia hora depois, eu ainda estava sentado em frente a tv, imóvel.
Mudei o canal e vi “flashes” da torcida do Atlético Mineiro cantando o hino ao final do jogo em que seu time havia acabado de cair pra segundona. Nesse momento, olhei pra bandeira do Glorioso que eu tenho pendurada na sala e pensei: “quer saber? Que se dane! Meu amor pelo Coritiba independe do jogo, do adversário, do local, das circunstâncias, enfim.” Negar a tristeza seria mentir. Mas desistir seria covardia.
Nesses meus 30 anos como torcedor que acompanha o Coritiba onde quer que ele esteja, não me lembro de ter sentido angústia semelhante à atual.
Mas me lembro muito bem de momentos no qual a superação, a raça e, acima de tudo, o estigma vitorioso do Coritiba se fizeram valer. Então, vou deixar pra sofrer somente amanhã, caso os deuses do futebol resolvam cometer essa injustiça.
Ainda assim não vou me permitir ficar lamentando, pois não tenho razão para tal. Afinal de contas sou Coxa-Branca, e esse simples fato é mais do que suficiente para que eu ande sempre de cabeça erguida.
Um grande abraço"
Marcus Popini, do Rio de Janeiro
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)