
ARTIGOS
“Ontem acordei convicto que eu iria para a aula à noite. É final de ano e eu faço engenharia. É uma loucura total.
Fiquei o dia inteiro suando frio querendo ir nesse jogo, mas sabendo que eu iria me dar mal na faculdade, pensei, pensei e às 19 horas quando eu estava entrando na faculdade, repensei:
“O que eu estou fazendo!?”
Dei meia volta no carro e sai em disparada rumo ao Alto da Glória, com uma agonia enorme, pois com aquela chuva a (Avenida) 13 de Maio ficou completamente parada e a hora teimava em passar.
Voltei a suar frio, pois já eram 20 horas, meia hora para começar o jogo. Foi quando parece que a cidade parou para eu passar! Foi uma sensação incrível eu estar chegando ao Couto Pereira, em meio as possas d’água, que cobriam todo o Monumental.
Achando-me um louco, vejo mais 25 mil Coxas-Brancas juntos: da Império, das cadeiras da Mauá ou até mesmo das sociais, cantando juntos. Lembro-me do preparador de goleiros da Ponte Preta olhar em direção da Império quando nós entoávamos nosso hino:
- Sou, sou da Império eu sou!!!
Foi uma união magnífica, na qual após o fim do jogo, todos torcedores que estiveram no Couto repetiam a frase:
- Um time com essa torcida não pode cair!!!
E eu tenho certeza que o preparador de goleiros da Ponte deve ter pensado o mesmo.”
Guilherme Fermino, estudante de engenharia.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)